segunda-feira, 5 de março de 2012

Teaser - Televisão dos Trabalhadores.


Teaser - Televisão dos Trabalhadores from Frederico Moreira on Vimeo.

Demóstenes Torres desapareceu da mídia.

4/3/2012 13:32, Por Altamiro Borges - de São Paulo

Demóstenes

Demóstenes Torres, incensado pela mídia nativa, preferiu se calar sobre suas ligações perigosas com banqueiro do bicho

 

Nenhuma manchete na Folha ou no Estadão. Nenhum comentário no Jornal Nacional da TV Globo. Nenhuma chamada de capa na Veja. Mistério! Será que o senador Demóstenes Torres (DEM-GO), assíduo frequentador da mídia nativa, morreu ou encontra-se desaparecido? Como “paladino da ética”, o líder dos demos não tem nada a falar sobre a Operação Monte Carlo da Polícia Federal?Na quarta-feira passada, agentes da PF efetuaram a prisão de Carlos Augusto Ramos, o famoso Carlinhos Cachoeira. Um dos maiores mafiosos do país, o bicheiro explorava uma rede de caça-niqueis e de cassinos ilegais em cinco Estados brasileiros. Apenas em Goiânia e Valparaíso, nas cercanias de Brasília, os seus cassinos rendiam cerca de R$ 3 milhões por mês.

 

As relações políticas do mafioso

 

Com base nos documentos apreendidos e em 200 horas de escutas telefônicas, a Operação Monte Castelo concluiu que Carlinhos Cachoeira possuía forte influência na política goiana. Ela mantinha jornalistas na sua folha de pagamento, contava com uma rede de espionagem ilegal e nomeou vários integrantes para a área de segurança (segurança!) do governo tucano de Marconi Perillo.

Além disso, os grampos autorizados pela Justiça revelaram várias conversas do mafioso com o “ético” Demóstenes Torres, líder do DEM no Senado. De acordo com as investigações, em julho do ano passado Carlinhos Cachoeira deu um generoso presente de casamento para o senador goiano: uma cozinha completa. Há indícios também de financiamento ilegal de campanhas eleitorais.

 

O pitbull da Veja ficou mudo

 

Até agora, o demo só confessou a sua relação com o bicheiro:

– Sou amigo dele há anos. A Andressa, mulher dele, também é muito amiga da minha mulher.

Mas, pobre inocente, disse desconhecer suas práticas mafiosas:

– Depois do escândalo Waldomiro Diniz, eu pensei que ele tivesse abandonado a contravenção, e se dedicasse apenas a negócios legais.

 

O demo mais nada falou e sumiu!

 

A mídia venal, por sua vez, parece disposta a fazer o mesmo. Quer sumir com o escândalo, abafá-lo. Até quem vivia bajulando o líder do DEM está quieto. Reinaldo Azevedo, o pitbull da Veja, já chegou a exaltar “a coragem de Demóstenes” no combate à “corrupção lulopetista” e às forças de esquerda. Num texto recente, o metralha da mídia do esgoto escreveu:

 

“Rigor penal contra o crime”

 

“Admiro a sua atuação política, como sabem os leitores deste blog. Nem sempre concordo com ele. Mas sempre lhe reconheço a argumentação consistente e corajosa… Demóstenes afirma, e eu concordo, que um dos males do país são as oposições, muitas vezes, querem se parecer com o governo. Defende, entre outras tantas, maior rigor penal contra o crime…”.

Será que Reinaldo Azevedo vai defender agora “maior rigor penal contra o crime”, a começar pela cassação do mandato do demo?


quinta-feira, 1 de março de 2012

As opções de classe de Boris Casoy.

Um de seus alvos prediletos é Lula – talvez por causa da sua origem operária, da sua história como líder sindical e grevista e da alta popularidade de seus dois mandatos.

Por Altamiro Borges
Segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012
Boris Casoy, âncora da TV Bandeirantes, nunca disfarçou o seu elitismo. Ele adora paparicar os ricaços e as “celebridades”. Circula neste meio e é venerado pelos abastados e por setores da classe “mérdia”. Talvez isto explique porque o jornalista até hoje ocupa papel de destaque na mídia elitizada. Num vídeo que vazou no final de 2009, ele deixou explícito seu desprezo pelo povo:

“Que merda. Dois lixeiros desejando felicidades... do alto das suas vassouras... Dois lixeiros. O mais baixo da escala do trabalho”. Na seqüencia, Casoy até pediu desculpas, com cara de sonso, pelo “vazamento”, mas não por suas idéias discriminatórias. Mas a mídia tratou de abafar o caso e ele continuou com as suas sandices elitistas e preconceituosas numa concessão pública de TV.

O DNA do CCC
Boris Casoy também nunca escondeu o seu ranço contra qualquer força de esquerda – no Brasil, na América Latina e no planeta. Ele até hoje nega que tenha pertencido ao Comando de Caça aos Comunistas (CCC), o grupo terrorista que agiu com desenvoltura durante a ditadura militar. Mas o direitismo está no seu DNA. Ele destila veneno diariamente e por qualquer motivo.

Um de seus alvos prediletos é Lula – talvez por causa da sua origem operária, da sua história como líder sindical e grevista e da alta popularidade de seus dois mandatos. “Que merda, um peão!”, deve pensar Boris Casoy. Este ódio foi novamente escarrado nesta sexta-feira (24), num comentário leviano e maldoso em que ele acusa o ex-presidente pela morte da empresária Eliana Tranchesi.

Ódio ao ex-presidente Lula

A reportagem até cita que a famosa dona da butique de luxo Daslu foi condenada a 94 anos de prisão por crimes de formação de quadrilha e fraudes em importações. Também informa que ela foi presa – por um dia! No final, Casoy espirra o seu ataque ao ex-presidente: “Eliana foi exposta à execração pública e humilhada, o que deve ter contribuído e muito para o câncer que a matou”.

Este comentário criminoso, que até poderia ser alvo de investigações se não imperasse no Brasil a libertinagem de imprensa, não causa surpresa. Ele faz parte da campanha doentia do jornalista contra Lula. No auge da crise do chamado “mensalão do PT”, o banqueiro Jorge Bornhausen, presidente do ex-PFL, chegou a propor que Boris Casoy liderasse o pedido de impeachment de Lula.

Líder do processo de impeachment

A coluna “Painel” da Folha de S.Paulo registrou a tramóia em 9 de abril de 2006: “A oposição já busca na sociedade civil um nome para encabeçar o pedido de impeachment de Lula, assim como Barbosa Lima Sobrinho fez com Fernando Collor... Miguel Reale Jr., ex-ministro da Justiça de FHC, e o jornalista Boris Casoy estão cotados para subscrever a peça [do impeachment]”.

Dias antes, em 28 de março, na mesma Folha golpista, Casoy já havia pregado a derrubada de Lula. No artigo “É uma vergonha”, ele rosnou: “Há, desde o tempo do Brasil colônia, um sem número de episódios graves de corrupção e incompetência. Mas o nível alcançado pelo governo Lula é insuperável... Não há como o Congresso postergar o processo de impeachment contra Lula”.

Casoy nunca escondeu seu ódio de classe ao ex-presidente Lula, às greves de trabalhadores, às ocupações de terra do MST. Ele prefere lamentar a “execração pública” da “humilhada” proprietária da Daslu!

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Coisas que gosto de ver, ouvir e compartilhar " O baú do Casé - Pery Ribeiro "Tudo Acabado...


Conheci ese cara em 1994 no bar "Cores & Nomes" meu grande ídolo e  interprete perto de um menino alucinado que sonhava em fazer sucesso tocando na noite.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

50 famílias reconhecidas pela Fundação Cultural Palmares como remanescente de quilombo.Ameaçadas por Militares.

QUILOMBO RIO DO MACACO
Por: http://www.youtube.com/user/bahianarede


Canudos é aqui, entre Salvador e Simões Filho, na Baía de Aratu. Este filme mostra que a Marinha do Brasil deflagrou nesta região guerra a um grupo de famílias negras descendentes de escravos que vivem ali antes da chegada da marinha. Hoje constituem mais de 50 famílias reconhecida pela Fundação Cultural Palmares como remanescente de quilombo.

Entre os moradores há pessoas com mais de 100 anos que nasceram no mesmo local onde vivem até hoje. Só que agora sob regime de tensão e violência, aterrorizados: garantem que passam a noite acordados com medo de morrer (soldados passeiam à noite toda pelas suas roças) e têm medo de sair pois quando voltar poderão encontrar a casa derrubada.

O acesso à comunidade é controlado pelo portão de entrada da Vila Militar, um condomínio de residências de sub-oficiais da Marinha; e os conflitos vêm, sobretudo, com a construção desta Vila, a partir de 1971. As famílias da área foram removidas e desalojadas. Hoje estão proibidas de plantar e sendo expulsas da área.
O filme denuncia flagrantes desrespeitos aos direitos humanos fundamentais.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Fábrica de Sindicatos .


Texto de Gilmar Carneiro

Sindicalista, foi presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Secretário Geral da CUT, um dos fundadores e dirigentes do PT.



Desmoralização da Democracia

Todos os dias o Ministério do Trabalho recebe pedidos de criação de novos sindicatos. Tanto por parte de trabalhadores como de empresários. A grande maioria, ou quase totalidade é de Sindicatos de Carimbo, ou Fantasmas.

São sindicatos sem legitimidade que, ao serem reconhecidos pelo Ministério do Trabalho, passam a gozar da exclusividade da representação nas relações de trabalho, tanto para efeito de negociação salarial como de recolhimento do famigerado imposto sindical, formalmente declarado como Contribuição Sindical.

Além do desconto obrigatório do Imposto/Contribuição Sindical, estes falsos representantes patronais e de trabalhadores também cobram a Contribuição Confederativa ou Negocial. Os valores variam, mas tem muitos dirigentes sindicais que cobram até como mensalidade, isto é, cobram um valor ou porcentual do salário do empregado, sendo descontados todos os meses, sem garantir o direito de filiado, portanto, sem direito a votar e ser votado, nem usufruir de possíveis serviços que o sindicato ofereça a seus associados. Muitos destes casos, os pelegos conseguem respaldo da própria Justiça.
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