MPB

sábado, 18 de fevereiro de 2012

Haddad inicia aproximação com sindicatos e trabalhadores.

Haddad inicia aproximação com sindicatos e trabalhadores

O pré-candidato à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad (PT), visitou a nova sede do Sindicato dos Comerciários, onde foi recebido por Ricardo Patah, presidente da União Geral dos Trabalhadores (UGT), que também é filiado ao PSD.
Falando a cerca de 50 sindicalistas, Haddad lembrou suas origens, quando por 12 anos atuou atrás de um balcão da loja do pai, na Rua 25 de Março. "Nós, lá na empresa, nunca tivemos um problema trabalhista. Meu pai teve comércio durante quarenta anos. Ele teve uma ação trabalhista que terminou em acordo. A gente só fez amigos no comércio. Tanto clientes, trabalhadores, comerciários, quanto fornecedores. O comércio aproxima demais as pessoas. Eu comecei a conhecer o Brasil a partir da Rua 25 de Março. Eu tinha amigos em todos os estados da federação e alguns, de países latino-americanos que vinham fazer compras aqui", revelou.
Educação
Haddad comentou a importância de se educar a juventude e enalteceu o ex-presidente Lula por ter quadruplicado o orçamento do Ministério da Educação. Ele lembrou que "o Prouni já atendeu um milhão de estudantes, "nós saímos de 150 para 300 mil vagas nas universidades federais".
Na região metropolitana de São Paulo a rede federal foi expandida em São Bernardo do Campo, Diadema, Santo André, Guarulhos, Osasco, onde já existem campus universitários da Unifesp. "Agora Embu das Artes vai ganhar um, a Zona Leste [da capital] vai ganhar outro", lembrou.
Idas e vindas de José Serra-2014
Haddad comentou que já esperava pelo retorno de José Serra à disputa pela Prefeitura: "Ainda estou esperando a confirmação. Mas não muda nada. Nós já estávamos trabalhando com essa hipótese desde sempre. Se você recuperar todas as minhas entrevistas recentes, esse cenário eu colocava como o mais provável. No que me diz respeito não muda nada."

Sobre a chance de Serra usar a prefeitura como trampolim para cacifar sua candidatura presidencial em 2014 dentro do tucanato, Haddad comentou "que eu levo em consideração o compromisso que as pessoas assumem publicamente. Agora, vai da consciência de cada um. As pessoas são livres para votar, nós estamos numa democracia. Mas me parece que os compromissos assumidos são fatos importantes."

Serra foi eleito prefeito de São Paulo em 2004 e abandonou o cargo uma no e tres meses depois para disputar o governo estadual em 2006.
Unidade do PT e apoio de Kassab
Ele comentou que Kassab tem uma escala de suas prioridades, onde a candidatura Serra está em primeiro plano e a candidatura do vice, Afif, como segunda alternativa. "Até em função disso, nós não poderíamos tomar outra atitude senão buscar aliança com os partidos da base de sustentação do governo Dilma. Veja que, de 40 dias para cá, eu venho repetindo a mesma lógica, o mesmo raciocínio." Questionado se sentia alívio com a entrada de Serra na corrida eleitoral, o que pode inviabilizar uma aliança com o PSD, Fernando Haddad completou que não abre mão da unidade partidária do PT e que ela é seu "patrimônio" nessa eleição.

 
Campanha de baixaria
 
Haddad foi perguntado sobre críticas rateiras que já procuram atingi-lo através do chamado "kit homofobia" (material educativo visando combater preconceitos e intolerância, que causou reações mesmo quanto ainda estava apenas em estudo):

"A verdade irá prevalecer. O que me preocupa é que muitas vezes um indivíduo pode entender que há um fato a ser explorado sem considerar que isso indiretamente acaba incitando a violência. Tem sido recorrente no noticiário a informação de episódios que se sucedem em torno da violência contra pessoas com outra orientação sexual. Muitas vezes as pessoas não se dão conta de como esse tipo de abordagem libera, em alguns indivíduos perturbados, forças obscurantistas que acabam comprometendo a integridade física de cidadãos que estão cumprindo suas obrigações, exercendo a sua cidadania", defendeu.
 

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Somos racistas e nem percebemos


Por Leonardo Sakamoto, em seu blog:

O brasileiro não é racista.

Nem machista.

Muito menos homofóbico.

Ricos e pobres têm acesso iguais a direitos.

O shopping Higienópolis, em um dos bairros mais ricos de São Paulo, tornou-se palco de manifestação antirracismo neste sábado. Uma arquiteta ouvida pela Folha de S. Paulo discordou do protesto: “Achei ridículo. Afinal de contas, esse negócio de racismo onde é que está?” Questionada a respeito da reclamação dos manifestantes sobre a pequena quantidade de negros no shopping, ela respondeu: “Você viu a quantidade de seguranças negros, de empregados?”
A sinceridade foi tão grande que ela nem se ligou que sua declaração foi como uma cobra comendo seu próprio rabo.

Só havia uma negra na minha sala de aula na graduação em jornalismo na USP.

O que faz sentido. Até porque, como todos sabemos, os negros representam 4% da população brasileira.

Mas isso não importa, porque não existe preconceito por cor de pele.

Ignorar um machucado não faz ele desaparecer.

Confiar no mito da democracia racial brasileira, construído para servir a propósitos, é tão risível quanto ser adulto e esperar um mamífero entregador de chocolate (a.k.a. Coelho).

Encarar pessoas com níveis de direitos diferentes como iguais é manter em circulação coisas que a gente ouve por aí:
- Tinha que ser preto mesmo!…

- Amor, fecha rápido o vidro que tá vindo um escurinho mal encarado.

- Olha, meu filho não é preconceituoso, não. Ele tem amigos negros.

- Eu adoro o Brasil porque é um país onde não existe racismo como nos Estados Unidos. Aqui, brancos e negros vivem em harmonia. Todos com as mesmas oportunidades e desfrutando dos mesmos direitos. O que? Se eu deixaria minha filha casar-se com um negro? Claro! Se ela conhecesse um, poderia sem sombra de dúvida.

- Vê se me entende que eu vou explicar uma vez só. A política de cotas é perigosa e ruim para os próprios negros, pois passarão a se sentir discriminados na sociedade – fato que não ocorre hoje. Além disso, com as cotas, estará ameaçado o princípio de que todos são iguais perante a lei, o que temos conseguido cumprir, apesar das adversidades.


Mas o brasileiro não é homofóbico.

Nem machista.

Muito menos racista.

O blogueiro, um japonês safado e escurinho, é que é um idiota
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terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Fórum contra terceirização faz 1ª reunião do ano.

Sindicato vai intensificar coleta de assinaturas contra o projeto do deputado e empresário Sandro Mabel

FOTO: Augusto CoelhoSão Paulo – O Fórum em Defesa dos Trabalhadores Ameaçados pela Terceirização reuniu-se pela primeira vez neste ano. A iniciativa de se articular com as diversas entidades da sociedade civil na luta contra a terceirização consolidou-se no final do ano passado, em Brasília (foto).

O primeiro encontro de 2012 aconteceu na segunda-feira 13 e a diretora do Sindicato Ana Tércia Sanches representou a entidade. O espaço de luta contra a terceirização já conta com o apoio das centrais sindicais CUT e CTB, da Associação Nacional dos Procuradores do Trabalho (ANPT), da Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra) e de setores da academia como Unicamp e Universidade Federal da Bahia, além de outras entidades da sociedade civil a exemplo do Idec, Dieese e Movimento Democracia Direta (MDD).

O Fórum tem como um dos principais objetivos articular as entidades na luta contra o substitutivo ao projeto de lei do deputado Sandro Mabel (PMDB-GO), que tramitará em caráter terminativo na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Congresso Nacional.

Entre as ações definidas com as entidades que compõem o fórum está o envolvimento em campanhas em defesa dos direitos dos trabalhadores ameaçados pela terceirização. Os bancários participam colhendo assinaturas de trabalhadores numa petição contra o projeto do Sandro Mabel. Clique aqui para assinar.

“O objetivo desse fórum é alertar a sociedade para o embate que vem sendo travado no Congresso sobre a regulamentação da terceirização e o perigo que a aprovação de um projeto desse tipo traz aos trabalhadores. Querem cristalizar as diferenças sociais cada vez mais no mundo do trabalho, criar subcategorias desprotegidas e de preferência sem organização sindical”, afirma Ana Tércia.

Agressão – Na sexta-feira 10, representantes do Sindicato coletavam assinaturas para a petição contra a terceirização em frente à uma das sedes da empresa Atento, que presta serviço para instituições financeiras. Profissionais de imprensa da entidade, que cobriam o ato totalmente pacífico, foram agredidos covardemente e tiveram parte de seus equipamentos destruídos e o restante roubado.

A violência, repudiada pelos bancários, foi registrada no 8º Departamento de Polícia da Mooca e será investigada.
“Não vamos nos intimidar na luta pelos direitos dos trabalhadores e continuaremos com essa campanha de coletar assinaturas contra a regulamentação da terceirização”, afirma a secretária-geral do Sindicato Raquel Kacelnikas.


Carlos Fernandes - 13/02/2012
Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo , Osasco e Região

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Eles escandalizaram o templo do racismo em São Paulo.


Video mostra a leitura de manifesto contra o racismo no vão livre do shopping Pátio Higienópolis.
Por menos que conte a história

Não te esqueço meu povo

Se Palmares não existe mais

Faremos Palmares de novo
 poema “Negro Homem, negra poesia”, de José Carlos Limeira, 56

Afrontar a elite branca e racista de São Paulo foi a estratégia de centenas de manifestantes – em maioria, negros – que, no sábado (11), saíram com bandeiras e faixas do largo Santa Cecília, subiram a avenida Higienópolis e ousaram entrar naquele que é o mais genuíno templo do racismo na cidade.
O Shopping Pátio Higienópolis foi inaugurado no dia 18 de outubro de 1999. Instalado no coração do bairro de Higienópolis, região de alto poder aquisitivo em que vive o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, é composto por mais de 245 lojas distribuídas em seis pisos.
Ano passado, o shopping foi alvo de outro ato público, o Churrascão da Gente Diferenciada, levado a cabo em protesto contra abaixo-assinado de 3 mil moradores “higienopolitanos” que pedia ao governo do Estado que não construísse ali uma estação de metrô para não atrair gente pobre – ou, como preferiram chamar, “diferenciada”.
A escolha desse shopping para um ato público dessa natureza fez todo sentido porque não há outra parte da cidade em que o racismo hipócrita e visceral que encerra seja tão evidente. Só quem conhece o local é capaz de entender. A mera visita a ele desmonta a teoria de que não existe racismo no Brasil.
No Pátio Higienópolis, a sensação que se tem é a de estar em algum país nórdico. Só o que lembra que se está no Brasil são os empregados negros ou mestiços, tais como faxineiros, seguranças e alguns poucos funcionários das lojas. A clientela do shopping é quase que exclusivamente branca.

Depoimentos das indignadas madames habitués do shopping sobre a “invasão” de sua praia. Suas declarações revelam toda a burrice do racismo.
Fiquei com medo que saqueassem a loja, podia ter tiros, morte. São uns vândalos, vagabundos
Achei ridículo esse negócio de racismo. Onde é que está? Veja a quantidade de seguranças e empregados negros

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