MPB

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Trechos do livro "PRIVATARIA TUCANA"

"Será gratificante se, depois da última pagina, o leitor mantiver seus olhos bem abertos. É uma boa maneira de impedir que aqueles qua já tranformaram o Público em Privado para o seu próprio proveito tentem reprisar algum dia o que foi feito na era da PRIVATARIA." pag.31





Capitulo 3.

COM O MARTELO NA MÃO É UMA IDÉIA NA CABEÇA



♦Vender tudo o que der para vender.
♦ FHC, Serra e a Vale
♦ Os planos para privatizar o Banco do Brasil e a Caixa Econômica
♦ Petrobras na linha de tiro
♦ Pagando para vender

O blog do Casé estará postando trechos do livro "PRIVATARIA TUCANA" que trata do maior assalto ao patrimonio do país o livro esta disponibilizado para download GRATIS no link Privataria Tucana . Se não conseguirem baixar favor entrar em contato com o nosso blog.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Garoto negro e expulso de restaurante por se confundido com mendigo.

Texto de Mário Sérgio em Luis Nassif Online

Com a arrogância típica de ignorantes, o gerente admitiu que teria sido ele mesmo cometer tal atitude racista


racismo brasil menino restaurante negro
Negar o racismo no Brasil é se esquivar do problema
Neste final de ano pude testemunhar e viver a vergonha dessa praga do rascismo aqui em nossa multicultural São Paulo. E com pessoas próximas e queridas. Não dá para ficar calado e deixar apenas o inquérito policial que abrimos tomar conta dos desdobramentos desse episódio lamentável e sórdido.


Na sexta feira, 30, nossos primos, espanhóis, e seu pequeno filho de 6 anos foram a um restaurante, no bairro Paraíso (ironia?) para almoçar. O garoto quis esperar na mesa, sentado, enquanto os pais faziam os pratos no buffet, a alguns metros de distância. A mãe, entre uma colherada e outra, olhava para o pequeno que esperava na mesa. De repente, ao olhar de novo, o menino não mais estava lá. Tinha sumido.

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Preocupada, deixou tudo e passou a procurá-lo ao redor. Ao perguntar aos outros frequentadores, soube que o menino havia sido retirado do restaurante por um funcionário de lá. Desesperada, foi para a rua e encontrou-o encolhido e chorando num canto. Perguntado (em catalão, sua língua) disse que "o senhor pegou-me pelo braço e me jogou aqui fora".
O casal e a criança voltaram para o apartamento de minha sogra e contaram o ocorrido. Minha sogra que é freguesa do restaurante, revoltada, voltou com eles para lá. Depois de tergiversações, tentativas de uma funcinária em pôr panos quentes, enfim o tal sujeito (gerente?) identificou-se e com a arrogância típica de ignorantes, disse que teria sido ele mesmo a cometer o descalabro. Mas era um engano, mas plenamente justificável porque crianças pedintes da feira costumavam pedir coisas lá e incomodar. E que ele era bom e até os alimentava de vez em quando. Nem sequer pediu desculpas terminando por dizer que se eles quisessem se queixar que fossem à delegacia.

Minha sogra ligou-me e, de fato, fomos à delegacia do bairro e fizemos boletim de ocorrência. O atendimento da delegada de plantão foi digno e correto. Lavrou o BO e abriu inquérito. Terminou pedindo desculpas e que meus primos não levem uma impressão ruim do Brasil.

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Em tempo: o filho de 6 anos é negro. Em um e-mail (ainda não respondido pelo restaurante Nonno Paolo) pergunto qual teria sido a atitude se o menino fosse um loirinho de olhos azuis.

Com a arrogância típica de ignorantes, o gerente admitiu que teria sido ele mesmo cometer tal atitude racista