MPB

sexta-feira, 7 de dezembro de 2018

Blog do Casé: Guerreiro injustiçado...

Blog do Casé: Guerreiro injustiçado...: Marçal Tupã-y nasceu na região de Ponta Porã, no Mato Grosso do Sul e, aos três anos de idade mudou-se para aldeia Te’yikue, na terra ind...

Guerreiro injustiçado...

(Reprodução)

Marçal Tupã-y nasceu na região de Ponta Porã, no Mato Grosso do Sul e, aos três anos de idade mudou-se para aldeia Te’yikue, na terra indígena Guarani-nhadeva.
Enfermeiro, foi um reconhecido defensor das demarcações de terras indígenas e lutador contra a escravização de seu povo e a exploração sexual de meninas indígenas. 

Marçal foi morto em 25 de novembro de 1983 e seus assassinos nunca foram condenados. 

Marçal passou um tempo de sua vida trabalhando no Recife e, após retornar ao Mato Grosso do Sul, se envolveu na luta pela demarcação da terra indígena Piarakua, em Bela Vista. 
Ele foi perseguido pela Funai e transferido mais de uma vez de território ao longo de sua vida. No ano de 1980, foi escolhido para representar sua comunidade num encontro com o Papa João Paulo II. 

Na ocasião, Marçal fez um discurso enérgico apelando para que o pontífice levasse as denúncias dos povos indígenas brasileiros para o mundo. “O Brasil não foi descoberto não. O Brasil foi invadido e tomado dos indígenas desse país. Essa e a verdadeira história!”, sentenciou. 

“Leve nosso clamor para outros territórios, que o mundo nos escute, porque o nosso povo, nossa nação indígena esta desaparecendo no Brasil”, pediu em tom de apelo ao santo padre. 

O indígena também lamentou ao religioso o assassinato de lideranças friamente eliminadas por aqueles que tomam “nosso chão”. A terra era o elemento que, para Marçal, garanta a vida das comunidades indígenas. 

Após diversas ameaças e agressões, no calor da luta pela demarcação das terras Guarani-nhadeva, Marçal Tupã-y foi assassinado a tiros na porta de seu rancho na noite de 25 de novembro de 1983. 
Os assassinos, mandante e executor, somente foram julgados dez anos depois e, reforçando a lógica de impunidade dos crimes contra as lideranças camponesas e indígenas, foram inocentados. 

*Editado por Solange Engelmann

*Publicado originalmente na página do MST

quarta-feira, 21 de novembro de 2018

Escutar os mais velhos é um habito africano ignorado

Por Silvia Nascimento

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A professora Diva Guimarães com a escritora Conceição Evaristo (Foto : Reprodução FB)
As narrativas pessoais são indispensáveis para a construção histórica de uma comunidade. A tradição oral, se falarmos das culturas africanas, foi fundamental para conhecer o que sabemos hoje sobre nossos antepassados. Não é por acaso que o emocionante depoimento da Dona Diva Guimarães durante o evento “A pele que habito”, durante a Flip 2017, em Paraty, fez mais de 11 milhões de pessoas pararem para ouvi-la. Temos uma dívida com os nossos mais velhos.

Os influenciadores, ou seja, as pessoas que a mídia por critérios discutíveis, aponta como quem devemos ouvir devido a relevância do seu discurso são cada vez mais jovens. O que vemos, em muitos casos, é uma reprodução de discursos muitas vezes baseados em achismos e seriados da Netflix, já que não se pode falar muito sobre vivências, visto que são jovens. O olhar dessa nova geração é egocêntrico e narcisista. A minoria tem um preocupação legítima com o mundo, que não necessite de um registro para o Facebook, ou que está aberto a ouvir pessoas fora da sua bolha social.

Não estou aqui afirmando que jovens são ignorantes, até porque eu sigo muitos deles, que leem e se informam antes de emitir sua opinião e discorrem sobre assuntos que eu aos 20 e poucos nem sabia que exista. Minha provocação é, mas porque só os jovens têm falas relevantes hoje em dia e de como isso pode empobrecer a nossa visão de mundo.
“Eu posso dizer com certeza que em comunidades de Angola e Congo onde eu tenho mais contato as pessoas mais velhas ainda têm uma importância muito grande. Em Angola por exemplo, os mais velhos são chamados de cota”, explica o professor Carlos Machado, autor do precioso livro “Gênio das Humanidade – Ciência, Tecnologia, Inovação Africana e Afrodescendente. “ A cultura de empoderar os jovens, é algo muito ocidental”, finaliza Machado.
Nas culturas tradicionais africanas os influenciadores são pessoas mais maduras

A chave é a pluralidade, mas vemos que há vozes muitos silenciados nos espaços onde discutimos negritude. Tão importante quanto a literatura são os depoimentos de senhoras como a dona Diva, que não discorreu sobre dados sobre o deficit na educação pública, ela se abriu sobre como fatos históricos afetaram emocionalmente sua vida. Poucos são os livros que se atentam as emoções, a tristeza, raiva ou compaixão que sentimos em situações de conflito racial.


Que as marcas que dona Diva deixou dentro de nós seja um símbolo de resgate a valorização dos nossos idosos negros. Temos que ouvi-los antes que seja tarde demais.

quinta-feira, 1 de novembro de 2018

Estamos VIVOS mais que nunca, na história desse pais!!


Venceremos o ódio.



Perdemos o que? 

Hoje, depois da ressaca dos dias passados, volta a escrever no meu Blog, um pouco mais sereno, analisando algumas coisas friamente, digo que não perdemos, alias, ganhamos...Perdemos uma eleição sim , que democraticamente, devemos aceitar, coisa que NÃO FIZERAM, só pra lembrar...ok! Onde todos diziam que o Partido dos trabalhadores seria execrado da vida politica do Brasil, que o anti Petismo, varreria da historia o partido que mais pensou na inclusão de famílias mais pobres no cenário econômico dos pais, do partido que levou os pais a estar entre as maiores potências do mundo, em grau de confiabilidade e crescimento, fomos respeitados internacionalmente, mesmo com uma crise mundial que batia a nossa porta, passamos, sobrevivemos e muito bem, com todos os direitos escritos na constituição sendo respeitado e os trabalhadores também... Ate ai sem novidade! 

2014 – A direita inconformada com sua apatia, de não conseguir vencer eleições, entra no clima de guerra, em 2016 - Junto com um congresso vendido, pautas bombas, com a mídia que sempre manipulou e com um judiciário acovardado, com uma grande ajuda dos EUAs....a presidente eleita sofre um impedimento, pasmem “Pedaladas Fiscais”, o mundo ficou chocado quando comprovaram que elas “as ditas pedaladas não existiram”, mas era tarde para voltar atrás e o GOLPE foi consolidado...Assume alguém que nem vale comentários... Lideranças do PT são presas por simples delações premiadas, o maior presidente dos pais é preso e continua, por um Triplex no Guarujá, QUE NÃO É SEU, alias que foi vendido pela Caixa Econômica Federal no nome de outra pessoa...Etc...Etc..Etc...Até ai todos sabem... 

Perdemos a eleição com 47 milhões de brasileiros que confiaram e votaram no nosso projeto , elegemos uma bancada não suficiente mas qualificada de guerreiros estaduais e federais, Elegemos governos pelo pais afora, e com mais ou menos 40 milhões que se abstiveram do pleito, estamos VIVOS, e é só voltar para as bases, onde sempre estivemos, nas ruas, nas periferias... Governadores, Senadores, Deputados e Vereadores... Se o partido é dos trabalhadores, precisamos ouvi-los e respeita-los...Estamos VIVOS mais que nunca, na história desse pais!

Imagine o Brasil ser dividido e o Nordeste ficar independente...

domingo, 29 de julho de 2018

CHICO CESAR, GIL, CHICO BUARQUE, MARCELO JENECI , BETE CARVALHO E OUTROS...O BRASIL E O MUNDO QUEREM LULA LIVRE...

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Carta do presidente Lula:

Queridos artistas, estudantes, trabalhadores, meus queridos amigos reunidos nesse sábado. Eu só posso agradecer a solidariedade de vocês.

Quantas vezes, quando a sociedade calou diante de barbaridades, foram os nossos músicos, escritores, cineastas, atores, dramaturgos, dançarinos, artistas plásticos, cantores e poetas que vieram lembrar que amanhã há de ser outro dia?

Que ousaram acreditar em esperanças equilibristas e em flores vencendo canhões. Que se rebelaram contra o "Cale-se!" imposto pela censura, gritando que era proibido proibir.

Que disseram que o povo da favela só quer ser feliz e andar com tranquilidade e consciência. Que denunciaram o sofrimento de quem sai do nordeste expulso não pela seca, mas pela miséria e ganância dos coronéis.

Ou que era expulso de sua casa e vê ela ser demolida para passar "o progresso" que não inclui o trabalhador, como cantou Adoniran. Os que sempre estiveram onde o povo está, e que agora, nesta que é mais uma página infeliz da nossa história, se juntam novamente ao povo brasileiro para soltar a voz em nome da liberdade.

Onde querem silêncio, seguiremos cantando.

Vocês não sabem quantas vezes a música, os livros, a arte, tem me ajudado a atravessar essa provação, que não é maior que a de tantos pais e mães de família brasileiros que hoje não sabem como irão trazer comida para casa. É em nome deles que não podemos desanimar jamais

Porque a gente ainda vai festejar, e muito. A alegria, a liberdade e a justiça de um povo que não tem medo e que não se entrega não.

Muito obrigado pelo carinho de vocês.

Luiz Inácio Lula da Silva

terça-feira, 24 de julho de 2018

A União ou ao Retrocesso...E só vocês podem fazer isso e o tempo urge!

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Bora galera sentar e discutir um programa em conjunto para o pais, um compromisso no papel da honra, onde ninguém poderá mover uma só virgula desse tratado, um compromisso com o povo brasileiro, com os partidos de esquerda, com a população, com movimentos sociais, com sindicatos, com a juventude inteligente e engajada ...Todos juntos, agora não basta marcar apenas posições para ver o que vai dar, estamos entregando de bandeja o sonho de um pais soberano, um pais que seguia para o futuro, que era respeitado e que hoje se transformou nessa republiqueta de bananas, um compromisso com a manutenção dos direitos adquiridos pelos trabalhadores, com o estado de direitos das cidadãs e cidadãos, com a valorização e também manutenção de nossas riquezas naturais e empresariais tecnológicas ... Estamos entregando tudo isso, por ego talvez , estamos entregando o sonho do Brasil voltar a sorrir de novo.. E só vocês podem fazer isso e o tempo urge!

sábado, 30 de junho de 2018

Negros jogam e brancos pensam...O RACISMO da superioridade branca!




Por Pedro Borges, do Alma Preta

A existência de um único treinador negro no mundial chamou a atenção de parte da opinião pública e foi inclusive notícia entre os principais veículos de comunicação no país. Além de ser o único comandante negro, Aliou Cissé, técnico de Senegal, é também o profissional com a pior remuneração anual entre os treinadores da competição.


O que a mídia esqueceu de abordar, porém, é o porquê Cissé é o único negro e o técnico com pior salário da Copa.

A mídia também esqueceu de denunciar as manifestações racistas de jornalistas de grandes emissoras durante as partidas de seleções africanas. O racismo por aqui é tão naturalizado, que parece ser normal classificar o negro como inocente ou desorganizado.

Ambos fatos, motivados pelo mesmo princípio racista, exigem uma reflexão sobre o mercado de trabalho e as relações raciais no Brasil e no mundo.

O futebol não está a par da sociedade e é preciso lembrar que existe no mundo uma política de supremacia branca que define quais grupos raciais são “racionais” e quais são “emocionais”.

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Inspirado na teoria da evolução das espécies de Charles Darwin, Herbert Spencer desenvolveu a teoria do evolucionismo social, conceito “científico” que hierarquizava as raças. É essa tese que fortalece a ideia de que a raça branca é superior porque é a representação da razão, enquanto a negra, a última entre os grupos raciais do mundo, é identificada pela emoção.

A força do racismo é tão grande que o negro, mesmo reconhecido como craque ou gênio, não é tido como capaz para pensar futebol. Por isso, Cissé é o único treinador, papel que por excelência é a representação da racionalidade.

E é essa mesma lógica, que descreve o negro como o “corpo” e o branco como a “mente”, que explica os comentários racistas de jornalistas durante os jogos das seleções africanas no torneio. Vamos listar alguns.

Pouco organizados. Apesar de talentosos e rápidos, negros não são capazes de se organizar ou construir estratégias, o que os torna em presas fáceis diante da inteligência europeia ou mesmo asiática.

Quando as seleções africanas perdem uma partida, a justificativa costuma ser a falta de organização tática, não o fato de que alguns times africanos são apenas piores do que os seus adversários.

A saída para esse problema, muitas vezes, é a contratação de um treinador branco para tentar “organizar” a equipe com a racionalidade europeia. Curioso é que a melhor equipe africana no torneio foi Senegal, a única comandada por um negro.

Fortes. Ressaltar a força do negro é, na mesma medida, apontar os demais grupos como detentores da razão, em especial os brancos, e reafirmar o espaço do negro de possuir apenas o corpo.

No imaginário social brasileiro, isso é bastante presente. O negro ainda é visto como o escravo, ou seja, aquele sujeito que deve ser encarregado de trabalhos braçais. Não à toa, ofícios manuais, que demandam o uso da força, são destinados a negros, enquanto funções de comando, posições que exigem a inteligência, são atribuídas a brancos.

Festivos. Mesmo afirmações que aparentemente são positivas reforçam o lugar social do negro. Quando comentaristas exaltam a alegria e a festa do africano, sujeito envolto pela emoção, reforçam a ideia de que não cabe ao negro a função de racionalizar, porque ele desempenha bem aquilo – a festa, a dança e o drible.

Inocentes. Não é de hoje que essa afirmação infantiliza o africano ou afrodescendente, e ao final, permite a continuidade da hierarquia entre o negro e o branco.

A criança, que precisa ficar sob a guarda e a atenção dos adultos, ainda não tem a total maturidade do ponto de vista racional. Ainda enquanto criança, ela apenas sente, tem dificuldade para se expressar e precisa viver sob a tutela do adulto.

No mundo do trabalho, é possível trocar a criança pelo negro, e o adulto pelo branco. No esporte, a dinâmica se repete. É preciso que se tenha um branco coordenando a ação do negro.

Times africanos. As seleções de Senegal, Nigéria, Egito, Marrocos e Tunísia não parecem ser times nacionais, mas sim equipes africanas – o continente parece ser uma coisa única.



As demais seleções são descritas como portuguesas ou espanholas, por exemplo, sendo poucas vezes nomeadas como europeias e detentoras, inclusive, de uma identidade singular. Parece existir uma forma de jogar do português, outra do espanhol, e uma outra do africano, sem qualquer distinção entre o egípcio e o nigeriano.

Estes comentários, amplamente naturalizados no cotidiano brasileiro, demonstram a força do racismo entre nós e reiteram a necessidade da Lei 10.639, aquela que exige o ensino da história afro-brasileira e africana nas escolas.

É preciso conhecer sobre as relações raciais no Brasil e no mundo para questionar e atuar de maneira mais contundente para desnaturalizar os lugares raciais de cada grupo.

Só assim, poderemos deixar de acompanhar jornalistas vociferando o racismo em rede nacional e perpetuando as hierarquias raciais existentes no Brasil e no mundo. É preciso repudiar qualquer forma de infantilizar o negro, ou mesmo o reduzir ao corpo. O nome disso é racismo.

Até que esse debate sobre as relações raciais avance e que os comentários esportivos melhorem, Aliou Cissé continuará a ser o único treinador negro em torneios internacionais e o Brasil manterá no seu campeonato nacional a mesma reprodução do racismo: negros jogam e brancos pensam.

quinta-feira, 31 de maio de 2018

Racismo e fascismo de mão dadas...


Note-se que as duas mulheres, não são nem caucasianas nem anglo saxões. Como diria Caetano, em sua antológica música – O Haiti é aqui, são quase brancas ou quase pretas, mas independente da coloração de suas peles elas estão impregnadas pelo ódio. Ódio a tudo que represente cidadania., inclusão ou democracia.


O episódio, ocorrido no último de 03 de fevereiro, com a Secretaria do Trabalho do Estado da Bahia, Olívia Santana, revela bem o momento grave que estamos vivendo. A secretária foi duramente agredida (física e moralmente), por duas senhoras, (quase pretas ou quase brancas), uma delas, inclusive, alegava ter sido vizinha da Secretária Olívia, por meio de palavras ofensivas tanto a sua condição de militante de esquerda quanto da sua origem racial e social. Apesar de ser uma pessoa experimentada nas lutas, a perplexidade estampada no rosto da Secretária, bem diz da violência da qual foi vítima.

Mesmo após a chegada dos policiais, que as conduziu a uma delegacia, uma das agressoras continuou a desferir sua catilinária fascista e racista, contra Olívia Santana, exigindo sua retirada daquele ambiente, pois a mesma era comunista e defendia favelados. Este é o quadro de ódio que está se gestando no país, por conta dessa sanha avassaladora contra os avanços que foram recentemente conquistados pela parte excluída e discriminada da nossa população. Neste sentido, importante afirmar, que isto não tem nada a ver com combate ou conivência com a corrupção, mas sim, defesa explicita de privilégios e iniquidades para uma elite.

Leia mais...





quinta-feira, 12 de abril de 2018

Um pouco da história....Entenda por que Lula é Lula!



por Laura Capriglione, no grupo de whatsapp de blogueiros

Um dos mais importantes documentaristas do Brasil, Renato Tapajós, presta linda homenagem ao Lula, liberando o filme Linha de Montagem, de sua autoria, que mostra como Lula colocou a classe operária em pé, nas greves de 1978, 1979 e 1980.

Lula foi o cara que mudou a forma de fazer sindicalismo, o cara que dobrou os joelhos da ditadura militar então vigente.
Lula não é só o cara que se tornou o primeiro presidente operário do Brasil.
É o cara que fez a classe trabalhadora sonhar com um mundo mais justo!

Obrigado, Renato Tapajós
Obrigado, Julio Matos

segunda-feira, 12 de março de 2018

Tributo a Gonzaguinha: canto de esperança e sonho de liberdade.

DIA 17/03/2018...
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O músico – A música ao vivo de Luiz Casé será a atração para o momento do Tributo ao cantor Gonzaguinha. Casé atua na área cultural no circuito alternativo de São Paulo e região desde 1978. Faz apresentações em teatros, escolas, casas de cultura, festivais, bares e em diversos eventos culturais da cidade. O trabalho do artista tem forte influência da bossa-nova, samba, reggae e baião. APCEF/SP - Colônia de Suarão, Endereço R. Itapurã, 271 - Suarão, Itanhaém - SP, 11740-000


“É!
A gente quer viver pleno direito
A gente quer viver todo respeito
A gente quer viver uma nação
A gente quer é ser um cidadão
A gente quer viver uma nação…”

É neste ritmo de Gonzaguinha que incendeia o coração e nos faz vibrar na luz de uma esperança de um mundo melhor, que vamos homenagear este grande cantor e compositor que tanto nos orgulha, quanto nos emociona com o mais belo de nossa identidade brasileira.

Queremos você conosco e para isso preparamos uma programação pra lá de especial, com atividades esportivas, recreativas e muito mais.

Já no sábado, dia 17, acontece a noite do tributo a Gonzaguinha, além de muita MPB para nos embalar, encantar e envolver em um clima energizante e de muita descontração.

Eventos pelo (11) 3017-8339 ou convites@apcefsp.org.br

https://www.apcefsp.org.br/sem-categoria/tributo-gonzaguinha-canto-de-esperanca-e-sonho-de-liberdade

quinta-feira, 1 de março de 2018

Manual de sobrevivência para negros do Rio envergonha o Brasil...Que país e esse?

Senhor Deus dos miseráveis
Diga-me, Senhor Deus!

Se é delírio ou realidade

Tanto horror perante os seus!

Quem são esses miseráveis

que em meio de tanta maldade

sofrem com a escravidão?!

São os filhos da África

uma terra iluminada, onde vivem as manadas

e as tribos dos homens nus.

Ontem homens fortes e bravos

hoje míseros escravos da discriminação.

São mulheres desgraçadas

como Agar foi também

que sedentas e cansadas

de longe, bem longe vem.

Trazendo com tépidos passos

filhos e correntes nos braços

na alma lágrima e amargor.

Senhor Deus dos miseráveis

diga-me, senhor Deus!

Se é delírio ou realidade

tanto horror perante os seus!

Navio Negreiro, de Castro Alves

domingo, 21 de janeiro de 2018

A imprensa brasileira formal é facciosa, venal e criminosa.

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Por Mário Marona,

O Brasil não tem uma imprensa independente.

O Brasil não tem uma imprensa isenta que não seja pobre, alternativa, e feita com o sacrifício pessoal de uns poucos jornalistas que abrem mão do conforto que poderiam dar às suas famílias para suprir a carência de informação confiável na mídia tradicional.

Como fazia a Última Hora, nos anos 50, como fez a “imprensa nanica” durante a ditadura.

Já é assim há muito tempo.

A imprensa brasileira formal é facciosa, venal e criminosa.

Liderou, apoiou ou sustentou politicamente as piores tragédias políticas e econômicas da história contemporânea do Brasil.

Não é apenas porta-voz do atraso, é por si mesma causa e parte do atraso.

A imprensa brasileira levou Vargas ao suicídio.

Destruiu a reputação de JK.

Derrubou Jango.

Propiciou a radicalização do golpe militar com o AI-5.

Permitiu, escondendo e distorcendo fatos, a tortura de milhares de militantes políticos de oposição.

Escondeu os crimes cometidos pela ditadura militar.

Além de omitir ou fraudar informações sobre os crimes da ditadura, ofereceu apoio logístico e veículos para a polícia política.

Fez aprovar uma anistia que perdoou assassinos que agiram em nome do estado.

Impediu as eleições diretas, quando o país já estava pronto para elas.

Promoveu uma eleição indireta de caráter conservador.

Inventou e elegeu Fernando Collor, derrubando-o depois, quando ele já não interessava mais ao poder.

Mentiu e manipulou para destruir politicamente Leonel Brizola e impedi-lo de se eleger presidente da República.

Fraudou a lisura da disputa entre Lula e Collor no segundo turno daquela eleição.

Apoiou todos os planos econômicos liberais que empobreceram a população.

Sabia da compra da reeleição por Fernando Henrique Cardoso e silenciou.

Reelegeu Fernando Henrique quando o Plano Real já havia cumprido seu papel e o país afundava economicamente.

Criou o medo do agravamento da crise econômica para tentar impedir a eleição de Lula em 2002.

Superdimensionou e deturpou o mensalão, e intimidou o STF para que o PT passasse a ser odiado pela população.

Tentou impedir a reeleição de Lula, apesar de sua enorme popularidade.

Mentiu, criou denúncias falsas e cobriu de maneira facciosa a campanha que elegeu Dilma Rousseff em 2010.

Em 2013, apoiou enquanto julgou necessário os atos de protesto violentos e manipulados pela direita contra um governo democrático.

Cometeu todas as fraudes de informação possíveis e sequer imagináveis para forçar a vitória de Aécio Neves na eleição de 2014.

Liderou com o PSDB e a oposição conservadora a maior sabotagem econômica e política já cometida contra um governo na história, comparável apenas ao que havia feito contra Vargas.

Criou, com o boicote ao governo no Congresso e no mercado, o ambiente propício a queda da popularidade e do apoio a Dilma.

Convocou, apoiou abertamente e amplificou as manifestações de protesto contra o governo em 2015.

Transformou Eduardo Cunha no homem poderoso que acabaria por liderar no Congresso o impeachment da presidenta, escondendo da população a sua verdadeira face corrupta e criminosa, que já conhecia.

Por meio de notícias, colunas e comentários, pressionou o STF a fugir covardemente do papel de garantidor do cumprimento da Constituição, que poderia ter impedido um impeachment sem crime de responsabilidade e por motivos fúteis.

Apoiou abertamente o golpe de estado e está enganando a população sobre os verdadeiros efeitos desastrosos de todas as medidas regressivas que tem coagido o governo ilegítimo a adotar.

Inventou, exaltou e sustentou as arbitrariedades cometidas pela operação Lava a Jato, pelos procuradores de Curitiba e pelo juiz Sérgio Moro.

Dedicou-se com persistência, todos os dias e sem qualquer concessão ao pluralismo de opinião, a atacar a reputação de Lula, destruir sua imagem pública e induzir o Judiciário a condená-lo por crime do qual não existem provas.

Neste momento, defende a confirmação da condenação de Lula e pressiona o TRF a sujeitar-se aos seus interesses.

Trata como verdade inquestionável qualquer notícia negativa para Lula e esconde de seus leitores, ouvintes e telespectadores informações que possam ser favoráveis ao ex-presidente em sua luta legítima por absolvição.

Prepara-se, em desesperada busca por um candidato, para interferir e vencer a eleição deste ano.

É a maior produtora e reprodutora de notícias mentirosas ou parciais que causem danos à imagem de governos progressistas do Brasil e de qualquer país.

Inspirou, com seu vocabulário crescentemente grosseiro contra adversários, a linguagem de esgoto que se tornou corriqueira nas redes sociais.

Vale-se da ignorância, da truculência, do preconceito e de impunidade das redes sociais para dar credibilidade às suas próprias mentiras.

Enquanto o Brasil não tiver uma imprensa independente e isenta, que sirva de alternativa e contraponto, será governado por uma imprensa inescrupulosa e canalha.