MPB

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Só pra ninguém esquecer...Era Militar no Brasil !

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

TV online dos EUA fala em manipulação da mídia brasileira para derrubar Dilma - vídeo


Agência de notícias independente baseada nos Estados Unidos, The Real News divulgou um vídeo reportagem onde faz revelações surpreendentes sobre o clima de golpe que ronda o Brasil desde as eleições de outubro de 2014. Segundo revela o jornalista Michael Fox, o movimento golpista brasileiro é inspirado na política de Ronald Reagan, o ex-presidente americano conservador, que reprimia com vigor as iniciativas libertárias no continente americano durante a Guerra Fria. Fox afirma também que a mídia brasileira tenta colocar o PT e a presidenta Dilma Rousseff na crise com o objetivo de desestabilizá-la. A revista chama as duas empresas de representantes da direita conservadora. 
Fox diz que grupos como Revoltados Online, Movimento Brasil Livre, Vem Pra Rua, entre outros, recebem recursos de fundações estrangeiras e grandes empresas para criar movimentos que ajudem a desestabilizar politicamente o país. A Ambev, segundo ele, estaria entre as empresas. Todos esses movimentos, afirma, são claramente favoráveis a privatizações de estatais como a Petrobras, universidades públicas e demais instituições públicas de ensino, como também já foram vistos pessoalmente ou em seus sites e páginas de redes sociais dizendo que "a CLT prejudica os patrões e atrapalha a criação de empregos". 

Intitulado "Koch Brothers' Funds Backs Anti-Dilma Protests in Brazil, o documentário é crítico quanto a corrupção endêmica no país, mas lembra que apenas 1/5 dos envolvidos nos recentes escândalos da Petrobras estão ligados ao governo do PT. O jornalista Fox diz ainda que Aécio Neves, o principal incentivador político do movimento golpista, tem seus próprios escândalos de corrupção em torno da sua biografia

Outra associação importante é com o movimento de ultra direita americano, Tea Party. O documentário vê fortes ligações de propostas e propósitos. Os irmãos Koch são dois bilionários que tem liberado recursos em países da América Latina com o intuito de criar desestabilizações políticas: Equador, Venezuela, Argentina e Brasil foram os principais alvos. Curiosamente, a origem da fortuna dos Koch são a antiga União Soviética. O velho Koch, Fred, foi convidado a ingressar na Cortina de Ferro para explorar e ensinar como funcionava a indústria do Petróleo.

O documentário concede um espaço generoso para analisar o comportamento da mídia brasileira que tenta colocar Dilma no foco da crise - embora seu nome não esteja no alvo das investigações. Para o analisa, a mídia funciona como porta voz do golpe que se tenta aplicar contra a democracia brasileira.

Os irmãos Koch
Documentário mergulha no universo dos irmãos Koch:



Fox diz que grupos como Revoltados Online, Movimento Brasil Livre, Vem Pra Rua, entre outros, recebem recursos de fundações estrangeiras e grandes empresas para criar movimentos que ajudem a desestabilizar politicamente o país. A Ambev, segundo ele, estaria entre as empresas. Todos esses movimentos, afirma, são claramente favoráveis a privatizações de estatais como a Petrobras, universidades públicas e demais instituições públicas de ensino, como também já foram vistos pessoalmente ou em seus sites e páginas de redes sociais dizendo que "a CLT prejudica os patrões e atrapalha a criação de empregos". Intitulado "Koch Brothers' Funds Backs Anti-Dilma Protests in Brazil, o documentário é crítico quanto a corrupção endêmica no país, mas lembra que apenas 1/5 dos envolvidos nos recentes escândalos da Petrobras estão ligados ao governo do PT. O jornalista Fox diz ainda que Aécio Neves, o principal incentivador político do movimento golpista, tem seus próprios escândalos de corrupção em torno da sua biografia. Leia também: grandes grupos econômicos compram escolas no país para instituir pensamento liberal, afirma reitor Outra associação importante é com o movimento de ultra direita americano, Tea Party. O documentário vê fortes ligações de propostas e propósitos. Os irmãos Koch são dois bilionários que tem liberado recursos em países da América Latina com o intuito de criar desestabilizações políticas: Equador, Venezuela, Argentina e Brasil foram os principais alvos. Curiosamente, a origem da fortuna dos Koch são a antiga União Soviética. O velho Koch, Fred, foi convidado a ingressar na Cortina de Ferro para explorar e ensinar como funcionava a indústria do Petróleo. O documentário concede um espaço generoso para analisar o comportamento da mídia brasileira que tenta colocar Dilma no foco da crise - embora seu nome não esteja no alvo das investigações. Para o analisa, a mídia funciona como porta voz do golpe que se tenta aplicar contra a democracia brasileira. Os irmãos Koch Antonio Luiz M. C. Costa escreveu recente artigo sobre a dupla e seu papel na política dos Estados Unidos: "Os Koch organizam reuniões periódicas com líderes republicanos e comunicadores ligados ao Tea Party, como Glenn Beck e o senador republicano Mitch McConnell. Uma gravação em áudio de uma reunião confidencial deste último com os irmãos, ocorrida em junho de 2014, o senador admitiu que os republicanos precisam dos Koch e eles constituem o verdadeiro poder no partido: "Não sei onde estaríamos sem vocês" e pediu mais recursos para a campanha. "A Suprema Corte permitiu a todos vocês (bilionários) participarem do processo em uma variedade de maneiras diferentes. Você pode doar ao candidato de sua escolha". Para persuadi-los, explicou como os republicanos frustrariam a agenda de Barack Obama caso conquistassem a maioria do Senado. O partido cumpriu rigorosamente a promessa. Segundo o Washington Post, os Koch agora lideram um esforço de arrecadação entre bilionários que pretende arrecadar um bilhão de dólares para a campanha presidencial republicana em 2016. Seria tolo supor que manifestantes ou eleitores são pagos em massa, mas faz diferença permitir a um punhado de jovens politicamente ambiciosos dedicar-se em tempo integral a uma agenda, assim como o patrocínio de veículos e jornalistas simpáticos às suas causas. Embora o petróleo esteja na raiz das fortunas dos Koch e motive sua campanha contra ambientalistas e climatologistas que alertam sobre o aquecimento global, não é obrigatório supor que seu principal interesse no Brasil seja a privatização da Petrobras. Seus negócios são bem mais amplos e o "Estado mínimo", com a eliminação de quaisquer políticas sociais e restrições à exploração capitalista, é para eles e seus aliados um fim em si. O importante é estar consciente de suas conexões e do que implicam. Não é apenas por um impeachment". Documentário mergulha no universo dos irmãos Koch.






domingo, 6 de dezembro de 2015

Será Michel Temer um conspirador?



Bem, se ele é conspirador está ficando bem mal acompanhado, pois o PSB abandonou o impeachment e não quer mais ser oposição; o Jurista Fábio Konder Comparato tem afirmado que esse impeachment é ilegítimo; PSol e Rede também dizem “não” ao impeachment de Dilma; o jornal Valor Econômico noticia que o “'Economist” diz que Cunha agiu por vingança em processo de impeachment; a FOLHA noticia que Bill Clinton afirmou que Brasil não está afundando e futuro será formidável; PDT, PC do B, Joaquim Barbosa, CNBB, CUT e todos os governadores do nordeste repudiam a tentativa de impeachment de Dilma; diversos Jornais europeus duvidam que Dilma seja impedida pela falta de fundamento; Pezão, governador do Rio de Janeiro, convida os governadores dos partidos que integram a coalizão de apoio ao governo para reunião em Brasília em oposição ao impeachment; Leonardo Boff referindo-se a Eduardo Cunha afirmou que “Um eticamente desqualificado manda a julgamento uma mulher íntegra e ética”; a Federação dos Petroleiros também se levantam contra golpe Cunha-Aécio; para os governadores nordestinos, o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), agiu movido por interesses pessoais, sem se importar coma gravidade de uma ação que representa grave retrocesso institucional e assinam nota de repúdio contra impeachment; a Igreja Católica, através da CNBB, questiona 'autoridade moral' de Cunha; Dalmo Dallari afirma que decisão de Cunha é “antiética e oportunista”; Luciana Genro pessoalmente também se afasta do golpe Cunha-Aécio; o jornal Frances Le Monde diz que Cunha agiu por 'vingança pessoal'.É bom Michel Temer escolher como ele quer passar para a História.Pedro Benedito Maciel Neto, 51, advogado, sócio da MACIEL NETO ADVOCACIA, autor de “Reflexões sobre o estudo do Direito”, Ed. Komedi.[1] Ou seja, a verdade é que o processo de impeachment não tem nenhuma relação jurídica com a Operação Lava Jato, apesar do esforço de parcela do Ministério Público Federal e da imprensa em misturar os assuntos e confundir a opinião pública.
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quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Golpe Cunhaguaio....

A tentativa de golpe iniciada por Cunha é de tal forma cínica, hipócrita, suja e inconsistente que precisa de um neologismo: cunhaguaio. Uma mistura, em doses iguais e cavalares, de canalhice e corrupção com inconsistência jurídica e atitude antidemocrática.

Cunha acusar Dilma é, como já se disse alhures, um sujeito acusado de tudo acusar uma presidente acusada de nada. É como se o Estado Islâmico acusasse o Dalai Lama de terrorismo. É como se Hitler acusasse Roosevelt de genocídio. É como se Judas acusasse Jesus Cristo de traição. É uma total e surreal inversão de valores.

Max Horkheimer, um dos melhores pensadores da mal chamada Escola de Frankfurt, dizia que o nazismo é a “verdade” do capitalismo, no sentido de que aquele movimento político desnudava as entranhas do sistema capitalista. Nesse mesmo sentido, Cunha é a “verdade” da nossa oposição ou de parte expressiva dela: golpista, irresponsável, antidemocrática, hipócrita e corrupta. Simbiose caricata de Carlos Lacerda com Adhemar de Barros. Entranhas malcheirosas.

A manobra chantagista de Cunha desnudou as intenções dos golpistas. Caíram as máscaras. Ninguém ali está pensando em combater a corrupção. Ninguém ali está preocupado com o Brasil. Muito menos com seu povo. Todos, como Cunha, estão ali por uma única razão: proteger seus interesses rasos e mesquinhos.

Querem simplesmente voltar ao poder a qualquer custo. Ao custo do voto popular. A expensas da democracia. Ao custo da decência. Ao custo até das aparências.

Sonham com ganhos que obterão quando privatizarem o pré-sal e a Petrobras. Salivam imaginando os lucros com futuras vendas de bancos públicos. Deleitam-se especulando sobre as taxas de lucro majoradas com quedas de salário e aumento do desemprego que promoveriam com seus ajustes draconianos e definitivos.

Fantasiam seu mundo ideal: um Brasil submisso, desigual, reacionário, autoritário, impune e pequeno. Pequeno como eles. Rasteiro como eles.

Um Brasil que dê mais lucro para uns poucos e permita mais negociatas para os privilegiados.

Um Brasil de impunidade, de engavetadores, com era antes de Dilma.

Um Brasil que feche escolas. Um Brasil que bata em estudantes. Um Brasil que coloque trabalhadores e negros em seu devido lugar. Com balas e porretes.

Um Brasil homofóbico e racista. Um país que sacrifique até gastos constitucionais com Educação e Saúde, em nome da austeridade suicida que elevará as taxas de lucro.

Um Brasil sem Bolsa Família e sem salário mínimo. Um país sem proteção trabalhista. Um Brasil sem regras e políticas que protejam os mais fracos. Um Brasil sem controle sobre os que despejam sua sujeira em nossas instituições e em nossos rios. Um país de Marianas anunciadas. Um Brasil de Doces amargos e contaminados.

Um Brasil sem pudor de ser desigual, excludente, preconceituoso e autoritário. Como era, antes de Lula e Dilma.

Um Brasil sem-vergonha. Um Brasil de sem-vergonhas para sem-vergonhas.


Um Brasil de Cunhas.
Marcelo Zero

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Simplesmente RABERUAN...


A vida é uma coisa louca.
Depois de passar anos e anos nessa vida , hoje, percebo a importância de pessoas que foram fundamentais para minha existência e insistência, conheci o MPA por volta de 1979, um grupo de artistas locais que resistiam com sua arte a vários quilômetros de distancia do centro , o dito e tido centro de culturas alternativas, e cá, no fundão da ZL estourava um  grande caldeirão cultural, que juntava, o xote, baião, rock progressivo, poetas , contadores, atores, artistas plásticos, e eu, como sempre iluminado, caio na graça de ter dois grandes amigos Sacha & Raberuan , chão que cultivo, e que só me traz frutos bons...

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Eu quero ver, quando ZUMBI voltar...

Importância de Zumbi para a História do Brasil 

Zumbi é considerado um dos grandes líderes de nossa história. Símbolo da resistência e luta contra a escravidão, lutou pela liberdade de culto, religião e pratica da cultura africana no Brasil Colonial. O dia de sua morte, 20 de novembro, é lembrado e comemorado em todo o território nacional como o Dia da Consciência Negra.

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

O cortejo Afro do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região , presta homenagem a Luiza Mahin e ao seu Filho Luiz Gama...


Um pouco da História de Luiza Mahin



Bancários avisam: racismo não passará!
Categoria promove Cortejo Afro nas ruas do centro de São Paulo na segunda-feira, ao meio-dia, com homenagem à Luiza Mahin e Luiz Gama e protesto contra invisibilidade de negros no setor financeiro
São Paulo – A luta por um Brasil sem racismo é diária. E esse debate fica ainda mais em evidência no mês da Consciência Negra. O Sindicato convida os trabalhadores a irem às ruas pelo combate ao racismo na segunda 23, no tradicional Cortejo Afro dos Bancários. A saída será ao meio-dia da sede da entidade, no Edifício Martinelli (Rua São Bento, 413, Centro).

É a 15ª edição do evento que neste ano homenageará Luiza Mahin e seu filho Luiz Gama, importante advogado e jornalista negro. Luiz Gama foi um escritor renomado e um dos maiores abolicionistas do país, mesmo após ter sido vendido como escravo pelo próprio pai. Sua mãe, Luiza, é considerada por muitos uma verdadeira rainha e uma das articuladoras da Revolta dos Malês, mobilização feita por escravos mulçumanos na Bahia em 1835. Duas figuras importantes para a história do Brasil, que não tiveram suas lutas reconhecidas.


Homenagem a Luiz Gama, reconhecido como Advogado pela AOB , 
“Já era hora de ele ter esse reconhecimento oficial”, avalia o advogado Silvio Luiz de Almeida, professor da Faculdade de Direito da Universidade Presbiteriana Mackenzie e presidente do Instituto Luiz Gama (ILG). 


O Cortejo Afro contará com o grupo de percussão e balé Festa da Massa. Independente da raça, os trabalhadores estarão nas ruas do Centro para protestar contra essa realidade e defender igualdade de oportunidade na categoria bancária.

20 de novembro – O Dia Nacional da Consciência Negra, lembrado em 20 de novembro, é feriado em cerca de mil cidades do Brasil. A data foi escolhida por coincidir com o dia da morte de Zumbi dos Palmares, em 1695.

“A ocasião é dedicada à reflexão da inserção do negro na sociedade, inclusive dos bancários. No último Censo da Diversidade da categoria, divulgado em novembro de 2014, foi identificada a necessidade especial de inclusão das mulheres negras nos bancos, já que elas sofrem por serem da minoria negra e ainda por serem mulheres. As bancárias enfrentam dificuldade para conquistar cargos executivos, um terrível preconceito de gênero nas instituições financeiras”, destaca a secretária de Relações Sindicais e Sociais do Sindicato, Maria Rosani. Hoje, 81% dos bancários são brancos e 19% negros. Entre os negros, 16,7% são pardos e apenas 2,3% são pretos. Destes 2,3%, somente um terço, são mulheres.


Gisele Coutinho – 18/11/2015

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segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Jornalista denuncia ‘má vontade’ e ‘obsessão’ dá mídia para demonizar o governo e é demitido...

Jornalista denuncia ‘má vontade’ e ‘obsessão’ dá mídia para demonizar o governo
“A obsessão em ver no Governo o demônio, a materialização do mal, ou o porto da incompetência, está sufocando a sociedade e engessando o setor produtivo”, afirmou o jornalista Sidney Rezende

Jornalista denuncia ‘má vontade’ e ‘obsessão’ dá mídia para demonizar o governo
O jornalista Sidney Rezende, âncora do Jornal da “GloboNews, do “Grupo Globo”, denunciou a campanha midiática contra o governo da presidenta Dilma Rousseff. Um dia antes de ser demitido da emissora que trabalhava desde 1997, ele disse que há “má vontade dos colegas que se especializaram em política e economia” na cobertura da gestão petista.

“A obsessão em ver no Governo o demônio, a materialização do mal, ou o porto da incompetência, está sufocando a sociedade e engessando o setor produtivo”, afirmou Rezende, em artigo publicado na última quinta-feira (12), intitulado “Chega de notícias ruins”.

O profissional denuncia a postura de colegas da imprensa que, para prejudicar Dilma, “se esquece” do dever jornalístico de “noticiar o fato, perseguir a verdade, ser fiel ao ocorrido e refletir sobre o real e não sobre o que pode vir a ser o nosso desejo interior”.

“Essa turma tem suas neuroses loucas e querem nos enlouquecer também”, argumentou.

“Se pesquisarmos a quantidade de boçalidades escritas por jornalistas e ‘soluções’ que quando adotadas deram errado daria para construir um monumento maior do que as pirâmides do Egito. Nós erramos. E não é pouco. Erramos muito”, avaliou.

Para ele, “os acertos” do governo não são noticiados, mas “escondidos”. “O povo já percebeu que esta “nossa vibe” é só nossa e das forças que ganham dinheiro e querem mais poder no Brasil. Não temos compromisso com o governo anterior, com este e nem com o próximo. Temos responsabilidade diante da nação”, repreendeu.

Após demitir o jornalista na sexta-feira (13), a Globo disse, em nota, que “só tem elogios à conduta profissional de Sidney, um jornalista completo”.

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

É triste esse desgoverno de Geraldo Alckmin... VIVA LOS ESTUDIANTES!



Estudantes ocupam desde o início da manhã de ontem (10) a Escola Estadual Fernão Dias Paes, localizada na rua Pedroso de Moraes, em Pinheiros, zona oeste da capital paulista. Eles protestam contra a reorganização das instituições de ensino proposta pela Secretaria da Educação, que vai provocar o fechamento de 94 escolas e a transferência de cerca de 311 mil estudantes, em 2016, para escolas da região onde moram. O objetivo, segundo a secretaria, é segmentar as escolas em três grupos (anos iniciais e finais do ensino fundamental e ensino médio), conforma o ciclo escolar.


Foto: André Lucas Almeida / Futura Press

No início da manhã de hoje houve uma manifestação, na frente da escola, entre estudantes que apoiam a ocupação e a Polícia Militar, que reagiu usando spray de pimenta em direção ao grupo. 

domingo, 8 de novembro de 2015

Não basta acabar com Lula; é preciso destruir sua obra!

Como nos tempos de Getúlio Vargas, nunca se viu tanta ignomínia, tamanha crueldade no aviltamento, tão grande sanha para ferir um homem.


Não basta acabar com Lula; é preciso destruir sua obra.
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva é desses personagens da história capazes de encher livros e livros sem que a sua real dimensão seja devidamente avaliada. Vejamos, por exemplo, o furor que ele está causando somente por ter aventado a possibilidade de ser candidato ao cargo que já ocupou. Na dúvida, a direita tenta fuzilá-lo para evitar que mais um ciclo progressista seja engatado no que termina em 2018. E o jogo é sujo, torpe, rasteiro.

Não se está aqui dizendo que Lula será o franco favorito nas eleições presidenciais. Desde que o mundo é mundo, prever o futuro tem sido um desafio constante. Da cigana que lê a mão aos videntes e futurólogos de todos os matizes, ainda não se conheceu ninguém que fosse capaz de predizê-lo regularmente e com precisão. Seria demasia, portanto, esperar que nestes tempos de horizontes turvos surgissem um gênero diferenciado e mais eficaz de pitonisas. Convenhamos, as bolas de cristal talvez poucas vezes estiveram tão turvas.

Mas a direita não quer correr o menor risco. Como a tática de “sangrar” a presidenta Dilma Rousseff parece ser a que vai restando diante da reação ao golpismo, os direitistas raciocinam com um olho no presente e outro no futuro. Tática, aliás, que tentaram usar contra Lula, quando ele era presidente, assim como o impeachment, tido pelos golpistas como similar à bomba atômica, mostrada para assolar, não para detonar e matar, segundo o ex-presidente neoliberal Fernando Henrique Cardoso (FHC). E assim vão regulando o fogo do denuncismo de acordo com suas conveniências.

Moeda corrente

Quem acompanha o mundo político, mesmo que à distância, vê diuturnamente que nesse espetáculo circense os atores têm papéis bem definidos. É um ato em que os líderes da oposição nem precisam aparecer — os ataques são feitos por prelados da mídia, economistas de direita e adivinhos profissionais que vendem seus serviços como “analistas”. O objetivo — ou o mais adequado seria dizer desejo? — é ver o governo imobilizado.

As votações parlamentares, por exemplo, estão praticamente paralisadas. Não se pode, evidentemente, desconsiderar a grande parcela de culpa do governo nisso, que manteve uma relação política com o Congresso Nacional marcada por vacilações e equívocos. Faltou vontade política necessária para deflagrar e sustentar um processo político de continuidade das mudanças. Mas o fundamental é o jogo rasteiro da oposição.

Formalmente, temos uma democracia robusta, dizem por aí. A questão é que o conceito de democracia baseia-se, em poucas palavras, na aceitação das regras do jogo tidas como razoáveis para todos. Há, no entanto, um fato decisivo a se considerar: no jogo eleitoral da direita, as torpezas são moeda corrente. As primeiras manchetes do que viria a ser a sórdida onda de ataques a Lula, por exemplo, representou uma espécie de ordem unida para o avanço da direita. Ou seja: soou a voz do dono.

Criança órfã

Desde então, o que se viu foi a repetição da sordidez outrora usada contra o próprio Lula e contra Getúlio Vargas. Como naqueles idos, nunca se viu tanta ignomínia, tamanha crueldade no aviltamento, tão grande sanha para ferir um homem. Desde a fúria contra Vargas, nunca se viu tanto ódio, tanta torpeza, tantos insultos contra uma pessoa que nada fez para merecer isso tudo.

O que está se passando com Lula é ignóbil. Dia a dia, ultrajam-no mais. Nem a sua família lhe poupam. A mídia já cometeu todos os desmandos, ultrapassou todos os limites, rompeu todas as convenções. Nada ficou de pé. E a cada um dos desatinos parece que a única preocupação é superar os anteriores. Seus “analistas” têm o único objetivo de criar um coro alucinado na toada fria e implacável das invectivas. O objetivo confesso é fazer Lula parecer uma criança órfã, desamparada de pai e mãe.

Para tanto, se aproveitam de suas próprias criações, como é o caso da corrupção eleitoral, para vender a ideia de que o país precisa de um salvador da pátria. E assim criam dificuldade para o eleitorado definir o voto, inclusive nas eleições municipais do ano que vem. Avaliam bem a composição de forças que definirão o futuro do país e definem os alvos para os ataques sem trégua. E despejam munição pesada. Parafraseando Joaquim Nabuco, o abolicionista, não basta acabar com Lula; é preciso destruir sua obra.

*É editor do Portal Grabois, pesquisador da Fundação Maurício Grabois.

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

O quanto pior melhor para a imprensa do Brasil, quem perde é só povo e o País...

A filósofa Viviane Mosé dá uma aula sobre o método da Grande Mídia em traçar um cenário isolado do Brasil na crise econômica mundial. Análise que merece aplausos pela didática em apontar com clareza a narrativa do "quanto pior, melhor" de nossa imprensa. Imperdível.

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

LULA era para ter dado errado...Mas não deu!

     Lula é odiado porque deveria ter dado errado


Lula_Alvo
Emir Sader em seu blog em 2/3/2015
A direita – midiática, empresarial, partidária, religiosa – entra em pânico quando imagina que o Lula possa ser o candidato mais forte para voltar a ser presidente em 2018. Depois de ter deixado escapar a possibilidade de vencer em 2014, com uma campanha que trata de colocar o máximo de obstáculos para o governo de Dilma – em que o apelo a golpe e impeachment faz parte do desgaste –, as baterias se voltam sobre o Lula.
De que adiantaria ajudar a condenar a Dilma a um governo sofrível, se a imagem do Lula só aumenta com isso? Como, para além das denúncias falsas difundidas até agora, tratar de desgastar a imagem de Lula? Como, se a imagem dele está identificada com todas as melhorias na vida da massa da população? Como se a projeção positiva da imagem do Brasil no mundo está associada à imagem de Lula? Como se a elevação da autoestima dos brasileiros tem a ver diretamente com a imagem de Lula?
Mas, quem tem tanto medo do Lula? Por que o ódio ao Lula? Por que esse medo? Por que esse ódio? Quem tem medo do Lula e quem tem esperanças nele? Só analisando o que ele representou e representa hoje no Brasil para entendermos porque tantos adoram o Lula e alguns lhe têm tanto ódio.
Lula deu por terminados os governos das elites que, pelo poder das armas, da mídia, do dinheiro, governavam o pais só em função dos seus interesses, para uma minoria. Derrotou o candidato da continuidade do FHC e começou uma serie de governos que melhoraram, pela primeira vez, de forma substancial, a situação da massa do povo brasileiro.
Quem se sentiu afetado e passou a odiar o Lula? As elites políticas que se revezavam no governo do Brasil há séculos. Os que sentiram duramente a comparação entre a formas deles de governar e a de Lula. Sentiram que o Brasil e o mundo se deram conta de que a forma de Lula de governar é a forma de terminar com a fome, com a miséria, com a desigualdade, com a pobreza, com exclusão social. Eles sofrem ao se dar conta que governar para todos, privilegiando os que sempre haviam sido postergados, é a forma democrática de governar. Que Lula ganhou apoio e legitimidade, no Brasil, na América Latina e no mundo justamente por essa forma de governar.
Lula demonstrou, como ele disse, que é possível governar sem almoçar e jantar todas as semanas com os donos da mídia. Ele terminou seu segundo mandato com mais de 80% de referências negativas na mídia e com mais de 90% de apoio. Isso dói muito nos que acham que controlam a opinião pública e o pais por serem proprietários dos meios de comunicação.
Lula demonstrou que é possível – e até indispensável – fazer crescer o pais e distribuir renda ao mesmo tempo. Que uma coisa tem a ver intrinsecamente com a outra. Que, como ele costuma dizer, “O povo não é problema, é solução”. Dinheiro nas mãos dos pobres não vai para a especulação financeira, vai para o consumo, para elevar seu nível de vida, gerando empregos, salários, tributação.
Lula mostrou, na prática, que o Brasil pode melhorar, pode diminuir suas desigualdades, pode dar certo, pode se projetar positivamente no mundo, se avançar na superação das desigualdades – a herança mais dura que as elites deixaram para seu governo. Para isso precisa valorizar seu potencial, seu povo, elevar sua autoestima, deixar de falar mal do país e de elogiar tudo o que está lá fora, especialmente no centro do capitalismo.
Lula fez o Brasil ter uma política internacional de soberania e de solidariedade, que defende nossos interesses e privilegia a relação solidaria com os outros países da América Latina, da África e da Ásia.
Lula foi quem resgatou a dignidade do povo brasileiro, de suas camadas mais pobres, em particular do nordeste brasileiro. Reconheceu seus direitos, desenvolveu políticas que favoreceram suas condições de vida e uma recuperação espetacular da economia, das condições sociais e do sistema educacional do Nordeste.
Lula é odiado porque deveria dar errado e deixar em paz as elites para seguirem governando o Brasil por muito tempo. Um ódio de classe porque ele é nordestino, de origem pobre, operário metalúrgico, de esquerda, líder máximo do PT, que deu mais certo do que qualquer outro como presidente do Brasil. Odeiam nele o pobre, o nordestino, o trabalhador, o esquerdista. Odeiam nele a empatia que ele tem com o povo, sua facilidade de comunicação com o povo, a popularidade insuperável que o Lula tem no Brasil. O prestígio que nenhum outro político brasileiro teve no mundo.
A melhor resposta ao ódio ao Lula é sua consagração e consolidação como o maior líder popular da historia do Brasil. A força moral das suas palavras – que sempre tentam censurar. Sua trajetória de vida, que por si só é um exemplo concreto de como se pode superar as mais difíceis condições e se tornar um líder nacional e mundial, se se adere a valores sociais, políticos e morais democráticos.
Quem odeia o Lula, odeia o povo brasileiro, odeia o Brasil, odeia a democracia.
O Lula é a maior garantia da democracia no Brasil, porque sua vida é um exemplo de prática democrática. O amor do povo ao Lula é a melhor resposta ao ódio que as elites têm por ele.

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Dona Dirce, a “tia da rua” (1930-2015). Uma pequena homenagem!

EDISON VEIGA
20 Outubro 2015 | 02:01

Como “quase sem querer”,uma moradora de São Miguel Paulista inaugurou em São Paulo o conceito das ruas que não abrem aos carros nos fins de semana

Foto: Ernesto Rodrigues/ Estadão
Foto: Ernesto Rodrigues/ Estadão
Ela não sonhava com uma política pública, não imaginava Minhocão, Paulista e tantas outras vias fechadas aos carros todo domingo. Dirce Vieira só queria uma rua para os filhos brincarem. No caso, a pequena Manoel Faria Inojosa, em São Miguel Paulista, extremo leste da capital, onde ela morou desde o início dos anos 1950 – “quando era só um matagal”, lembrava-se ela – até o mês passado, quando morreu, aos 84 anos.
Em 1977, após 12 anos de insistência mensal na Prefeitura, Dona Dirce conseguiu o direito de interditar a via aos domingos e feriados para que a criançada pudesse brincar em paz. Da vizinhança, ganhou o apelido: “tia da rua”. À administração municipal, meio sem querer, legou o conceito das ruas de lazer. Os 18 filhos, 35 netos, nove bisnetos – e tantos filhos, amigos dos filhos, sobrinhos, netos, enfim, toda a criançada da vizinhança – só puderam se divo de bola, a amarelinha, o esconde-esconde.ertir, isentos dos riscos de carros indo e vindo teimando em atrapalhar a brincadeira, o jogo.
Foto: Ernesto Rodrigues/ Estadão
Foto: Ernesto Rodrigues/ Estadão
“Eu só queria que meus filhos pudessem brincar, jogar bola, se divertir com segurança. Naquele tempo, nem havia muitos carros, mas charretes e carroças passavam o tempo todo”, contou ela, à reportagem do Estado, em março de 2012. Com simplicidade, modéstia até, ela dizia não se importar com as outras ruas de lazer que passaram a brotar em São Paulo. “Nem penso nisso, não. Nunca conheci outra rua de lazer. Estou feliz aqui”, limitava-se a responder.
Mineira de Machado, ela mudou-se para São Paulo em 1943, aos 13 anos, pouco depois da morte da mãe. Veio morar com a avó, que já vivia em São Miguel Paulista. Nunca mais saiu dali. “Não sei se gosto ou não de São Paulo. Sei que me acostumei, né? Todos os meus filhos foram criados aqui”, afirmou à reportagem, em 2012.
A criação dos filhos era seu grande orgulho. Quando ficou viúva, em 1980, muitos achavam que ela não daria conta de sustentar a família. Dona Dirce tirou de letra. Seguiu trabalhando como analista química em uma indústria do setor, da qual se aposentou em 1996 – na juventude, ela fez um curso técnico da área – e assumiu de vez o comando do barzinho na frente da sua casa, antes tocado pelo marido. O Bar dos Gois, sobrenome do marido, Osvaldo, funciona até hoje. Parada quase automática para o refrigerante da criançada nos domingos e feriados.

sábado, 10 de outubro de 2015

“Todo brasileiro com o mínimo de responsabilidade política tem o dever de se manifestar”


Em entrevista para o portal Conversa Afiada, de Paulo Henrique Amorim, Ciro Gomes destacou que há duas coisas graves acontecendo ultimamente no país:

A primeira é uma escalada golpista que fundaria no Brasil uma espécie de Venezuela, no pior aspecto que possamos imaginar.

A segunda é a não aceitação (por parte da oposição) da eleição da Presidente Dilma Rousseff. Quando Dilma foi eleita, o brasileiro escolheu quais eram os valores que realmente importavam para o país.
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sábado, 3 de outubro de 2015

Mulheres da periferia revelam seus sentimentos.. Art é Arte!


Publicado em 30 de set de 2015
Mulheres da periferia revelam seus sentimentos, dores e luta através de poemas declamados em ruas, becos e vielas da periferia e mostram que a submissão social e racial precisa acabar. Nos olhos, lábios, e corpos expressivos, gestos e palavras se fundem em mensagens de basta, que apontam novos caminhos para a mulher negra da periferia na sociedade.

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Em entrevista à #tvCarta, EMICIDA ,o rapper paulistano falou sobre racismo no Brasil.


Publicado em 24 de set de 2015

Contraponto: jurista Dalmo Dallari fala sobre impeachment - 22/9/15 . IMPERDÍVEL!


O jurista Dalmo Dallari foi o entrevistado do programa Contraponto, uma parceria do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e região e o Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé. Foram abordados assuntos como impeachment, Lava-Jato, Golpe de 1964 e o papel da mídia na construção da democracia. Participaram do programa Eduardo Guimarães (blog da Cidadania); Luiz Carlos Azenha (Vi o Mundo); Kiko Nogueira (Diário do Centro do Mundo) e mediando o debate Paulo Salvador (Rede Brasil Atual).

terça-feira, 8 de setembro de 2015

Refugiados cantam e agradecem abrigo no Brasil.

Refugiados de diversas nacionalidades agradecem ao Brasil cantando e explicando os motivos pelos quais chegam ao país. Em diversas línguas, os atuais moradores de São Paulo dizem obrigado. Na descrição do filme, há os dizeres: "Perseguição política, religiosa ou racial. Perseguição por ter uma nacionalidade ou por pertencer a um grupo social. Grave e generalizada violação de direitos humanos. Os nossos países não nos protegeram contra isso, e tivemos que buscar refúgio em outras terras. Em todo o mundo somos mais de 50 milhões de homens, mulheres e crianças, de todos os continentes. Neste momento das nossas vidas, precisamos contar com a solidariedade de outras pessoas como nós, como você. O Brasil ratificou a Convenção de Genebra de 1951 e criou uma lei nacional sobre o Estatuto dos Refugiados (Lei 9474/1997). O país, assim, nos recebe e nos dá proteção legal. Dos brasileiros, recebemos todo o resto! Não deixamos nossos países por desejo, mas aqui queremos estar entre os brasileiros, compartilhando tudo o que temos e o que somos." A iniciativa tem o apoio da Acnur (Agência da ONU para os Refugiados) e da Caritas Arquidiocesana de São Paulo. 

sábado, 5 de setembro de 2015

FHC entregou a Petrobras antes de sair candidato

Paulo Henrique Amorim testemunhou a promessa de FHC, ex-ministro da Fazenda de Itamar, de 'entregar' a Petrobras ao FMI como garantia da dívida brasileira.




Luiz Carlos Azenha - Viomundo

 
Fomos correspondentes ao mesmo tempo, em Nova York. Ele, na Globo; eu, na TV Manchete. Na rede norte-americana CNN, ele me sucedeu como colaborador do programa World Report, que reproduzia reportagens de jornalistas estrangeiros baseados nos Estados Unidos. Temos o mesmo hábito: fazer anotações em blocos de notas sobre as conversas com entrevistados.
 
Pois Paulo Henrique Amorim, aos 50 anos de carreira, decidiu contar, a partir de suas anotações, os bastidores das coberturas jornalísticas que viveu.
 
Fez isso no livro O Quarto Poder — Uma Outra História, que será lançado na noite desta quinta-feira na Livraria Saraiva do Shopping Higienópolis, a partir das 19h30m.
 
Poucos leitores, ouvintes e telespectadores se dão conta de que, na carreira de um repórter, mais da metade do que ele vê, ouve ou apura nunca é publicado, seja por falta de confirmação imediata, por desagradar editores ou patrões. Detalhes saborosos — às vezes essenciais — da notícia acabam morrendo ali, no bloco de anotações.
 
Tenho um exemplo pessoal: quando Bonn ainda era capital e a Alemanha Ocidental existia, fui até lá entrevistar o então embaixador dos Estados Unidos, Vernon Walters. Na Segunda Guerra Mundial, ele foi o oficial de ligação entre o Exército dos Estados Unidos — Walters era coronel — e os soldados da Força Expedicionária Brasileira (FEB), despachados para lutar na Itália sob comando norte-americano.
 
Na entrevista, Walters foi só elogios à bravura e à capacidade dos soldados brasileiros. Desligada a câmera, passou a contar o “outro lado”: sem uniformes adequados para o inverno europeu e despreocupados com a guerra, os brasileiros acendiam fogueiras durante a noite para enfrentar o frio e ele tinha de despachar subordinados para explicar aos aliados que, com o fogo, se tornavam alvo fácil para a artilharia inimiga.
 
Em O Quarto Poder, Paulo Henrique narra episódios politicamente relevantes deste “outro lado”. Por exemplo, sobre seu vizinho de bairro, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.
 
Como se sabe, FHC fez mudanças importantes na Constituição durante seus dois mandatos.
 
Relembrando…
 
AS CINCO MUDANÇAS CONSTITUCIONAIS PROMOVIDAS POR FHC:
 
1) Mudou o conceito de empresa nacional. A Constituição de 1988 havia estabelecido uma distinção entre empresa brasileira de capital nacional e empresa brasileira de capital estrangeiro. As empresas de capital estrangeiro só poderiam explorar o subsolo brasileiro (minérios) com até 49% das ações das companhias mineradoras. A mudança enquadrou todas as empresas como brasileiras. A partir dessa mudança, as estrangeiras passaram a poder possuir 100% das ações. Ou seja, foi escancarado o subsolo brasileiro para as multinacionais, muito mais poderosas financeiramente do que as empresas nacionais. A Companhia Brasileira de Recursos Minerais havia estimado o patrimônio de minérios estratégicos brasileiros em US$ 13 trilhões. Apenas a companhia Vale do Rio Doce detinha direitos minerários de US$ 3 trilhões. FHC vendeu essa companhia por um valor inferior a que um milésimo do valor real estimado.
 
2) Quebrou o monopólio da navegação de cabotagem, permitindo que navios estrangeiros navegassem pelos rios brasileiros, transportando os minérios sem qualquer controle;
 
3) Quebrou o monopólio das telecomunicações, para privatizar a Telebrás por um preço abaixo da metade do que havia gastado na sua melhoria nos últimos 3 anos, ao prepará-la para ser desnacionalizada. Recebeu pagamento em títulos podres e privatizou um sistema estratégico de transmissão de informações. Desmontou o Centro de Pesquisas da empresa e abortou vários projetos estratégicos em andamento como capacitor ótico, fibra ótica e TV digital;
 
4) Quebrou o monopólio do gás canalizado e entregou a distribuição a empresas estrangeiras. Um exemplo é a estratégica Companhia de Gás de São Paulo, a COMGÁS, que foi vendida a preço vil para a British Gas e para a Shell. Não deixou a Petrobrás participar do leilão através da sua empresa distribuidora. Mais tarde, abriu parte do gasoduto Bolívia-Brasil para essa empresa e para a Enron, com ambas pagando menos da metade da tarifa paga pela Petrobrás, uma tarifa baseada na construção do Gasoduto, enquanto que as outras pagam uma tarifa baseada na taxa de ampliação;
 
5) Quebrou o Monopólio Estatal do Petróleo, através de uma emenda à Constituição de 1988, retirando o parágrafo primeiro, elaborado pelo diretor da AEPET, Guaracy Correa Porto, que estudava Direito e contou com a ajuda de seus professores na elaboração. O parágrafo extinto era um salvaguarda que impedia que o governo cedesse o petróleo como garantia da dívida externa do Brasil. FHC substituiu esse parágrafo por outro, permitindo que as atividades de exploração, produção, transporte, refino e importação fossem feitas por empresas estatais ou privadas. Ou seja, o monopólio poderia ser executado por várias empresas, mormente pelo cartel internacional.
 
Como registrado em O Quarto Poder, Paulo Henrique Amorim estava lá quando isso aconteceu.
 
Ele testemunhou a promessa de FHC, ex-ministro da Fazenda de Itamar Franco, de “entregar” a Petrobras ao Fundo Monetário Internacional como garantia da dívida brasileira.
 
Paulo Henrique registrou as palavras elogiosas de Michel Camdessus, o francês que era diretor-gerente do FMI, ao Príncipe da Sociologia — e da Privataria.
 
Segundo o repórter, foi o que pavimentou o caminho de FHC rumo ao Planalto.
 
Outras anotações iluminam aquele momento em que as câmeras estão desligadas.
 
Uma delas traz a palavra “idiotas” para descrever herdeiros de um império ameaçado de morrer.
 
Noutra, “cafetão” é dito pelo cacique baiano Antonio Carlos Magalhães para descrever um ex-ministro que supostamente fazia o papel de arranjar namoradas para o chefe.
 
No vídeo acima, Paulo Henrique explica quem é quem nas anotações. E conta os bastidores de seu embate com o banqueiro Daniel Dantas, acusado pelo jornalista de mandar espioná-lo e à sua família.