quarta-feira, 18 de abril de 2012

A nova etapa da competição bancária.

Finanças

Como era previsto, os bancos privados acabaram seguindo os caminhos do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal, de redução das taxas de empréstimo.
A razão é simples: estava começando uma revoada de clientes para os dois bancos públicos, valendo-se da portabilidade – o direito de um correntista de transferir sua operação de crédito para um banco concorrente.
A crise de 2008 já havia permitido um notável crescimento dos bancos públicos, ocupando o espaço aberto pelos privados, quando pisaram no freio. Aparentemente, não quiserem repetir o erro.
Nas duas oportunidades – 2008 e agora – observam-se os mesmos repetidos erros de análise de comentaristas ideológicos.
Em 2008 diziam que haveria um festival de inadimplência nos bancos públicos. O terrorismo provocou uma queda inicial nas ações do BB, depois de destituída uma diretoria pouco propensa a ampliar as operações. Nos meses seguintes, houve crescimento expressivo dos seus ativos, obrigando a banca privada a correr atrás do prejuízo.


O mesmo ocorreu agora, com a redução expressiva, por parte do BB e da CEF, das taxas de algumas linhas de crédito.
Os mesmos comentaristas de sempre prognosticaram que a iniciativa era temerária, que não seria acompanhada por outros bancos. Erraram de novo.
É acachapante a incapacidade desse pessoal de analisar a dinâmica da economia, as mudanças de etapa. Fixam-se na defesa cega de privilégios, em uma visão estática da economia, em uma insensibilidade total sobre os mecanismos de funcionamento do mercado.
Ainda há muito a caminhar. Mas a redução de juros – pelo Banco Central -, do spread – pela competição bancária -, quando trouxer o custo final do dinheiro para níveis civilizados, provocará uma revolução no setor bancário-financeiro.
Nas últimas décadas praticamente não houve competição bancária. As escandalosas taxas de juros patrocinadas pelo BC, os lucros extraordinários, sem muito esforço, a ausência de mudanças estruturais na economia inibiram qualquer forma de competição.
Em outros tempos, o processo de industrialização, o surgimento de novas atividades, o desbravamento de regiões pioneiras, permitiram que bancos se diferenciassem pela sua atividade principal: a capacidade de financiar o desenvolvimento.
Foi assim com o Banco Francês e Italiano, antes da Segunda Guerra, com o Banco do Commercio e Indústria de São Paulo, financiando o café, com o Bradesco financiando a expansão da economia para o Paraná e os novos setores, com o Banco Moreira Salles montando suas alianças com grandes bancos internacionais, o BIB desenvolvendo o mercado de capitais.
Nos próximos anos, crescerão os bancos que conseguirem popularizar o varejo, atender à imensa legião desbancarizada e aos exército de novos empreendedores, que se seguirá à ascensão da nova classe C, a criar ferramentas de captação que compensem a queda de juros da poupança, a avançar nas novas regiões de crescimento dinâmico.
Será a maneira do setor bancário recuperar a legitimidade perdida, a ter uma função econômica relevante, garantindo seus lucros através dos ganhos de escala – não dos spreads escandalosos.

Homenagem de Edvaldo Santana ao companheiro Waldir Aguiar.



Lançamento do CD Jataí do cantor e compositor Edvaldo Santana na Choperia do Sesc Pompéia 15 de outubro de 2011 - música "Aí Joe".

terça-feira, 17 de abril de 2012

Deputado Protógens indignado "Não podemos confundir jornalistas com bandidos"


O deputado Delegado Protógenes (PCdoB-SP) protestou, nesta terça-feira (17/04), no Plenário da Câmara dos Deputados, sua indignação com as matérias veiculadas nessa semana que tentam confundir a opinião pública. Primeiramente a revista semanal VEJA , na matéria " Eles querem apagar o mensalão", cita o deputado como ex-delegado da PF, mostrando sua irresponsabilidade de órgão de imprensa ao publicar noticias tendenciosas, pois o parlamentar é licenciado da Polícia Federal para exercer seu mandato. " Isso não é liberdade de imprensa. Não podemos confundir jornalistas com bandidos, ou ele é jornalista ou ele é bandido. Há um banditismo nessa revista semanal ", declara Protao Dadá, devido as conversas gravadas pela PF. Protógenes esclarece que quando era delegado da Policia Federal se comunicava com o sargento da Aeronáutica, Idalberto Matias de Araujo, indicado pelas Forças Armadas, pois era chefe da Inteligência da Policia Federal.

Para finalizar, Protógenes reconhece a importância da matéria publicada essa semana pela revista Carta Capital " Na mira. Quem tem medo da CPI do Cachoeira?".ógenes.

Outro veículo mencionado pelo parlamentar foi a revista ISTOÉ, onde o aponta, na reportagem " Dadá e o submundo dos grampos'', como delegado aposentado da Policia Federal. " A mídia brasileira até me deu aposentadoria " ironiza o deputado. Na mesma matéria, ele é citado como parte da rede de apoio.

O lucro dos bancos na visão do sindicato dos bancários de SP.

Em um momento em que o Brasil está para dar um passo importante para normalizar uma verdadeira aberração em sua economia, os juros ao consumidor que o sistema financeiro impõe e que podem ser considerados responsáveis, inclusive – e sobretudo –, pela falta de competitividade do país no comércio internacional, o blog entrevistou Juvandia Moreira, presidente do Sindicado dos Bancários de São Paulo. A simpática baiana de Nova Açores (BA) deixa ver algumas particularidades do sistema financeiro nacional que certamente farão o leitor sentir-se roubado e prejudicado. A situação que Juvandia descreve permaneceu piorando durante décadas a fio até que algum governante decidisse combatê-la como acaba de fazer a presidente Dilma Rousseff ao colocar bancos públicos (Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil) para liderarem uma redução do spread que não chega a ser suficiente, mas que, por certo, é o primeiro passo concreto para mudar essa situação. Foi uma conversa informal com alguém que dirige a outra ponta do sistema financeiro – a ponta da mão-de-obra –, e que, além de ter oferecido informações importantes para que os consumidores possam ajudar o governo nessa empreitada, possam se defender da voracidade da banca e da rentabilidade abusiva de que desfruta esse setor da economia.

Ouça, no Blog da Cidania, a íntegra desse bate-papo esclarecedor...

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Lula grava mensagem para o Dia Mundial da Voz.

Após tratamento contra câncer, ex-presidente recupera a voz com ajuda de fonoaudiólogas.


Primeiro discurso

Em seu primeiro evento público desde o fim do tratamento contra o câncer, Lula falou durante poucos minutos neste sábado (14) e anunciou que dentro de 15 dias estará preparado para ajudar a eleger os candidatos do PT nas eleições municipais deste ano.
Lula citou especialmente o ex-ministro da Educação Fernando Haddad, que deve disputar a Prefeitura de São Paulo e com quem ele esteve na inauguração de um CEU (Centro Educacional Unificado) em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista. As informações são da Agência Estado.
— Se eu tivesse juízo, eu não iria falar. A minha garganta não está totalmente boa, mas em 15 dias estarei apto a me dirigir aos companheiros pelo País afora, ajudando o partido a continuar crescendo e elegendo pessoas.
Durante o breve discurso, ficou nítido que o ex-presidente precisou forçar a voz para falar. Ele também fez pausas para tossir. Após a voz nitidamente ficar mais fraca e rouca, o ex-presidente decidiu parar de falar, mas prometeu que, da próxima vez, estaria melhor para falar muito mais.
Lula participou hoje de manhã da inauguração do primeiro CEU em São Bernardo do Campo. A escola foi batizada com o nome de Regina Rocco, mãe da ex-primeira-dama Marisa Letícia, que também esteve presente.


domingo, 15 de abril de 2012

Coisas que gosto de ver, ouvir e compartilhar. "Baú do Casé" - YES - SOON

Essa revista VEJA não quer assinante, quer cúmplice!

sábado, 14 de abril de 2012

Veja faz fumaça também para defender agiotagem dos bancos

A revista Veja não fez cortina de fumaça só contra a CPI do Cachoeira. Fez a mesma coisa para defender os juros extorsivos dos bancos privados.

A revista começa fazendo cortina de fumaça dizendo "a estratégia dos bancos públicos é louvável" (também se entrasse de sola dizendo-se contra, desagradaria seus próprios leitores de classe média), para em seguida repetir a mesma ladainha do lobby pela agiotagem dos banqueiros privados, que foram ao Palácio do Planalto dizer que, para baixar os juros, precisam mamar nas tetas do governo.

A revista comete ato falho e confessa o lobby neste trecho onde toma as dores da FEBRABAN (Federação de bancos):
Ao criticar as demandas feitas pela Federação dos bancos (Febraban) para reduzir os juros, Guido Mantega afirmou que as instituições privadas querem jogar a responsabilidade do spread “nas costas do governo” e que elas “têm margem para reduzir taxas”. A declaração evidencia uma avaliação tacanha do problema. Os bancos inegavelmente possuem – como ocorre na maioria dos países, aliás – elevada rentabilidade, mas o alto custo final do dinheiro no Brasil está longe de se resumir a essa questão. Boa parte da explicação está nas deficiências da própria economia e sua solução depende sim do Planalto.
Só que pouco antes, a revista caiu em contradição ao dizer:
A ação do BB e da CEF, seguida pelo privado HSBC... [o HSBC também cortou juros para pessoas física]
Ora, se um banco privado estrangeiro, que atua em centenas de países, acompanhou o corte de juros, é a confirmação cristalina de que o ministro está certo, e havia margem de sobra para cortar, e aquela conversa de "deficiências da própria economia" não passa de lobby da Veja e da FEBRABAN.

Não sei como que o leitor da revista, de classe média, usuário de serviços bancários, não se dá conta que a revista o está chamando de otário, com essa argumentação tacanha.

Em outro trecho a revista faz proselitismo para desestimular clientes mudarem de banco, escondendo do leitor a existência da portabilidade de financiamentos regulamentada pelo Banco Central, e da "transferência automática de salário" para quem tem conta-pagamento:
Até então, seguras da “dor de cabeça” que é trocar de banco, as supostas concorrentes não moviam grande esforço para assediar clientes umas das outras — e tampouco sacrificavam suas margens.
Bradesco patrocina a Veja, e Itau é grande anunciante

O banco privado Bradesco patrocina o acervo digital da revista Veja, além de fazer grandes anúncios nas páginas impressas:

O Banco privado Itaú também é grande anunciante da Veja, em páginas duplas:


O Bradesco ainda patrocina na TV o "Jornal Nacional" e o Itaú o "Jornal da Globo".

Como se vê, há fortes indícios de uma ação política entre os bancos e a mídia pela manutenção dos privilégios e do projeto de poder demotucano.

É por isso que é importante pessoas progressistas engajadas em romper com os 500 anos de atrasos e golpismo contra a prosperidade do povo e da nação, devem tomar a decisão POLÍTICA de mudar suas contas dos bancos privados para os bancos públicos. Porque se continuarem sendo clientes destes bancos privados, além de enfraquecerem o controle público sobre o sistema financeiro nacional, acabam por ajudar a financiar estas revistas e telejornais golpistas.
Amigos do Presidente Lula.