MPB

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Exclusivo: gravação mostra relação entre Carlinhos Cachoeira e diretor da revista Veja.

O Jornal da Record teve acesso a novas escutas da Polícia Federal que revelam a estreita relação do diretor da revista Veja em Brasília (DF), Policarpo Júnior com o bicheiro Carlinhos Cachoeira. Outra gravação mostra o ex-senador Demóstenes Torres pedindo para Cachoeira interferir em uma reportagem da revista. Confira no vídeo!
Do R7

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Dois motivos para voce NÃO VOTAR NO PSDB.

PSDB de Alckmin e Serra debocha do povo paulista

ESCÁRNIOS URBANOS


1) Tucanos governam São Paulo há 17 anos. Desde que chegaram ao poder, em 1995, construíram 25 kms de metrô. Média, 1,5 km/ano. Neste sábado, em meio ao aquecimento da campanha municipal, o governador de SP, Geraldo Alckmin, anunciou com pompa e espaço obsequioso na mídia, que construirá 99 kms de metrô nos próximos 8 anos, quase dez vezes mais que a média entregue em todo o ciclo tucano de quase duas décadas;
2) Na prefeitura, o condomínio Serra/Kassab prometeu entregar 66 km de corredores de ônibus até 2012. Nenhum centímetro foi implantado. Mais da metade da quilometragem prometida (34 km) seria composta de monotrilhos, 'com tecnologia e capacidade superior à dos corredores' (implantados por Marta, do PT), arvorava-se a propaganda demotucana. Nenhum quilômetro dessa modalidade foi inaugurado.

(Carta Maior; Domingo/05/08/2012)

DENÚNCIA: Prefeitura de São Paulo , Kassab extrapola e serve maçãs nas creches da Zona Leste de qualidade duvidosa.

As maçãs sem qualidade na merenda da ZL

GLOBO E SERRA vaiados no lançamento do livro do ex-goleiro Marcos.

Na noite de autógrafos do livro "Nunca Fui Santo", biografia do ex-goleiro Marcos, sobrou para a TV Globo e José Serra (PSDB)...

O lançamento aconteceu na noite desta terça (7) na livraria Saraiva do shopping Eldorado, em São Paulo.

Os torcedores (a maioria palmeirense usando a camisa do time) ficaram revoltados, pois o local estava lotado e a segurança, em vez de organizar uma fila e fazer um rodízio, deixaram os torcedores populares, que queriam ver seu ídolo, do lado de fora. Lá dentro, gente "VIP" como José Serra.

Ao verem um repórter da Globo lá dentro fazendo a cobertura, começaram a gritar: "Rede Globo, vai se f..., nosso Palmeiras não precisa de você".

Como só havia uma porta na livraria, que servia de entrada e saída, seguranças fecharam o local para evitar uma invasão. Mas os fãs empurraram a porta de vidro até quebrar.

Com os seguranças fazendo barreira, ninguém entrava nem saía.

José Serra ficou preso por um bom tempo lá dentro. Nem os seguranças dele davam conta de tirá-lo de lá, com medo do tucano ser atingido por alguma bolinha de papel (só conseguiram depois de muito empurra-empurra).

Enquanto isso, todo suado, com cara de cansado, teve de ouvir o pessoal xingando-o com aquela palavrinha básica que o povo usa para se referir a um político que não considera um exemplo... (Com informações da Fabíola Reipert, do R7)

Os amigos do Presidente Lula

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

CAMPANHA 2012: Banqueiros dizem que bancários não estão preocupados com emprego

Bancários do Comando Nacional na primeira rodada de negociação com banqueiros.
Foto: Jaílton Garcia.

Na primeira rodada de negociação da Campanha 2012, realizada nesta terça-feira 7 em São Paulo, o Comando Nacional dos Bancários, coordenado pela Contraf-CUT, discutiu com a Fenaban as reivindicações da categoria sobre emprego, como a contratação de mais funcionários, respeito à jornada de 6 horas, fim da rotatividade e da terceirização, e inclusão bancária sem correspondentes bancários. Os representantes dos bancos rejeitaram todas as reivindicações. Admitiram que setores do sistema "estão fazendo ajustes", mas disseram que os bancários não estão preocupados com o emprego e que a redução da média salarial via rotatividade é uma coisa normal.

A rodada de negociação continua nesta quarta-feira 8, às 9h, com a discussão das reivindicações sobre saúde e condições de trabalho.

O presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional, Carlos Cordeiro, abriu as negociações apresentando os dados da 14ª Pesquisa do Emprego Bancário divulgada na segunda-feira 6 pela Confederação e pelo Dieese, segundo a qual os bancos geraram apenas 2.350 novos empregos no primeiro semestre de 2012, o que representa um recuo de 80,40% em comparação com o mesmo período do ano passado, quando foram criadas 11.978 vagas. Sem a Caixa Federal, que abriu 3.492 postos de trabalho, o saldo seria negativo em 1.209 empregos. A pesquisa reafirma também que os bancos usam a rotatividade para reduzir a massa salarial e que discriminam as mulheres, que entram e saem das empresas ganhando menos que os homens.

Veja aqui a matéria sobre a pesquisa.

"A rotatividade é como a jabuticaba, é um fenômeno que só existe no Brasil. E é mais grave no sistema financeiro. Enquanto na economia como um todo a diferença da média salarial de quem entra e quem sai é de 7%, nos bancos a diferença é de 35,40%. Isso explica por que o salário médio dos bancários cresceu apenas 3,4% entre 2004 e 2011, quando o aumento real foi de 13,92% e o piso subiu 31,67%", afirmou Carlos Cordeiro. "Por isso, queremos garantia de emprego e a ratificação da Convenção 158 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que proíbe demissões imotivadas."

Os representantes da Fenaban admitiram que alguns bancos "estão fazendo ajustes", mas negaram que haja rotatividade e fechamento de postos de trabalho. E disseram que o tema do emprego não faz parte do universo de preocupação dos bancários.

Eles chegaram a refutar o dado do Cadastro Geral de Emprego e Desemprego (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego, elaborado a partir de informações passadas pelas próprias empresas, de que os empregos gerados pelo sistema financeiro no primeiro semestre representam apenas 0,22% dos 1.047.914 de empregos gerados em todos os setores da economia. Segundo os negociadores da Fenaban, a maioria dessas novas vagas é apenas a formalização de empregos sem carteira.

Terceirização e correspondentes bancários

"Queremos que os bancários tenham um emprego de qualidade e sem adoecimento. Houve redução de postos, mas o volume de serviços não diminuiu, sobrecarregando o trabalho. O bancário adoece e a sociedade sofre as consequências", disse a presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo Osasco e região, Juvandia Moreira, para quem os bancos que mais desligaram foram exatamente os que aumentaram os correspondentes bancários.

"Os bancos estão trocando bancários por correspondentes. Há bancos que se recusam a prestar atendimento, empurrando clientes para os correspondentes. Outros colocam o correspondente dentro das agências", acusou a dirigente sindical.

"Há dois mil municípios sem agência. Defendemos a transformação do corresponde bancário em agência ou posto de atendimento, que é um modelo que já foi seguido pelo Bradesco quando perdeu o contrato do Banco Postal, no ano passado", acrescentou o presidente da Contraf-CUT.

A Fenaban defendeu a terceirização e disse que os correspondentes bancários estão atuando dentro do que permite a legislação.

O Comando Nacional também propôs na mesa de negociação a isenção de tarifas e juros menores para os bancários, que arcam muitas vezes com as taxas maiores de crédito consignado que os clientes. Muitos funcionários estão pagando até 13% ao mês no cartão de crédito. A Fenaban respondeu que isso faz parte da política interna de cada banco, que não há um padrão e, portanto, não deve fazer parte da negociação coletiva.

Os dirigentes sindicais reivindicaram ainda o abono-assiduidade, que é o direito a cinco folgas abonadas por ano como forma de compensar os dias trabalhados sem remuneração (o ano tem 365 dias, mas os trabalhadores só recebem por 360 dias). Embora vários bancos já concedam esse abono, a Fenaban se recusou a discutir a questão.

Cumprimento da jornada de 6 horas

O Comando Nacional defendeu a reivindicação dos bancários aprovada na 14ª Conferência Nacional de que os bancos devem respeitar a jornada de seis horas, instituída na década de 1930, quando havia muito adoecimento de bancários.

"A produtividade do setor cresceu muito, assim como a intensidade do trabalho. Antes havia um fôlego entre uma atividade e outra. Hoje não tem nenhum respiro. O bancário trabalha intensamente, seja na agência, seja no departamento", enfatizou o secretário de formação da Contraf-CUT e coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB, William Mendes.

"Outra coisa que deve ser discutida é a extrapolação da jornada, que é muito corriqueira. Em alguns segmentos, é muito forte. Quanto mais tempo no trabalho, menos tempo para a família. Isso gera desdobramentos. Hoje, a maioria não tem jornada de seis horas. Passou para uma função de chefia, passou para oito horas, mesmo que seja chefe de si mesmo", criticou Juvandia.

A Fenaban se recusou a discutir o cumprimento da jornada de seis horas para todos os bancários.

Melhoria do atendimento

O Comando Nacional defendeu ainda o controle do tempo de espera nas filas e a ampliação do horário de atendimento, das 9h às 17h, com dois turnos de trabalho, o que é importante para atender melhor os clientes e gerar empregos.

A Fenaban se recusou a incluir o horário de atendimento na convenção coletiva, assim como o controle das filas, por considerar que esse não é assunto trabalhista. Os representantes dos bancos disseram que o tempo de espera de 15 minutos pode aumentar a pressão sobre o bancário e que, portanto, o tempo de 30 minutos seria melhor. Pode?

"Os trabalhadores prezam um bom atendimento aos clientes. Não podemos trabalhar com horário prolongado ", retrucou Carlos Cordeiro. "A pressão que tem levado funcionários a tomar remédios de uso controlado, assim como o tempo de espera de 15 minutos, devem ser resolvidos com mais contratações para melhorar as condições de trabalho."

Fonte: Contraf-CUT

Somos contra as demissões no Itaú...ITAÚ DIMINUI REMUNERAÇÂO dos bancários..

07/08/2012-19h41

Itaú "nega" compra de banco nos EUA após questionamento da CVM

O banco Itaú Unibanco negou que esteja negociando a compra do Banco Citizens, filial americana do RBS (Royal Bank of Scotland), como informou no domingo o jornal britânico "Sunday Times".
O posicionamento ocorreu após a CVM (Comissão de Valores Mobiliários) cobrar esclarecimento do banco brasileiro. Até então, o banco mantinha a posição de que não comenta rumores de mercado.
"[O Itaú Unibanco] Não está negociando a aquisição do Citizens, braço americano do Royal Bank of Scotland, e nem de outras instituições financeiras americanas, sendo que não há proposta ou documento vinculante nesse sentido", informou.
Por outro lado, o banco afirmou que "está sempre considerando opções para expandir suas operações" no mercado financeiro e que comunicará imediatamente ao mercado "qualquer informação" de interesse do mercado.
Segundo o "Sunday Times", o Itaú Unibanco considera fazer uma oferta pelo Citizens para aumentar seu perfil internacional. A reportagem informava ainda que o Itaú pretende aproveitar a crise para entrar no mercado americano.
Há especulações de que o RBS, 82% estatal depois de receber um socorro do governo britânico, poderia vender o Citizens e comprar de volta parte da participação do governo.
O Citizens atraiu interesse de vários compradores em potencial e poderia obter 10 bilhões de libras (US$ 15,60 bilhões), segundo o "Sunday Times".

domingo, 5 de agosto de 2012

O julgamento na imprensa.



de Freitas

Se há contra os réus indução de animosidade, a resposta prevista só pode ser a expectativa de condenações

O julgamento do mensalão pelo Supremo Tribunal Federal é desnecessário. Entre a insinuação mal disfarçada e a condenação explícita, a massa de reportagens e comentários lançados agora, sobre o mensalão, contém uma evidência condenatória que equivale à dispensa dos magistrados e das leis a que devem servir os seus saberes.
Os trabalhos jornalísticos com esforço de equilíbrio estão em minoria quase comovente.
Na hipótese mais complacente com a imprensa, aí considerados também o rádio e a TV, o sentido e a massa de reportagens e comentários resulta em pressão forte, com duas direções.
Uma, sobre o Supremo. Sobre a liberdade dos magistrados de exercerem sua concepção de justiça, sem influências, inconscientes mesmo, de fatores externos ao julgamento, qualquer que seja.
Essa é a condição que os regimes autoritários negam aos magistrados e a democracia lhes oferece.
Dicotomia que permite pesar e medir o quanto há de apego à democracia em determinados modos de tratar o julgamento do mensalão, seus réus e até o papel da defesa.
O outro rumo da pressão é, claro, a opinião pública que se forma sob as influências do que lhe ofereçam os meios de comunicação.
Se há indução de animosidade contra os réus e os advogados, na hora de um julgamento, a resposta prevista só pode ser a expectativa de condenações a granel e, no resultado alternativo, decepção exaltada. Com a consequência de louvação ou de repulsa à instituição judicial.
O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, reforça o sentido das reportagens e dos comentários mais numerosos, ao achar que “o mensalão é o maior escândalo da história” -do Brasil, subentende-se.
O procurador-geral há de ter lido, ao menos isso, sobre o escândalo arquitetado pelo brilho agitador de Carlos Lacerda em 1954, que levou à República do Galeão, constituída por oficiais da FAB, e ao golpe iniciado contra Getúlio Vargas e interrompido à custa da vida do presidente.
Foi um escândalo de alegada corrupção que pôs multidões na rua contra Getúlio vivo e as fez retornar à rua, em lágrimas, por Getúlio morto.
Como desdobramento, uma série de tentativas de golpes militares e dois golpes consumados em 1955.
O procurador Roberto Gurgel não precisou ler sobre o escândalo de corrupção que levou multidões à rua contra Fernando Collor e, caso único na República, ao impeachment de um presidente. Nem esse episódio de corrupção foi escândalo maior?
E atenção, para não dizer, depois, que não recebemos a advertência de um certo e incerto historiador, em artigo publicado no Rio: “Vivemos um dos momentos mais difíceis da história republicana”.
Dois inícios de guerra civil em 1930 e 1932, insurreição militar-comunista em 1935, golpe integralista abortado em 1937, levante gaúcho de defesa da legalidade em 1961, dezenas de tentativas e de golpes militares desde a década de 1920.
E agora, à espera do julgamento do mensalão, é que “vivemos um dos momentos mais difíceis da história republicana”.