domingo, 21 de janeiro de 2018

A imprensa brasileira formal é facciosa, venal e criminosa.

Resultado de imagem para exemplos de manipulação exercida pela mídia sobre a sociedade atual


Por Mário Marona,

O Brasil não tem uma imprensa independente.

O Brasil não tem uma imprensa isenta que não seja pobre, alternativa, e feita com o sacrifício pessoal de uns poucos jornalistas que abrem mão do conforto que poderiam dar às suas famílias para suprir a carência de informação confiável na mídia tradicional.

Como fazia a Última Hora, nos anos 50, como fez a “imprensa nanica” durante a ditadura.

Já é assim há muito tempo.

A imprensa brasileira formal é facciosa, venal e criminosa.

Liderou, apoiou ou sustentou politicamente as piores tragédias políticas e econômicas da história contemporânea do Brasil.

Não é apenas porta-voz do atraso, é por si mesma causa e parte do atraso.

A imprensa brasileira levou Vargas ao suicídio.

Destruiu a reputação de JK.

Derrubou Jango.

Propiciou a radicalização do golpe militar com o AI-5.

Permitiu, escondendo e distorcendo fatos, a tortura de milhares de militantes políticos de oposição.

Escondeu os crimes cometidos pela ditadura militar.

Além de omitir ou fraudar informações sobre os crimes da ditadura, ofereceu apoio logístico e veículos para a polícia política.

Fez aprovar uma anistia que perdoou assassinos que agiram em nome do estado.

Impediu as eleições diretas, quando o país já estava pronto para elas.

Promoveu uma eleição indireta de caráter conservador.

Inventou e elegeu Fernando Collor, derrubando-o depois, quando ele já não interessava mais ao poder.

Mentiu e manipulou para destruir politicamente Leonel Brizola e impedi-lo de se eleger presidente da República.

Fraudou a lisura da disputa entre Lula e Collor no segundo turno daquela eleição.

Apoiou todos os planos econômicos liberais que empobreceram a população.

Sabia da compra da reeleição por Fernando Henrique Cardoso e silenciou.

Reelegeu Fernando Henrique quando o Plano Real já havia cumprido seu papel e o país afundava economicamente.

Criou o medo do agravamento da crise econômica para tentar impedir a eleição de Lula em 2002.

Superdimensionou e deturpou o mensalão, e intimidou o STF para que o PT passasse a ser odiado pela população.

Tentou impedir a reeleição de Lula, apesar de sua enorme popularidade.

Mentiu, criou denúncias falsas e cobriu de maneira facciosa a campanha que elegeu Dilma Rousseff em 2010.

Em 2013, apoiou enquanto julgou necessário os atos de protesto violentos e manipulados pela direita contra um governo democrático.

Cometeu todas as fraudes de informação possíveis e sequer imagináveis para forçar a vitória de Aécio Neves na eleição de 2014.

Liderou com o PSDB e a oposição conservadora a maior sabotagem econômica e política já cometida contra um governo na história, comparável apenas ao que havia feito contra Vargas.

Criou, com o boicote ao governo no Congresso e no mercado, o ambiente propício a queda da popularidade e do apoio a Dilma.

Convocou, apoiou abertamente e amplificou as manifestações de protesto contra o governo em 2015.

Transformou Eduardo Cunha no homem poderoso que acabaria por liderar no Congresso o impeachment da presidenta, escondendo da população a sua verdadeira face corrupta e criminosa, que já conhecia.

Por meio de notícias, colunas e comentários, pressionou o STF a fugir covardemente do papel de garantidor do cumprimento da Constituição, que poderia ter impedido um impeachment sem crime de responsabilidade e por motivos fúteis.

Apoiou abertamente o golpe de estado e está enganando a população sobre os verdadeiros efeitos desastrosos de todas as medidas regressivas que tem coagido o governo ilegítimo a adotar.

Inventou, exaltou e sustentou as arbitrariedades cometidas pela operação Lava a Jato, pelos procuradores de Curitiba e pelo juiz Sérgio Moro.

Dedicou-se com persistência, todos os dias e sem qualquer concessão ao pluralismo de opinião, a atacar a reputação de Lula, destruir sua imagem pública e induzir o Judiciário a condená-lo por crime do qual não existem provas.

Neste momento, defende a confirmação da condenação de Lula e pressiona o TRF a sujeitar-se aos seus interesses.

Trata como verdade inquestionável qualquer notícia negativa para Lula e esconde de seus leitores, ouvintes e telespectadores informações que possam ser favoráveis ao ex-presidente em sua luta legítima por absolvição.

Prepara-se, em desesperada busca por um candidato, para interferir e vencer a eleição deste ano.

É a maior produtora e reprodutora de notícias mentirosas ou parciais que causem danos à imagem de governos progressistas do Brasil e de qualquer país.

Inspirou, com seu vocabulário crescentemente grosseiro contra adversários, a linguagem de esgoto que se tornou corriqueira nas redes sociais.

Vale-se da ignorância, da truculência, do preconceito e de impunidade das redes sociais para dar credibilidade às suas próprias mentiras.

Enquanto o Brasil não tiver uma imprensa independente e isenta, que sirva de alternativa e contraponto, será governado por uma imprensa inescrupulosa e canalha.

sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

Reforma “para acabar com privilégios” vai castigar justamente os mais pobres.


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Como a Reforma da Previdência atinge os mais pobres.


Sem conseguir obter maioria qualificada para votar proposta na Câmara, governo decide adiar reforma para fevereiro.


Está ficando cada vez mais difícil para o governo conseguir convencer os parlamentares de sua base aliada a votarem a favor da Reforma da Previdência. A semana, que começou com o forte lobby de setores empresariais dentro do Congresso Nacional, terminou com o anúncio de que a votação será adiada para 19 de fevereiro, de acordo com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ).


Isso deve dificultar ainda mais sua aprovação em pleno ano eleitoral. São necessários 308 votos favoráveis dos deputados, em duas votações seguidas (primeiro e segundo turnos), além de uma dupla votação no Senado, que exige um mínimo de 49 votos a favor em cada.


Quanto mais exposta ao debate público, mais a Reforma da Previdência proposta pelo governo golpista de Michel Temer é percebida como um mecanismo que vai restringir e impedir que milhões de trabalhadores consigam se aposentar algum dia.

Em recente entrevista ao Jornal GGN, o professor do Instituto de Economia da Universidade de Campinas (Unicamp), Eduardo Fagnani, demonstrou como a proposta do governo segue excluindo justamente os mais pobres. “Pra começar, ninguém mais vai conseguir se aposentar com aposentadoria integral, porque para isso seria necessário acumular 40 anos de contribuição. O Dieese [Departamento Intersindical de Estudos e Estatísticas] mostra que o trabalhador do setor privado, por conta da rotatividade e da informalidade no mercado de trabalho, contribui uma média de 9 meses a cada 12 meses (um ano), ou seja, para ele atingir 25 anos de contribuição, teria que trabalhar quase 33 anos”, explica.


Seguindo essa média, para um trabalhador juntar os 15 anos de contribuição mínima exigida – e que só dá direito a 60% do valor do salário –, ele teria que trabalhar durante 19 anos. Para receber uma aposentadoria integral, os 40 anos de contribuição exigidos só seriam alcançados com cerca de 50 anos de trabalho, uma realidade improvável.
Dados do próprio governo mostram que apenas pouco mais de 20% dos aposentados comprovaram contribuição acima de 25 anos, isso sem levar em consideração as regras da reforma trabalhista, que devem reduzir ainda mais a capacidade do trabalhador contribuir com a previdência.

“A reforma trabalhista está incrementando no país os empregos temporários e o trabalho intermitente, que paga por hora. Vai ser muito mais difícil você conseguir comprovar sequer os 15 anos de contribuição mínima”, aponta Eduardo Fagnani, na Unicamp. Nesse cenário, o valor médio da aposentadoria do INSS no país, que é de apenas R$ 1.500 por mês, deve ser drasticamente reduzido, já que a média dos benefícios cairá dos atuais 85% para cerca de 60% do salário.

Aposentadoria rural atingida

Ao contrário da propaganda do governo de que os trabalhadores rurais ficaram de fora da Reforma da Previdência, o analista político Antônio Augusto Queiroz, do Diap (Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar) explica que isso não passa de publicidade enganosa, a começar pelo próprio aumento da idade mínima exigida para a aposentadoria, que também valerá para os assalariados rurais e os pequenos produtores.

Pela regra proposta, os agricultores familiares, que normalmente se aposentam por idade, ganhando um salário mínimo, vão ter que comprovar “tempo de contribuição” de 15 anos e não mais “tempo de atividade rural”, como ocorre atualmente. “Assim, o pequeno produtor rural, que antes se aposentava por idade – aos 60 anos, no caso do homem, e 55 anos, no caso da mulher – desde que comprovasse o exercício de atividade rural por 15 anos, ainda que de forma descontínua, com as novas regras passa-se a exigir comprovação de 180 meses de contribuição (15 anos de contribuição) e três anos de comprovação de atividade rural imediatamente anteriores à aposentadoria”.

A mudança de “tempo de atividade rural” para “tempo de contribuição”, na prática, vai inviabilizar a aposentadoria do pequeno agricultor. “Para comprovar 15 anos de contribuição, ele vai ser obrigado que ir no banco todo mês pagar a prestação da previdência, o que é absolutamente incompatível com a dinâmica do trabalhador rural”, aponta Eduardo Fagnani, professor da Unicamp.

Sonegação na Previdência

Segundo o relatório da CPI da Previdência, empresas privadas do país devem mais de R$ 450 bilhões ao INSS. Entre elas, figuram gigantes como o banco Bradesco e a JBS, controladora da Friboi. Além disso, as desonerações e isenções de impostos aplicadas ao longo das últimas décadas fez com que o governo deixasse de arrecadar cerca de R$ 400 bilhões para o pagamento das aposentadorias e benefícios sociais.

Reforma mantêm privilégios

Enquanto afirma que a reforma da Previdência vai acabar com privilégios, o governo de Michel Temer defende a manutenção das atuais regras de aposentadoria especial para os parlamentares. Mesmo sendo considerada uma das leis mais “imorais” da República, a norma especial de aposentadoria parlamentar foi defendida pela Advocacia Geral da União (AGU) em manifestação recente ao Supremo Tribunal Federal (STF). A norma permite que o político que comprovar 35 anos de mandatos parlamentares (de vereador, deputado ou senador) possa receber a aposentadoria integral de um parlamentar federal: cerca de R$ 33,5 mil por mês.

Mesmo que não comprove os 35 anos de atividade legislativa, os parlamentares tem o direito de se aposentar com salário proporcional ao tempo de contribuição. Por causa disso, a média da aposentadoria parlamentar no Brasil está atualmente em R$ 14 mil por mês, um salário muito superior ao teto da aposentadoria pelo INSS, que é de R$ 5,5 mil, e seria o máximo que um trabalhador brasileiro poderia receber.

terça-feira, 19 de dezembro de 2017

Um crime contra LULA...LAWFARE!


Hoje é o Lula, mas amanhã pode ser você! Quando a política entra nos tribunais, a justiça sai pela outra porta! Ajude a denunciar o que estão fazendo com o presidente Lula!
Dep.Federal Decio Lima

quarta-feira, 22 de novembro de 2017

TVT na História: Reforma Trabalhista




Até o século XIX, trabalhadores do mundo todo enfrentavam longas jornadas de trabalho, em condições degradantes, tudo isso em meio a um forte processo de industrialização, que crescia no mundo todo por influência da Revolução Industrial.

De lá pra cá, muitos direitos foram alcançados no campo trabalhista, mas no Brasil, só foi possível conquistar direitos e maior regulação nas relações de trabalho em 1943, com a criação da Consolidação das Leis do Trabalho, a CLT.

Mas, apesar do consenso entre juristas de que as leis trabalhistas são necessárias para dirimir problemas nas relações de trabalho, esse conjunto de leis sempre caiu em questionamento no meio empresarial e as justificativas eram diversas: desde a adequação dessas leis à conjuntura atual econômica (já que a CLT é bastante antiga) até a afirmação de que essas leis protegem mais o trabalhador do que o empregador.

O fato é que hoje estamos assistindo a um momento de mudanças concretas nas relações de trabalho e a parte mais interessada, os próprios trabalhadores, não foram ouvidos e agora tem de encarar uma nova realidade nas relações patrão e empregado, que podem mudar significativamente, a vida de milhões de brasileiros.

Nesta edição do TVT na História, mostra alguns momentos em que as leis trabalhistas sofreram ataques e um paralelo entre o passado e o presente.

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Influência dos EUA na ditadura militar.


"Silêncios da Ditadura" a correspondente Yula Rocha mostra como os Estados Unidos influenciaram nos anos de chumbo. Segredos que os americanos esconderam por quase 50 anos.