quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Salvem Joaquim Barbosa. enquanto útil , cogitações sobre uma sua futura candidatura à Presidência da República (pelo PSDB?)





Se houvesse que definir em uma única palavra o desempenho do ministro Joaquim Barbosa no julgamento do mensalão, a palavra seria “tragédia”. Antes de explicar as razões objetivas de tal afirmação, porém, haverá que explanar sobre suas razões subjetivas.
Subjetivamente, Joaquim Barbosa é um símbolo em uma Corte desde sempre marcada por um preconceito racial que até 2003 impediu que um negro ocupasse uma das cadeiras de ministro do Supremo em um país que, segundo o IBGE, tem maioria afrodescendente.
Barbosa era a esperança dessa maioria esmagadora da população que com ele divide traços físicos africanos, a esperança de que, alçado a um posto de tal importância, fosse um exemplo de capacidade e de seriedade, desfazendo os mitos raciais que conspurcam este país.
Na sessão de quarta-feira 26 do julgamento do mensalão, no entanto, Barbosa mergulhou de tal forma na insensatez que até os cães hidrófobos da Veja, bem como o resto da máfia demo-tucano-midiática, teve que reconhecer seus excessos.
Não é pouco. Barbosa perdeu de tal forma a capacidade de autocensura, estimulado pela popularidade fácil que a mídia está lhe construindo em certo setor da sociedade, que até pares que com ele vêm dividindo esse papel lamentável de linchador houveram por bem revelar-se vexados.
A acusação descabida do “vingador negro” da Suprema Corte de Justiça – onde não cabem vinganças – ao ministro Ricardo Lewandowski de que estaria fazendo “vistas grossas”, mobilizou seus pares a fim de rogar comedimento.
O efeito futuro desse desempenho entre os racistas que infestam os setores da sociedade que ora lhe batem palmas (enquanto lhes está sendo útil), por certo será o de atribuir às suas origens o comportamento histriônico que vai adotando.
Estimulado por uma mídia que o inebria com favores fugazes, lançando até cogitações sobre uma sua futura candidatura à Presidência da República (pelo PSDB?), Barbosa vai vestindo, cada vez mais, o capuz de carrasco.
Ou de “herói” que, sozinho, enfrenta pares corruptos que fazem “vistas grossas”, pois, ao admitir que naquela Corte possa haver quem o faça, desqualifica todo o processo de condução de magistrados até lá.
Qualquer um pode acusar este ou aquele ministro. E todos acusam. Um lado acusa Lewandowski e José Antônio Dias Tóffoli e o outro, acusa os que vêm atuando em sentido oposto. Qualquer um menos o próprio Barbosa. Ele precisa ter compostura.
O que resulta, no sentido mais amplo, vai sendo a desmoralização do julgamento. E a previsível elevação de sua decisão final ao escrutínio da Corte Interamericana de Justiça, da qual o Brasil é signatário, o que obriga o país a submeter a ela decisões de seu Judiciário.
O vício que vai se revelando nesse julgamento produzirá o efeito oposto do que está sendo alardeado pela mídia, pois, em vez de o Brasil passar uma bela mensagem de amadurecimento institucional ao mundo, vai construindo uma mensagem de descrédito.
Nesse aspecto, o desempenho de Joaquim Barbosa tem trabalhado para que nossa Suprema Corte se torne uma caricatura de si mesma, uma caricatura jurídico-institucional que poderá vir a emoldurar o conceito sobre como não conduzir um processo dessa natureza.
Perde-se, assim, o simbolismo contido na chegada de um negro ao Supremo. Uma tragédia. Roga-se, pois, a quem tenha poder de influir junto a Barbosa que o alerte para o que faz não só consigo, mas com todos os que, com ele, dividem o estigma da cor da pele.
 

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

"A verdade é uma quimera" - A novela do mensalão "



segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Vox Populi: Haddad empata com Serra em SP

Atualizado emsegunda-feira, 24 de setembro de 2012 - 20h30

Candidato do PT à prefeitura iguala tucano com 17% das intenções de voto na pesquisa; Celso Russomanno (PRB) lidera com 34%

Serra e Haddad estão empatados em segundo lugar / Folhapress
Serra e Haddad estão empatados em segundo lugar Folhapress

Uma nova pesquisa Vox Populi com os números da corrida eleitoral em São Paulo foi divulgada pelo Jornal da Band na noite desta segunda-feira. Pela primeira vez, o candidato do PT, Fernando Haddad, aparece empatado com o candidato do PSDB, José Serra, na disputa pelo segundo lugar.

Na pesquisa estimulada realizada entre os dias 19 e 21 de setembro, Haddad subiu de 14% no levantamento em agosto para 17% das intenções de voto. Já o candidato do PSDB passou de 22% para 17%.

A liderança continua com o candidato do PRB, Celso Russomanno, que ampliou a vantagem de 31% para 34% das intenções de voto.

Ainda de acordo com a pesquisa, o candidato do PMDB, Gabriel Chalita, aparece em quarto lugar, com 5% das intenções de voto, mesmo número do último levantamento.

Soninha Francine (PPS) caiu de 4% para 2%. Paulinho da Força (PDT) foi de 2% para 1%. E Levy Fidelix (PRTB) passou de 0% para 1%.

Carlos Giannazi (PSOL), Ana Luiza (PSTU), Anaí Caproni (PCO), Eymael (PSDC) e Miguel Manso (PPL) não alcançaram 1% dos votos.

O número de votos brancos e nulos é de 10%. Os eleitores que não sabem ou não responderam somam 13% do total.

Postado aqui...http://noticias.band.com.br/eleicoes2012/sao-paulo/noticia/Default.asp?id=100000535976