segunda-feira, 14 de março de 2016

CUT: CRIMINALIZAÇÃO DA POLÍTICA LEVA À DITADURA DO JUDICIÁRIO.

Em nota sobre os protestos realizados neste domingo 13 contra o governo, o presidente nacional da CUT, Vagner Freitas, "alerta que o desprezo aos partidos políticos leva à ditadura do Judiciário, ao fascismo. Sem partidos políticos não há democracia. E o alvo sempre será a classe trabalhadora"


14 DE MARÇO DE 2016 ÀS 16:58
247 - O presidente nacional da CUT, Vagner Freitas, divulgou uma nota sobre as manifestações realizadas neste domingo contra o governo em que "alerta que o desprezo aos partidos políticos leva à ditadura do Judiciário, ao fascismo". "Sem partidos políticos não há democracia. E o alvo sempre será a classe trabalhadora", diz ele. Leia abaixo a íntegra:
Criminalização da política leva à ditadura do judiciário, ao fascismo
As manifestações do dia 13 de março em todo o país foram precedidas por uma escalada de ataques a organizações dos trabalhadores, da juventude e de partidos de esquerda, por ações arbitrárias do Poder Judiciário, amplificadas pela grande mídia, por empresários que bancaram o ato e pelos partidos de oposição empenhados em usar tais ações para convocar a população.
Para a CUT, essas ações são absolutamente inaceitáveis do ponto de vista da convivência democrática. O pedido de condução coercitiva do ex-presidente Lula, seguido de centenas de reportagens negativas em toda a mídia nacional, insuflou os ânimos. O resultado foram ataques às sedes da CUT e da CTB; às subsedes da CUT em várias cidades, entre elas, Campinas e Itupeva; do PT e do PC do B, que foram pichados; invasões na subsede do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC de Diadema e na sede da UNE, entre outras ações antidemocráticas.
Apesar de tudo isso, não houve adesão massiva dos pobres e da classe trabalhadora aos atos do dia 13 de março. O perfil dos manifestantes se manteve inalterado, comprovou pesquisa do Datafolha, que pertence a um dos órgãos de imprensa que trabalhou para convocar o ato. Segundo o instituto, a maioria dos participantes eram homens da classe média alta com idade superior (77% dos entrevistados), 12% são empresários e metade tem renda de cinco a 20 salários mínimos.
Políticos de vários partidos, entre eles Aécio Neves e Geraldo Alckmin, do PSDB, um dos que patrocinou a manifestação, foram vaiados e chamados de corruptos na Avenida Paulista. Por outro lado, o deputado Jair Bolsonaro, que defende abertamente a volta da ditadura militar, retirada de direitos sociais e trabalhistas conquistados, foi aplaudido; e o juiz Sérgio Moro foi tratado como herói. Isso é o resultado da criminalização e da judicialização da política.
A CUT alerta que o desprezo aos partidos políticos leva à ditadura do Judiciário, ao fascismo. Sem partidos políticos não há democracia. E o alvo sempre será a classe trabalhadora. O que eles querem é atacar nossos direitos - aprovar a terceirização, acabar com a carteira assinada, férias, 13º salário -, conquistados com muita luta, pressão, mobilizações e negociações nos últimos anos.
O Brasil precisa de ambiente de paz para retomar o crescimento. A agenda do Brasil não é a da crise política, alimentada por aqueles que perderam as eleições. Essa agenda paralisa o país. A agenda da CUT é a do desenvolvimento. Já entregamos à presidenta Dilma Rousseff o Compromisso pelo Desenvolvimento, com sete itens, entre eles a retomada de investimentos públicos e privados e infraestrutura produtiva, social e urbana, que podem promover o reaquecimento da economia e a geração de emprego e renda.
A CUT seguirá na defesa intransigente da democracia e dos direitos sociais e trabalhistas e reafirma a convocação de atos, que serão realizados no próximo dia 18 de março em todo o país, em conjunto com entidades dos movimentos populares, da juventude e partidos políticos.
Em defesa da democracia e de nossos direitos.
Em defesa do Estado de Direito.
Todos e todas nas ruas no dia 18 de março!
São Paulo,
Vagner Freitas, presidente Nacional da CUT

domingo, 13 de março de 2016

Melhor e Mais Justo: Aletheia 3/3


A espetaculização da mídia...
TVT... Saiba mais...

Melhor e Mais Justo: Aletheia 2/3


ALETHEIA: O BRASIL DIANTE DE UM IMPASSE

O período democrático mais longo na história brasileira gerou avanços sociais e econômicos inéditos, mas encontra-se em risco.

Os avanços ainda não estão consolidados e, infelizmente, não chegaram a desestabilizar estruturas do estado e valores sociais que criam e mantêm, entre outras mazelas, desigualdade, exclusão, privilégios e ataques ao estado democrático de direito. 
No último ano, está em curso uma tentativa de golpe institucional; orquestrada por parte do poder judiciário, por empresas de mídia e pela oposição partidária ao governo federal.
As armas que usam contra a democracia e o governo eleito com mais de 54 milhões de votos são, hoje, justiça de exceção, oposição irresponsável e manipulação midiática das crises econômica e política.
Mais do que nunca é preciso resistir e fortalecer a democracia. Por um país melhor e mais justo.​

TVT.. Saiba Mais...

Melhor e Mais Justo: Aletheia 1/3


O período democrático mais longo na história brasileira gerou avanços sociais e econômicos inéditos, mas encontra-se em risco.

Os avanços ainda não estão consolidados e, infelizmente, não chegaram a desestabilizar estruturas do estado e valores sociais que criam e mantêm, entre outras mazelas, desigualdade, exclusão, privilégios e ataques ao estado democrático de direito. 
No último ano, está em curso uma tentativa de golpe institucional; orquestrada por parte do poder judiciário, por empresas de mídia e pela oposição partidária ao governo federal.
As armas que usam contra a democracia e o governo eleito com mais de 54 milhões de votos são, hoje, justiça de exceção, oposição irresponsável e manipulação midiática das crises econômica e política.
Mais do que nunca é preciso resistir e fortalecer a democracia. Por um país melhor e mais justo.

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terça-feira, 8 de março de 2016

Espetáculo para humilhá-lo...



Dentro e fora do Brasil, Lula é um símbolo. Para os que dele gostam, amam, e para os que o detestam, odeiam. 
Lula nega ser dono do sítio em Atibaia e do tríplex no Guarujá, conexões para enredá-lo na Lava Jato.
Inegáveis são a sedução buscada por empreiteiros, e favores aceitos. Muitos dos que apoiam e amam Lula negam, recusam toda e qualquer evidência ou fato.
Os que odeiam Lula engolem e transformam em bílis qualquer coisa. Querem Lula não apenas preso: querem vê-lo humilhado. 
Porque Lula é um símbolo. É o inimigo a ser esmagado naquilo que negam: a luta de classes. Lula seria "O Mal" absoluto, e mais nada. 
Para milhões entre os 111 milhões que o elegeram e reelegeram Lula simbolizou os secularmente humilhados. 
Tal símbolo exigiria muito mais cuidados diante da História: o que vale para os de cima, nunca valeu para quem está ou veio de baixo. 
A coerção para Lula depor foi passo calculado no espetáculo político-midiático. Não por acaso um dia depois do vazamento parcial da delação de Delcídio.
Fatos e investigações à parte, não por acaso na semana anterior às manifestações do dia 13, que tem objetivo claro: acelerar a queda do governo.
Há 5 dias dissemos aqui: "Agora a briga será de rua e nas ruas". Porque no sábado Lula declarou guerra aberta e total ao negar ser dono do tríplex, e atacar: 

-A offshore que veio do Panamá pra ser dona do meu tríplex é, na verdade, dona do tríplex da Globo em Paraty, do helicóptero...
Que, dentro da lei, siga a investigação a Lula. Mas, até para evitar torná-lo mártir, investigue-se todos. Ou, repita-se, o que se terá é uma perigosa Farsa.
Quase um terço do Congresso é alvo de denúncias no Supremo.
Sob investigação estão o presidente do Congresso, Renan Calheiros, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, a presidência de Dilma e dois ex-presidentes da República.

Lula e, ainda que já tenham esquecido apenas duas semanas depois, Fernando Henrique Cardoso.

sexta-feira, 4 de março de 2016

Pronunciamento - Lula - Rede TVT 04/03/16


Pronunciamento do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na sede do PT Nacional em São Paulo nesta sexta-feira, 04/03/16. Reprodução do canal da Rede TVT.



quarta-feira, 2 de março de 2016

CUT critica declarações do novo presidente do TST.

Sindicato também reforça sua posição contra flexibilização dos direitos trabalhistas, defendida pelo ministro Ives Gandra

São Paulo – “Lamentável!” Assim o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Vagner Freitas, definiu o posicionamento do novo presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Ives Gandra Filho.
Em entrevista ao jornal O Globo, do domingo 28, Gandra defendeu a flexibilização de direitos trabalhistas como saída para a crise e criticou a atuação da Justiça que, segundo ele, exerce “parcialidade pró-trabalhador” dando “de mão beijada R$ 1 milhão para um trabalhador”.

“O ministro mostrou ter uma visão ultrapassada e reacionária. Por ele, voltaremos ao período da escravidão, sem tempo de expediente predeterminado, por exemplo. Ives Gandra Filho também defende a terceirização. Um total absurdo. Isso é anular todas conquistas dos trabalhadores”, afirmou o dirigente, também em entrevista ao O Globo.

Vagner informa que a CUT já protocolou um pedido de audiência com Gandra, para esclarecer o que ele realmente defende. “Se ele reafirmar para nós o que disse na entrevista, vamos nos opor duramente, com greves e manifestações, porque ele quer rasgar a CLT defendendo a terceirização, por exemplo. Outros países, como Chile e México, tomaram atitudes similares às defendidas por ele, e não houve benefício. Nem para o trabalhador nem para o empregador e menos ainda para a economia. Todos os lados perdem.”

> Advogado aponta males da terceirização no México
> Terceirização desastrosa também em outros países

A presidenta do Sindicato, Juvandia Moreira, também critica a posição assumida por Gandra. “Não podemos aceitar a flexibilização das leis trabalhistas, defendida pelo novo ministro do TST. Não podemos retroceder nos nossos direitos conquistados após muita luta. O objetivo da flexibilização é, na verdade, aumentar a exploração da mão de obra e os lucros das empresas, em detrimento da qualidade de vida e da distribuição de renda.”

Magistrados – As declarações de Gandra também foram criticadas, em nota, pela Anamatra (Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho). “É preciso que todos os agentes que lidam com a Justiça do Trabalho compreendam a sua índole e a sua própria razão de existir, conscientes de que o Direito do Trabalho responde fundamentalmente ao propósito de nivelar as desigualdades... Não por outras razões, em vários Congressos da Magistratura do Trabalho, há anos, os juízes participantes defendem e aprovam teses que rejeitam a terceirização em atividades essenciais da empresa, como forma de evitar a lesão contumaz aos direitos fundamentais dos empregados”.


Redação, com informações de O Globo e da Anamatra – 2/3/2016
www.spbancarios.com.brhttp://www.spbancarios.com.br/Noticias.aspx?id=14235