quarta-feira, 6 de março de 2013
terça-feira, 5 de março de 2013
Um dos maiores líderes latino-americanos, Hugo Chávez morre em Caracas aos 58 anos
Presidente venezuelano faleceu às 16h25 desta terça-feira
Por: Do Opera Mundi
-
Publicado em
05/03/2013, 19:20
A notícia foi anunciada pelo governo da Venezuela
após um tratamento de dois anos e quatro cirurgias contra o câncer
(Foto: Roberto Jayme. Valor. Folhapress)
São Paulo – Após um tratamento de dois anos e quatro cirurgias contra
um câncer na pélvis, o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, faleceu
hoje (5), aos 58 anos. Militar e político, Chávez nasceu em 28 de julho
de 1954, em Sabaneta, estado de Barinas, um dos mais pobres do país.
Criado pela avó paterna, o presidente entrou no Exército Nacional da
Venezuela em 1971, onde desenvolveu interesse pela política e conheceu
as ideias de Simón Bolívar.
Chávez foi cofundador, em 1982, do MBR200 (Movimento Bolivariano
Revolucionário 200), em meio à crise econômica e social que culminaria
em 1989 com o Caracazo, revolta popular em repúdio a um pacote
de medidas econômicas neoliberais adotadas pelo então presidente Marcos
Andrés Pérez. Naquele período, os 10% mais pobres da população detinham
apenas 1,6% do PIB (Produto Interno Bruto), enquanto os 10% mais ricos,
32%. A pobreza alcançava 85% da população e as classes A e B, somadas,
representavam apenas 3,5% dos venezuelanos.
Revoltado com a repressão às manifestações populares, que gerou
milhares de mortos, o MBR200 organizou, em 4 de fevereiro de 1992, três
anos após o Caracazo, uma sublevação militar contra o
presidente Carlos Andrés Pérez. A insurreição fracassou, mas permitiu
que a imagem do comandante da intentona fosse catapultada para o cenário
político nacional.
Hugo Chávez ficou preso por dois anos até receber indulto do
presidente Rafael Caldera (1994-1999). Chávez então se candidatou à
eleição presidencial de 1999 com o apoio do MVR (Movimento Quinta
República) e foi eleito como o 52º presidente de Venezuela, com base no
ideal da Revolução Bolivariana, amparada no chamado Socialismo do século
21. O ideal tem como centro um Estado forte, provedor de direitos e
regulador da economia, com expressiva participação direta na propriedade
dos meios de produção.
Em 1999, Chávez inicialmente advoga pela mudança da Constituição da
Venezuela, escrita em 1961, impulsionando um referendo constituinte que
foi aprovado por votação popular. Em seguida, é realizado um referendo
constitucional, que resultou na ratificação da Constituição Bolivariana
da Venezuela de 1999. O presidente convoca novas eleições em 2000 e é
reeleito com 55% dos votos.
Nova era
Chávez dá início ao desmantelamento do sistema político que havia
herdado da chamada IV República. Amparado por maioria parlamentar, os
partidários de Chávez puderam adotar uma série de mecanismos
plebiscitários e de participação política que detonaram o controle
institucional antes exercido pelo bipartidarismo da AD (Ação
Democrática) e do democrata-cristão Copei. Esses setores perdem
hegemonia sobre a Assembleia Nacional, o Poder Judiciário e as Forças
Armadas.
No final de 2001, Chávez sentiu-se forte para deslanchar suas
primeiras reformas estruturais na economia. As principais foram a Lei de
Terras (que fixou os parâmetros de reforma agrária) e dos
Hidrocarbonetos (que aumentou impostos sobre as companhias privadas e o
controle governamental sobre a atividade petroleira).
O ambiente de mudanças leva a oposição política ao presidente a
organizar um golpe de Estado em 2002 e Chávez é retirado do poder por
dois dias. Seu lugar é ocupado pelo industrial venezuelano Pedro
Carmona, presidente da Fedecámaras. Após forte pressão popular e
amparado na lealdade de setores do exército, o presidente é restituído
ao poder.
A tensão política continua, com enfrentamentos nas principais cidades
venezuelanas – o mais emblemático na Praça Altamira, de Caracas – e a
paralisação petroleira entre dezembro de 2002 e fevereiro de 2003.
No final de fevereiro de 2002, Chávez decidiu demitir os gestores da
companhia estatal PDVSA (Petróleos da Venezuela), envolvidos no golpe.
Em reação, e para tentar forçar a saída do presidente, os opositores se
apoderaram do controle sobre os poços de petróleo. A operação de metade
dos 14.800 poços de petróleo da companhia, que representam 95% da
produção do país, foi paralisada devido à greve dos trabalhadores,
deixando a população sem combustível e comida.
A Coordinadora Democrática (uma coligação de partidos de direita e de
esquerda, liderados pela Súmate, ONG anti-chavista) organizou no final
de novembro de 2003 a coleta de assinaturas para um referendo
revogatório, previsto na nova Constituição venezuelana. Em 15 de agosto
de 2004, 58,25% dos votantes apoiaram a permanência de Chávez na
Presidência até ao fim do mandato, em dois anos e meio. Em 2006, Chavez
foi novamente reeleito presidente após vencer o deputado Manuel Rosales,
com 62,9% dos votos.
Em 2 de dezembro de 2007, os venezuelanos votam plebiscito sobre uma
reforma à Constituição, proposta por Chávez. O povo teve a opção de
aprová-la, votando "Sim", ou de rejeitá-la, votando "Não". Ao fim, os
eleitores rejeitaram as propostas de emendas por pouco mais de 50% dos
votos. Chávez reconheceu a derrota. Em 2009, uma emenda constitucional
que coloca fim ao limite para a reeleição aos cargos públicos é aprovada
com 54,86% dos votos.
Em setembro de 2010, ano marcado por dificuldades na economia
venezuelana, abalada pelos efeitos da crise econômica mundial, o
chavismo conquista 60% das cadeiras da Assembleia Nacional. Pela
primeira vez desde 1999, data em que a nova Constituição entrou em
vigor, a oposição participou da eleição parlamentar.
Em junho de 2011, Chávez revela durante visita oficial a Havana que
sofre de um câncer. Naquele momento, ele já havia sido operado, com
sucesso. Nos meses seguintes, o presidente venezuelano é submetido a
ciclos de radio e quimioterapia e a mais quatro cirurgias. Ele se
candidata em 2012 à reeleição.
A campanha eleitoral é encerrada debaixo de chuva em 4 de outubro com
um megacomício na capital venezuelana, Caracas. Em 7 de outubro de
2012, o líder venezuelano é eleito pela quarta vez presidente da
Venezuela, após derrotar nas urnas o rival, Henrique Capriles, com 54%
dos votos. Dois meses depois, em 8 de dezembro, o presidente informa que
o câncer havia retornado. Ele morre em Caracas, duas semanas depois de
retornar de Cuba.
Leia também:
segunda-feira, 4 de março de 2013
Professores ameaçam greve se Alckmin não mudar decisão sobre "categoria O"
Com a presença do Deputado Luiz Claudio Marcolino o Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (APEOESP) realizou ato em defesa dos professores da categoria "O" (temporários) ou "O" de oprimidos...Eles lutam para ter os mesmos direitos dos professores contratados.
sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013
Lula discursa no ato de comemoração pelos 10 anos de governo democrático e popular.
Discurso de Lula no ato de
comemoração dos 10 anos de governo democrático e popular no Brasil. O
evento aconteceu no dia 20 de fevereiro de 2013, no Anhembi, em São
Paulo, e contou com a presença da presidenta Dilma e de diversas
autoridades. O encontro foi realizado pelo Partido dos Trabalhados, pela
Fundação Perseu Abramo e pelo Instituto Lula.
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013
Uma pequena homenagem ao nosso grande poeta "GILBERTO BRAZ"
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| Gilberto Braz |
Poema a partir de fotografia "Trilhos" de Xavier . Trilha sonora: Pela Estrada de Ferro, com Raberuan, música gravada no CD "Tião" ( 2004 ) primeiro trabalho do Projeto Memórias, coordenado pelo poeta Akira Yamasaki.
Réquiem para seis córregos / Curumin aiçó
Neste outro vídeo Gilberto Braz faz a releitura de 'Réquiem para seis córregos" , poema do grande poeta e amigo Akira Yamasaki, publicado no Bentevi, Itaim, 1ª ed, - 2012 - com um fundo sampleado e um trecho integral da música "Curumin Aiçó, gravada em 1985 no disco do MPA - Movimento Popular de Arte - voz de Luiz Casé, com letra de Raberuan, Sacha Arcanjo e Severino do Ramo, um clássico do Cancioneiro de São Miguel.
domingo, 17 de fevereiro de 2013
Marina Silva, o Itaú e a Rede Globo tudo haver..
A Rede da Marina Silva para amarrar você na Matrix dominadora do Itaú e da Globo
Nada decepciona mais nesse partido da Marina Silva do que a negação da
luta política dos mais fracos e da pregação ao conformismo submisso aos
mais fortes.
É a "utopia sonhática" do Itaú, da Globo, do bilionário neoliberal dono
da Natura. É a sustentabilidade reacionária e conservadora. Os
bilionários mandam, eles são os "sábios" conselheiros, orientadores e
ideólogos de um hipotético governo, cuja REDE Marina se encarregaria de
manter conectados os brasileiros, obedientes à ordem dominadora moldada
por eles. Todos conformados, igual aos dominados no filme Matrix.
Semelhante aos primeiros 502 anos da história do Brasil.
Cito o banco Itaú, especificamente, porque uma das principais caciques
do partido de Marina é Maria Alice Setúbal, herdeira e acionista do
império Itaú. Segundo o "site" na internet, sua função no partido é
"mobilização de recursos".
Não deixa de ser curioso que os recursos mobilizados são laranja, a cor de fundo usada nas placas e propagandas do Banco Itaú.
Irresistível não comparar com a dominação de Matrix, quando vemos a foto
de militantes enfileirados para serem credenciados em guichês com
placas laranjas (foto acima), por atendentes uniformizadas de blazer
preto com camisa laranja (a cor do Itaú, de novo). Parece que as
atendentes estão plugando um a um à dominação da Matrix do Itaú.
Muito além da comparação com o filme, o mais grave é querer esvaziar a
luta política como instrumento dos cidadãos conquistarem melhorias de
vida.
O discurso de Marina é recheado de frases de efeito sempre puxando para
um suposto "novo jeito de fazer política", "acima da esquerda e
direita", "não é oposição, nem situação", "resgatar a ética", "não tem
movimentos sociais por trás", "não fuma, nem bebe" e blá-blá-blá para
ser politicamente correto, agradar a todos e não desagradar ninguém.
Luta política que é bom, e que obriga a escolher lado, nada.
É o discurso que a Globo e o Itaú gostam. É discurso da desconstrução e
criminalização da luta política que bate de frente com seus interesses.
É o discurso que busca dominar a chamada nova classe média, buscando
convencê-la a se desiludir com a luta política que a levou a conquistar o
que tem, e votar alienada, igual vota no paredão do BBB, em quem acha
mais bonzinho, mais simpático, mais bonitinho. Na luta política, do
jeito que está, a Globo sabe que não vence mais, então o negócio é
esvaziá-la. E que tristeza ver Marina Silva fazendo esse serviço.
A REDE Matrix da Marina está mandando às favas a luta política do
enfrentamento contra a má distribuição de riquezas e injustiça social.
O Banco Itaú fica mais "sustentável" quando a clientela faz tudo pela
internet e deixa de ir na agência, deixa de imprimir papel. Mas esse
ganho de produtividade, esvaziando as agências, o banco não compartilha
com seus trabalhadores, mandando-os para o olho da rua, mesmo com lucros
estratosféricos.
A boa luta política é brigar por leis que reduzam a jornada de trabalho
em vez de demitir, se a empresa teve ganho de produtividade e tem lucros
suficientes para manter a mão de obra. Ou pelo menos, quem pode mais e
desemprega só para lucrar mais, tem que pagar mais impostos necessários a
gerar novos empregos.
De nada adianta abraçar árvores, financiar ONG's, se a empresa joga
pessoas no desemprego só para aumentar mais ainda os lucros de
acionistas. Esse egoísmo é uma forma de poluir a qualidade de vida na
sociedade, com o empobrecimento de pessoas, a desestruturação de lares,
de famílias, que o desemprego provoca, muitas vezes. E para acabar com
esse egoísmo é preciso luta política. Os partidos políticos são os
instrumentos desta luta para mudar leis.
A grande luta política no Brasil ainda é o combate à desigualdade para
elevar brasileiros pobres para um padrão de vida de classe média. E essa
REDE Matrix de bilionários em torno da Marina tem uma agenda pragmática
oposta, como, por exemplo, lutam para pagar menos impostos, mesmo com
lucros exorbitantes; condenam verbas para programas sociais; pregam
arrocho de salários e aposentadorias para ter mais lucros se pagarem
alíquotas menores para manter a Previdência; pregam cortar direitos
trabalhistas para poder demitir mais fácil e mais barato. Pregam a
privatização e redução de serviços públicos, essenciais para quem não
tem condições de pagar.
É luta contra tubarões, que enfrentamos e que produz baixas do nosso
lado. Novidade na política é concluir o ciclo dessa luta e conscientizar
aqueles que estão plugados na Matrix de dominação da Globo e do Itaú a
se libertarem das amarras.
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