Abstrato sentimento derradeiro, luz, muita luz...Valeu Raberuan. te esquecer ...jamais!
!
terça-feira, 17 de junho de 2014
sexta-feira, 13 de junho de 2014
"Prefiro as vaias da democracia, do que os aplausos da ditadura".
O HINO NACIONAL E A PALAVRA DE ORDEM DA ELITE PAULISTANA.
ARTUR SCAVONE
ARTUR SCAVONE
O hino nacional cantado contra a vontade da Fifa na abertura da
Copa, que programou a gravação para terminar logo após os primeiros versos, foi
um momento tão emocionante quanto a virada do jogo. Os jogadores, o Filipão e a
torcida na arquibancada cantaram a plenos pulmões as estrofes inteiras até a
primeira parte do hino, que deveria terminar bem antes. Cantou a seco, sem o
acompanhamento gravado. Foi uma espécie de "calma lá Fifa, essa copa é
nossa, na nossa casa".
Sem
dúvida essa atitude mostra um sentimento de nação que há muito tempo Lula tem
invocado, contra aqueles que pregam uma postura de vira lata. É um
reconhecimento de nação que a elite nacional nunca quis ver florescer, porque
sempre temeu esse orgulho, essa apropriação de país.
A
ditadura e as elites festejavam a glória nacional sob a batuta das bandas
militares para abafar a total falta de democracia, a submissão aos interesses
norte-americanos e os "noventa milhões em ação" serviam para calar a
boca dos que resistiam à violenta exploração a que os trabalhadores eram
submetidos naquele tempo. Era uma ode à pátria amada dos militares. Não foi por
outro motivo que as organizações de esquerda que resistiram ao regime tinham
como lema "ou ficar à pátria livre, ou morrer pelo Brasil".
Poder
ver o povo brasileiro ter orgulho do que é seu, manifestar-se para reivindicar
seus direitos, e aprender a viver sob uma democracia ainda jovem e ameaçada
pelos interesses do grande capital, é uma alegria que só os que viveram a
opressão da ditadura podem festejar.
Mas
algo precisava destoar, afinal. E o tom desafinado veio da ala vip da platéia:
"Hei, Dilma, vai tomar no c.!" Essa foi a palavra de ordem da elite
paulistana, que marcou seu descontentamento com as políticas do governo
federal, bem ao estilo dos articulistas da direita truculenta. A elite
paulistana está tentando aprender a viver sob a democracia, mas ainda há muito
chão pela frente porque, convenhamos, esse xingamento grosseiro não é
exatamente uma palavra de ordem que expresse uma posição política, mas um ódio
de classe incontido, tal qual uma fratura exposta. Não é próprio da democracia.
A conclusão, afinal, é que Marilena
Chauí tem razão: a classe média paulistana ainda é uma abominação
política e ética, no mínimo. Mas Dilma já disse, não custa relembrar:
"Prefiro as vaias da democracia, do que os aplausos da ditadura".
quinta-feira, 12 de junho de 2014
Vamos cantar sobre Lei de cotas, quem sabe assim você entende. LEI Nº 12.711, DE 29 DE AGOSTO DE 2012.
João do Vale: Minha História
Clique aqui e ouça a música na voz do próprio João do Vale:
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Seu moço qué sabê,
eu vou contá num baião,
minha história pra sinhô,
seu moço, preste atenção.
Eu vendia pirulito,
arroz doce e mungunzá,
Enquanto eu ia vendê doce,
meus colega iam istudá.
A minha mãe, tão pobrezinha,
A minha mãe, tão pobrezinha,
não podia me educá
Quando era de noitinha,
a meninada ia brincá.
Vixe, como eu tinha inveja,
Vixe, como eu tinha inveja,
de vê o Zezim contá: —
O professor raiô comigo,
porque eu não quis istudá.
Hoje todo são “dotô”,
Hoje todo são “dotô”,
eu continuo joão ninguém
Mas quem nasce pra pataca,
Mas quem nasce pra pataca,
nunca pode sê vintém.
Vê meus amigos “dotô”,
Vê meus amigos “dotô”,
basta pra me senti bem.
Mas todos eles quando ouve,
Mas todos eles quando ouve,
um baiãozinho que eu fiz,
Ficam tudo satisfeito,
Ficam tudo satisfeito,
bate palma e pede bis.
E diz: — João foi meu colega,
E diz: — João foi meu colega,
como eu me sinto feliz.
Mas o negóço num é bem eu,
Mas o negóço num é bem eu,
é Mané, Pedro e Romão,
que também foi meus colega,
que também foi meus colega,
e continua no sertão,
não puderam istudá,
não puderam istudá,
e nem sabe fazê baião.
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João do Vale — Nova História da Música Popular Brasileira, segunda edição, revista e ampliada, 1977, Abril Cultural, São Paulo — SP; JoãoBatista do Vale (1934 — 1996), maranhense de Pedreiras, foi compositor e cantor, além de ter sido garimpeiro, pedreiro e ajudante de caminhão; aos 13 anos saiu do interior do Maranhão com destino a São Luís e, de lá, aos 15, rumou para Teresina — PI, e outros destinos, até chegar no Sul-Maravilha; no Rio de Janeiro, empregou-se como operário da construção civil e, já com algumas composições no bolso e na memória, passou a frequentar rádios e mostrar seus trabalhos; teve músicas gravadas e cantadas por expoentes da MPB — Música Popular Brasileira; ele próprio tornou-se também um dos expoentes da MPB; obra musical: Na Asa do Vento, O Canto da Ema, Carcará, Morena do Grotão, Pipira, Pisa na Fulô, Minha História, Peba na Pimenta, Coroné Antonio Bento, Estrela Miúda, entre outras composições.
João do Vale — Nova História da Música Popular Brasileira, segunda edição, revista e ampliada, 1977, Abril Cultural, São Paulo — SP; JoãoBatista do Vale (1934 — 1996), maranhense de Pedreiras, foi compositor e cantor, além de ter sido garimpeiro, pedreiro e ajudante de caminhão; aos 13 anos saiu do interior do Maranhão com destino a São Luís e, de lá, aos 15, rumou para Teresina — PI, e outros destinos, até chegar no Sul-Maravilha; no Rio de Janeiro, empregou-se como operário da construção civil e, já com algumas composições no bolso e na memória, passou a frequentar rádios e mostrar seus trabalhos; teve músicas gravadas e cantadas por expoentes da MPB — Música Popular Brasileira; ele próprio tornou-se também um dos expoentes da MPB; obra musical: Na Asa do Vento, O Canto da Ema, Carcará, Morena do Grotão, Pipira, Pisa na Fulô, Minha História, Peba na Pimenta, Coroné Antonio Bento, Estrela Miúda, entre outras composições.
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2012/lei/l12711.htm
domingo, 8 de junho de 2014
De onde vem o complexo de vira-latas.
É isso galera , temos sim diferenças enormes com essa tal Fifa e não concordamos com politica dessa cambada, mas enfim, vamos receber todas as delegações e seus torcedores, fazendo um grande espetáculo , provando ao mundo que somos um pais sério e hospitaleiro.
O termo Complexo de Vira-Latas denomina um sentimento característico de determinadas classes da sociedade brasileira. Esse sentimento, marcado por derrotismo, pessimismo e má informação, está muito ligado à negação do que somos como brasileiros. O documentário O Complexo de Vira-Latas explica esse sentimento, discute o tema e faz um breve panorama social e político da realidade brasileira.
sábado, 24 de maio de 2014
Ibope mostra Dilma na dianteira com o dobro de pontos à frente de Aécio.
A pesquisa Ibope sobre a corrida eleitoral para outubro deste ano, que seria divulgada na noite desta quinta-feira, vazou para um colunista, que publicou em primeira mão os números que colocam a presidenta Dilma Rousseff como franca favorita junto aos eleitores. Os dados foram divulgados pela coluna Radar, na revista semanal de ultradireita Veja, e apontam vitória de Dilma, com larga vantagem ainda no primeiro turno. A pesquisa que o Ibope divulga, no entanto, mostra que Dilma, Aécio Neves e Eduardo Campos sobem em relação à última pesquisa Ibope, do dia 29 de abril.
No estudo passado, Dilma aparecia com 37%, Aécio com 14% e Campos com 6%. Agora, Dilma aparece na faixa dos 40%, Aécio no patamar de 20% e Eduardo Campos sobe aos dois dígitos, em torno dos 11%. Em comparação com o Datafolha de duas semanas atrás, aconteceram poucas mudanças. Aécio e Campos, quando se coteja as duas pesquisas, estão do mesmo tamanho. E Dilma teria crescido um pouco, fruto do momento em que as entrevistas foram feitas – imediatamente após os programas de TV do PT e no auge da supreexposição de uma campanha publicitária em que o governo exibia suas obras.
De agora até o fim da Copa, é mais do que improvável que estes números mudem – exceto, claro, se acontecer algo muito significativo durante o evento. Ou seja, é com esses números que os três principais candidatos começarão a disputa em agosto, quando sobe a temperatura de campanha. Com os números já tornados públicos, o dia será de intensa movimentação no mercado financeiro. Ao contrário do Sensus e do Datafolha, o Ibope não chancela a possibilidade de segundo turno. A julgar pelas movimentações anteriores, que provocaram altas das ações quando a presidente caiu, a tendência, nesta quinta-feira, seria de baixa na BM&FBovespa.
Após a divulgação na coluna Radar, o 247 entrou em contato com o Ibope, de Carlos Augusto Montenegro, que informou que antecipará a divulgação da pesquisa para o meio-dia. Se não o fizesse, daria margem à interpretação de que permitiu que a pesquisa fosse usada por especuladores.
A pesquisa foi divulgada em outros meios conservadores de comunicação. Foram ouvidos 2002 eleitores e a margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Jornal Correio do Brasilsegunda-feira, 19 de maio de 2014
E você ainda acha que o Brasil não ganha com a COPA...Sabe nada inocente, ou mal intencionado?
Publicado em 16/05/2014
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