terça-feira, 14 de maio de 2013

Marcelo Rubens Paiva: "A direita surtou".


segunda-feira, 13 de maio de 2013

O poder dos poderosos estão querendo calar Zé de Abreu “Estou com medo do Supremo como eu tinha de general no tempo da ditadura.”


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“Essa escolha por mim tem um sentido político”, diz ator sobre processo movido pelo magistrado. Foto de Luciana Whitaker/Arquivo RBA.
Ator comete “tuiticídio” após selar acordo com Gilmar Mendes, do STF, que moveu processo devido a críticas postadas na rede social: “Eu não sei mais o que eu posso dizer. Fiquei inseguro.”
Gisele Brito, via Rede Brasil Atual
Ator, petista e militante político, José de Abreu se tornou um dos mais influentes tuiteiros do Brasil em função de sua defesa contínua de políticos, como José Dirceu e José Genoíno em meio ao julgamento do caso do “mensalão” pelo Supremo Tribunal Federal (STF), saiu da rede de microblogs no final da última semana.
A motivação foi o mesmo STF a quem criticou durante todo o segundo semestre do ano passado. Seguido por mais de 75 mil pessoas, Zé de Abreu ganhou um problema quando suas declarações contra o ministro do Supremo Gilmar Mendes, em dezembro, renderam uma queixa-crime por injúria e difamação movida pelo magistrado. Na ocasião, o ator escreveu “E o Gilmar Mendes que contratou o Dadá? 19 anos de cadeia pro contratado. E pro contratante? Domínio do fato?”. A mensagem aludia a Idalberto Matias de Araújo, o Dadá, preso pela Polícia Federal na Operação Monte Carlo e apontado como espião contratado por Carlinhos Cachoeira.
Certo da derrota na disputa judicial, o ator desistiu de usar o processo para discutir a liberdade de expressão no País e fechou um acordo com Mendes em que se compromete a não mais proferir expressões ofensivas contra o ministro e a doar R$10 mil ao Hospital São João Batista, em Diamantino (MT), cidade natal de Mendes.
Na entrevista a seguir, Zé de Abreu diz se sentir inseguro para continuar a se manifestar e compara o medo que sente do Supremo com o que sentia de generais no período da ditadura. E afirma que pretende processar sete pessoas que usam o microblog para ofendê-lo. “Já me provaram que eu não posso escrever tudo que quero. Então eu também não quero escutar tudo que eu não quero.”
Leia trechos da entrevista realizada por telefone na tarde de segunda-feira, dia 13.
Você chegou a dizer que não iria se retratar e iria até o fim do processo para discutir liberdade de expressão. Por que resolveu selar um acordo agora?
O Código Penal não é o lugar para discutir liberdade. A partir do momento que ele vira um processo, é o Estado e o Gilmar Mendes, porque é um crime contra a honra, contra mim. Eu, obviamente, seria condenado, o juiz vai dar uma pena. O lugar para discutir isso era o Código Civil. As duas vezes que ele me processou foi por uma palavra, uma coisinha. Um twitter. Não um conjunto. Se eu for pegar todo mundo que me xinga de ladrão, de petralha, mensaleiro, sócio do José Dirceu ou coisas mais pesadas. Se for pegar esse tipo de coisa, tem centenas de milhares. Mas isso não dá para considerar. O que a gente está escolhendo é gente que fala coisas sérias. Mas é difícil, tem sete que tem pelo menos dez mensagens bem pesadas.
Então você pretende processar essas pessoas?
Pois é, acho que sim. Porque aí é a maneira de discutir se pode escrever tudo ou não. Já me provaram que eu não posso escrever tudo que quero. Então também não quero escutar tudo que não quero. Tem de ver até onde isso vai. Porque ser processado pelo Gilmar Mendes, que na semana passada era o homem mais poderoso do Brasil, pelo menos para a mídia… Você vê aquele monte de senadores, de todos os partidos, Pedro Simon (PMDB/RS), Ana Amélia (PP/RS), Randolfe Rodrigues (PSOL/AP), a Marina Silva (Rede) foi lá na casa dele pedir [senadores foram ao Supremo para declarar apoio à liminar do ministro que impediu a tramitação do PL 14, de 2013, que restringe o acesso dos novos partidos ao tempo de rádio e tevê no horário eleitoral e também aos recursos do fundo partidário]. Quer dizer, todo mundo virou o baba-ovo dele e eu vou brigar sozinho?
Você se sentiu abandonado pelas pessoas que defende, por isso saiu do twitter?
Não. Abandonado, não. O Twitter você pode acompanhar mesmo sem estar nele. Não estou lendo com a mesma assiduidade. Entro para saber o que estão falando de mim.
Mas por que você fechou sua conta?
Sou muito compulsivo. Vejo uma injustiça escrita e vou para cima. Não consigo ficar pensando dez vezes antes de apertar o botão. Eu não sei mais o que eu posso dizer. Fiquei inseguro.
Essa judicialização acaba provocando o medo de falar?
Claro. Eu estou com medo do Supremo como eu tinha de general no tempo da ditadura. O mesmo medo. Todo mundo vai lá puxar o saco dele, até o Randolfe e a Marina. Me dá medo, me dá medo. É o mesmo pessoal que fez do “mensalão” esse espetáculo.
É um tipo de censura?
Não é uma espécie de censura. A coisa é muito sutil. Eu não falei nada do Gilmar Mendes que 500 mil pessoas no Twitter não tenham falado. Essa escolha por mim tem um sentido político. Tem um objetivo político. Eu saí na capa de O Globo duas vezes em solidariedade ao José Dirceu. Eu voltei a fazer política para acabar com esse mito do “mensalão”, no dia que o Zé Dirceu saiu da Casa Civil. Eu tinha certeza que essa história era uma farsa. Isso não sou só eu que estou falando, eu conversei com bastante gente e realmente tem endereço certo esse processo. Não é aleatório.
Você dá visibilidade ao tema…
Pelo menos uma visibilidade dentro de um núcleo de pessoas onde não havia essa visibilidade. Eu sou seguido por todos os grandes jornalista do Brasil, por pessoas que pensam. Tenho muitos seguidores por causa da novela, mas isso agrava mais a situação. De repente o telespectador de novela que só recebe informação de um lado estava achando que o PT só tem ladrão. Aí vê que seu ídolo, entre parênteses, seu ator favorito, tem uma outra visão sobre a história e fica botando links, frases, atacando e defendendo. Dizendo “meus amigos não são ladrões. José Dirceu não é ladrão, Genoino não é ladrão, o PT não inventou a corrupção no Brasil, o MST não é um bando de vagabundos”. Isso vindo de uma pessoa que, querendo ou não, tem um poder: eu tenho o poder da comunicação. E a Globo não se importa. Eu já fui lá perguntar um tempo atrás, voltei agora com essa história da candidatura e nada, nunca. Não há a menor possibilidade da Globo fazer qualquer coisa contra mim por conta da minha posição política.
Muita gente acreditava em uma reação da Rede Globo…
Talvez o Serra tenha ligado na época da campanha, não sei. Mas a Globo não dá a menor bola, não mistura mesmo. Nem pode misturar. A Globo não dá nem meu endereço para o oficial de Justiça.
E você vai sair candidato a deputado no ano que vem?
Não. A família ficou muito contra. A gente conversou muito. Além da família ia ter uma diminuição muito grande de salário do que eu ganho na Globo e o que eu ganharia como deputado. É muita diferença. Eu não conseguiria viver. Eu tenho pensão alimentícia, tenho filho de 12 anos. Ajudo familiares. E tem a história do financiamento de campanha. Se fosse financiamento público até podia ser. Mas ter de sair captando dinheiro para fazer campanha… Eu não aguento fazer isso nem para fazer teatro pela Lei Rouanet. Deus me livre. O PT, óbvio, que iria arcar com uma boa parte por meio do diretório nacional, mas mesmo assim.

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Programa Conexão Brasil - O Brasil e o Combate à Fome.


O combate à fome tem sido uma das grandes lutas do Brasil nos últimos anos. Quer conhecer mais sobre o que tem sido feito? Assista ao vídeo.

quarta-feira, 1 de maio de 2013

O Estado mata e quer mudar maioridade penal !


Publicado em 29/04/2013
Nas manchetes a questão da maioridade penal aos 16 anos. Assunto recolocado depois da barbaridade que foi o assassinato da dentista Cinthya Magaly de Souza. Ela foi queimada viva porque assaltantes só encontraram R$ 30 em sua conta bancária.

Maioridade penal aos 16 anos. Esse é um daqueles debates em que, a princípio, se argumentos soam razoáveis de parte a parte. Por exemplo: milhares e milhares de pessoas viram seus filhos, pais, irmãos, serem assassinados. E depois menores assumirem a culpa. Como no caso da dentista. Ou em tantos outros.

Na oposição à maioridade penal aos 16 anos se terá dezenas de argumentos. Vale, então, examinar os fatos, a realidade. A polícia de São Paulo está investigando grupos de extermínio. Esquadrões da Morte, para ser exato. Só na região de Osasco tais grupos seriam responsáveis por mais de 40 assassinatos nos últimos meses. PMs são suspeitos.

A polícia civil suspeita que em outros pontos da Grande São Paulo grupos de extermínio estão agindo, há anos. Também com PMs entre os suspeitos. Muitos dos executados são menores de idade, às vezes com menos de 16 anos. Muitas vezes, executados ao acaso.

Nisso tudo, uma certeza: nenhum PM é menor de idade. São todos maiores. E, a própria polícia investiga e admite: PMs estão executando pessoas. Cabe então uma primeira observação: o Estado quer mudar a maioridade penal, mas o Estado não consegue controlar seus policiais que matam.

Se agentes do Estado, policiais, se disfarçam e agem como assassinos, que autoridade moral tem o Estado para propor esse debate, o da maioridade penal aos 16? Por mais que existam argumentos também a favor.

No Rio de Janeiro, as milícias, o conluio de bandidos, policiais e políticos. Na Bahia, policiais são suspeitos em dezenas de execuções. Idem em Alagoas. Brasil afora, agentes do Estado são suspeitos de integrar grupos de extermínio. De matar aos montes, sejam bandidos ou apenas adversários no tráfico ou pessoais, o que for.

Quando alguém pesquisar, descobrirá: nas últimas décadas, milhares de pessoas foram executadas no Brasil por grupos de extermínio. Uma pergunta que todos deveríamos nos fazer: como é possível debater maioridade penal a sério se nossas polícias, ou seja, o Estado, ainda abriga grupos de extermínio? Todos sabemos que agentes da lei cometem assassinatos e ficam impunes. Quase sempre, com amplo e cego apoio da sociedade. Ao tempo em que debate a maioridade penal, o Brasil deveria discutir o por que das suas polícias matarem como foras da lei.

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Armas de Brinquedo, a orientação é nunca reaja, pois elas são idênticas as originais!



Luiz Carlos Azenha

Edvaldo Santana no Sr.Brasil... Uma singela homenagem... Vídeo Imperdível...

Conheço Edvaldo Santana a anos de São Miguel Paulista, um canto da periferia de São Paulo, terra onde aprendemos  tudo que nos da mais prazer na vida "  A musica, a poesia, a arte em geral " Em 1977 ou 1978 ,  a periferia que crescia a toques do vento, tinha pouco acesso ou quase nenhum a cultura. E ai um grupo de jovens  literalmente "um bando de loucos" (sem realmente fazer apologia nenhuma)  criam um movimento que agrupa vários talentos locais. O MPA-Movimento Popular de Arte foi o berço descobridor e  formador de grandes artistas do Bairro e fico muito feliz em ter participado e colaborado minimamente com tudo isso...Edvaldo Santana é exemplo de resistência, persistência e luta...Valeu camarada... Valeu a pena sim esse sonho.... "O sonho azul..."