sexta-feira, 21 de julho de 2017

É o racismo institucional que alija os negros dos espaços de poder.

“Você faz faxina? Não, faço mestrado. Sou professora”

Relato da professora e historiadora Luana Tolentino sobre racismo viraliza nas redes sociais


Não me senti ofendida com a pergunta. Durante uma passagem da minha vida arrumei casas, lavei banheiros e limpei quintais. Foi com o dinheiro que recebia que por diversas vezes ajudei minha mãe a comprar comida e consegui pagar o primeiro período da faculdade.

O que me deixa indignada e entristecida é perceber o quanto as pessoas são entorpecidas pela ideologia racista. Sim. A senhora só perguntou se eu faço faxina porque carrego no corpo a pele escura.

No imaginário social está arraigada a ideia de que nós negros devemos ocupar somente funções de baixa remuneração e que exigem pouca escolaridade. Quando se trata das mulheres negras, espera-se que o nosso lugar seja o da empregada doméstica, da faxineira, dos serviços gerais, da babá, da catadora de papel.

É esse olhar que fez com que o porteiro perguntasse no meu primeiro dia de trabalho se eu estava procurando vaga para serviços gerais. É essa mentalidade que levou um porteiro a perguntar se eu era a faxineira de uma amiga que fui visitar. É essa construção racista que induziu uma recepcionista da cerimônia de entrega da Medalha da Inconfidência, a maior honraria concedida pelo Governo do Estado de Minas Gerais, a questionar se fui convidada por alguém, quando na verdade, eu era uma das homenageadas.

Não importa os caminhos que a vida me leve, os espaços que eu transite, os títulos que eu venha a ter, os prêmios que eu receba. Perguntas como a feita pela senhora que nem sequer sei o nome em algum momento ecoarão nos meus ouvidos. É o que nos lembra o grande Mestre Milton Santos:

“Quando se é negro, é evidente que não se pode ser outra coisa, só excepcionalmente não se será o pobre, (…) não será humilhado, porque a questão central é a humilhação cotidiana. Ninguém escapa, não importa que fique rico.”

É o que também afirma Ângela Davis. E ela vai além. Segundo a intelectual negra norte-americana, sempre haverá alguém para nos chamar de “macaca/o”. Desde a tenra idade os brancos sabem que nenhum outro xingamento fere de maneira tão profunda a nossa alma e a nossa dignidade.

O racismo é uma chaga da humanidade. Dificilmente as manifestações racistas serão extirpadas por completo. Em função disso, Ângela Davis nos encoraja a concentrar todos os nossos esforços no combate ao racismo institucional.

É o racismo institucional que cria mecanismos para a construção de imagens que nos depreciam e inferiorizam.


É ele que empurra a população negra para a pobreza e para a miséria. No Brasil, “a pobreza tem cor. A pobreza é negra.”

É o racismo institucional que impede que os crimes de racismo sejam punidos.

É ele também que impõe à população negra os maiores índices de analfabetismo e evasão escolar.

É o racismo institucional que “autoriza” a polícia a executar jovens negros com tiros de fuzil na cabeça, na nuca e nas costas.

É o racismo institucional que faz com que as mulheres negras sejam as maiores vítimas da mortalidade materna.

É o racismo institucional que alija os negros dos espaços de poder.

O racismo institucional é o nosso maior inimigo. É contra ele que devemos lutar.

A recente aprovação da política de cotas na UNICAMP e na USP evidencia que estamos no caminho certo.

terça-feira, 18 de julho de 2017

MEMÓRIA SINDICAL - HOMENAGEM AO SINDICALISTA AUGUSTO CAMPOS...


É com pesar que recebemos a notícia do falecimento de Augusto Campos. Compartilhamos aqui a homenagem que prestamos a ele por reconhecimento à sua trajetória na luta em defesa dos trabalhadores.

segunda-feira, 17 de julho de 2017

Delação de Antonio Palocci põe TV Globo na mira da Lava Jato...


Uma delação que pode comprometer uma das famílias mais ricas e poderosas do Brasil. O ex-ministro Antonio Palocci guarda informações bombásticas. Elas podem dar origem a uma nova fase da Operação Lava Jato para apurar negócios da TV Globo envolvendo sonegação fiscal, empresas de fachada no exterior e negócios em contratos do futebol. Veja na reportagem!

terça-feira, 27 de junho de 2017

Dia 30/06...GREVE GERAL...METRÔ não trabalhará durante todo o expediente, das 4h40 de sexta à 0h de sábado..

METRÔ DE SP ADERE À GREVE GERAL DO DIA 30

Metrô de São Paulo
Nove centrais sindicais assinaram manifesto de apoio à greve geral do dia 30 de junho; manifestações acontecerão em todo o país em protesto contra a reforma trabalhista; metroviários de São Paulo representam uma adesão de peso à paralisação na capital paulista; já os funcionários da CPTM farão uma assembleia no dia 29 para definir seu posicionamento
26 DE JUNHO DE 2017 ÀS 18:21 // 247 NO TELEGRAM   // 247 NO YOUTUBE 
As paralisações marcadas para a próxima sexta-feira (30) ganharam um reforço em São Paulo. O sindicato dos metroviários de São Paulo irá aderir à paralisação na capital paulista e não trabalhará durante todo o expediente, das 4h40 de sexta à 0h de sábado, segundo reportagem do Estado de S.Paulo.
Já os funcionários da CPTM farão uma assembleia no dia 29 para definir seu posicionamento. Os motoristas de ônibus, por sua vez, ainda não decidiram se também param.
A principal pauta da paralisação é protestar contra a reforma trabalhista, cuja proposta em tramitação no Congresso irá flexibilizar as leis do emprego e retirar direitos trabalhistas. No dia 23, nove centrais assinaram um manifesto de apoio à paralisação. Cada categoria, no entanto, fica livre para apoiar como pode, com greve ou apenas participando das manifestações.
Nesta terça (27), os presidentes das centrais sindicais têm uma audiência no Senado, para negociar com os políticos. De terça a quinta-feira, haverá atividades em aeroportos, nas bases dos senadores e no próprio Senado.

Assinam a nota a CGTB (Central Geral dos Trabalhadores do Brasil); a CSB – (Central dos Sindicatos Brasileiros); CSP Conlutas (Central Sindical e Popular); CTB (Central dos Trabalhadores e das Trabalhadoras do Brasil); CUT (Central Única dos Trabalhares); Força Sindical; Intersindical (Central da Classe Trabalhadora); NCST (Nova Central Sindical de Trabalhadores); e UGT (União Geral dos Trabalhadores).