quarta-feira, 13 de julho de 2011

João Paulo Rillo e Luiz Claudio Marcolino - "PT cobra investigação de contrato com a Sabesp".

A oposição deverá protocolar hoje duas representações no Ministério Público Estadual pedindo a investigação e explicações sobre contratos da Sabesp feitos com empresas ligadas ao empresário Gregório Wanderlei Cerveira – preso em 20 de maio por suposto envolvimento em contratos fraudulentos na empresa de saneamento de Campinas, a Sanasa.
A decisão foi tomada após o Jornal da Tarde divulgar escutas telefônicas nas quais o empresário e um de seus funcionários mostram-se preocupados com a possibilidade de notícias sobre o envolvimento no escândalo campineiro “contaminarem” contratos com a empresa estatal ligada ao governo paulista. No total, empresas e consórcios nos quais Cerveira tem participação possuem cerca de R$ 58 milhões em contratos com a Sabesp.
Encabeçados pelo líder da minoria na Assembleia Legislativa, João Paulo Rillo (PT), os 27 deputados da oposição vão cobrar da Promotoria apuração sobre possíveis atos de improbidade administrativa e eventuais prejuízos ao erário público. Além disso, outro documento será encaminhado ao procurador-geral de Justiça, Fernando Grella Vieira, pedindo “aprofundamento” nas investigações de contratos de estatais com empresas envolvidas nos suposto esquema de fraudes em Campinas.
“Nosso objetivo é que se investiguem todas as possíveis irregularidades em contratos dessas empresas com órgãos públicos”, afirmou Rillo, para quem a postura do MPE de investigar só o caso de Campinas é “estranha”.
Vice-líder da bancada petista na Assembleia, Luis Cláudio Marcolino(PT) disse que eventuais irregularidades devem ser esclarecidas em sua “totalidade”, não importando siglas ou posições políticas – em Campinas, um dos investigados é o vice-prefeito, filiado ao PT.
Outro ladoA Sabesp não comentou as escutas, mas negou ilegalidade nos contratos com empresas de Cerveira. Antonio Carlos Germano Gomes, advogado do empresário, por sua vez, afirmou que os indícios de irregularidades citados pelo MP são “insustentáveis”. Segundo ele, as escutas indicariam preocupação com “prejuízo empresarial” se a Hydrax, que tem Cerveira como sócio, fosse citada.
Blog do Estadão...

terça-feira, 12 de julho de 2011

Alckmin “vende” até 25% dos leitos do SUS para reduzir rombo de R$ 147 milhões nas OSS

Para reduzir rombo de R$ 147 milhões nas OSS, Alckmin apela para venda de leitos hospitalares.
do blog SeaRádioNãoToca

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), através do decreto nº 57.108, publicado em 6 de julho de 2011, regulamenta a lei de 2010, do ex-governador Alberto Goldman (PSDB) e aprovada pela Assembleia Legislativa, que permite vender até 25% dos leitos do SUS. Nesta regulamentação, fica claro que se transfere para as Organizações Sociais de Saúde (OSS) a prerrogativa de fazer contratos com planos de saúde e pacientes particulares. Dessa forma, o Estado não receberá estes recursos — em torno de R$ 450 milhões –, tornando extremamente difícil o controle público sobre eles.
O artigo 3º do decreto não deixa dúvidas sobre isso:
“Artigo 3º – A Secretaria da Saúde não celebrará contrato ou qualquer ajuste de natureza obrigacional com os pacientes particulares e os planos de saúde privados de que trata o artigo 2º deste decreto, cumprindo exclusivamente às respectivas organizações sociais de saúde a adoção das providências necessárias à percepção do pagamento devido pelo tratamento”.
O absurdo é pensar que vários hospitais poderão adotar este modelo, que servirá para tentar reduzir o rombo de R$ 147 milhões em 18 hospitais públicos paulistas, tal como foi denunciado pelo site Viomundo. Ou seja, para reduzir rombo nas Organizações Sociais de Saúde se ampliará à exclusão dos mais pobres, indo contra a Constituição Federal, e com isso se destrói o próprio SUS. Reproduzimos abaixo matéria do Viomundo sobre o projeto de Lei que permite a ampliação da privatização na saúde e que, agora, foi regulamentada por Geraldo Alckmin.
Governador paulista quer “vender” 25% dos leitos hospitalares do SUS
por Conceição Lemes
A saúde pública no Estado de São Paulo está sendo privatizada a passos largos, em larga escala.
Na última quinta-feira, o governador Alberto Goldman (PSDB) tinha certeza de que acrescentaria novo capítulo a essa história: aprovar na Assembleia Legislativa o projeto de lei 45/10, que altera a lei das Organizações Sociais (OS), de 1998, permitindo que vendam a planos de saúde e clientes particulares até 25% dos leitos hospitalares (entre outros serviços) do Sistema Único de Saúde (SUS).
“A nova lei das OS reduzirá mais o já precário atendimento hospitalar da população pobre”, denuncia ao Viomundo o deputado estadual Adriano Diogo (PT), da Comissão de Higiene e Saúde da Assembleia Legislativa. “É a expansão da ‘quarteirização’ dos serviços públicos de saúde no Estado de São Paulo.”
A tentativa da quinta-feira fracassou. Além de aproximadamente 40% dos deputados não terem conseguido a reeleição (e estão faltando às sessões), o tema é impopular.
Resultado: na primeira votação, obteve apenas 35 votos favoráveis. Como é um projeto de lei complementar, necessita de 48 votos para aprovação. Hoje haverá nova votação. O projeto foi encaminhado pelo governador paulista à Assembleia Legislativa, em 1º de dezembro, em regime de urgência.
PROJETO 45/10: DUPLA PORTA E MAIS RECURSOS PARA OS DA SAÚDE
Teoricamente as OS são entidades filantrópicas. Só que, na prática, funcionam como empresas privadas, pois o contrato é por prestação de serviços.
A lei de OS, de 1998, estabelecia que apenas os novos hospitais públicos do estado de São Paulo poderiam passar para a administração das OS. Porém, uma lei de 2009, do então governador José Serra (PSDB), derrubou essa ressalva. Ela permite transferir às OS o gerenciamento de todos os hospitais públicos do estado. É o caminho para a terceirização completa.
Leia mais...

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Marta participa da posse da nova diretoria dos bancários de SP .



A senadora Marta Suplicy (PT-SP) participou, nesta segunda-feira (11), da cerimônia oficial de posse dos 88 diretores eleitos para representar os mais de 135 mil bancários de São Paulo, Osasco e região. Pela primeira vez, em 88 anos de história, a categoria  elegeu uma mulher para a presidência, Juvandia Moreira.
Marta destacou a importância do evento e a composição da diretoria executiva do Sindicato que já conta com 50% de mulheres – assim como é na categoria bancária.
“Esse é um sindicato de luta, de respeito e isso dá responsabilidade ainda maior para a primeira mulher presidenta”, ressaltou Marta. “Essa situação provoca alegria. Só não podemos achar que já chegamos lá, porque no Congresso Nacional ainda somos perto de 10%. Mas vamos continuar caminhando e para a Ana Beatriz que aqui está (de 8 anos, filha do dirigente Tafarel) será normal ter uma presidenta, ou ser”, afirmou a senadora.

“Foi respeitada a vontade da categoria”, destacou em seu discurso de posse a presidenta do Sindicato, Juvandia Moreira, agradecendo a todos que participaram do processo eleitoral, reforçando a democracia e transparência do pleito. “Vamos trabalhar muito para corresponder a toda confiança depositada em nós, continuar lutando para melhorar cada vez mais a vida do bancário. Como sindicato cidadão que somos, olhando sempre para a sociedade em geral e cobrando medidas para tornar nosso país um lugar cada vez melhor para se viver.”




domingo, 10 de julho de 2011

ENC: Campanha para cirurgia - urgente

Pessoal,
Boa Noite!
Essa moça a Patrícia trabalhou na Rede Brasil Atual e atualmente esta na CUT,
Têm passado por um grave problema de saúde, e precisando muito da solidariedade e ajuda todos que possam contribuir.  

Obrigada
Atenciosamente
Anatiana Alves
FETEC/CUT/SP




Pessoal,
Estou doente, com endometriose no nível mais profundo possível e pegando 10cm de intestino, além de útero, ovários, trompas. Tudo aderido. Como cirurgião de endometriose intestinal é especialidade rara, o único que trabalha com meu ginecologista não trabalha com plano de saúde. Por isso precisei criar uma campanha para arrecadar contribuições de amigos e pessoas solidárias, já que não tenho como levantar R$ 13.000. O custo da cirurgia é R$ 18.500. Tirando o reembolso que consegui do plano de saúde e desconto do médico, restaram ainda R$ 13.000.
Para participar, é só entrar nesse site: http://www.vakinha.com.br/VaquinhaP.aspx?e=80176
É fácil contribuir. É como fazer uma compra pela internet. De R$ 5 pra cima tá valendo. Quem preferir contribuir sem ser pelo site, é só me contactar.
Sobre a opção pelo SUS: a equipe que já está cuidando de mim há algum tempo e já está definida pra fazer a operação é muito específica e formada por profissionais de ponta, que não trabalham pelo SUS. E parte dela não aceita plano. Não foi uma escolha. O meu ginecologista, que eu escolhi, é do plano, mas ele só opera com essa equipe quando se trata de intervenções no intestino, pois é um procedimento de risco.
Conto com a solidariedade de amigos e com o poder das redes sociais da internet para a divulgação dessa campanha.
Divulguem nas suas redes e e-mails, por favor.
Beijão,
Patricia Santos Ferreira



--


--
Suzana Vier
Repórter - Rede Brasil Atual - www.redebrasilatual.com.br
suzana@redebrasilatual.com.br e suzanavier@gmail.com
(11) 3241-0008

Os cafetões de Deus.


quinta-feira, 7 de julho de 2011

Resoluções da Direção Nacional da CUT, 30 de junho e 01 de julho de 2011




São Paulo, 07 de julho de 2011

Às Estaduais da CUT, Estrutura Vertical e Entidades Filiadas.                     
Assunto: Resolução de Conjuntura da Direção Nacional da CUT – 30 de junho e 01 de julho de 2011


CUT na Luta por Ganhos Reais!

A Direção Nacional da CUT reunida às vésperas da grande mobilização CUTista do próximo dia 6 de julho, em Guarulhos nos dias 30 de junho e 1º de julho de 2011 aprovou a seguinte resolução:
Há pouco tempo, a obsessão do mercado e da mídia se concentrava no aumento da taxa básica de juros como instrumento para deter a inflação. Agora, com a relevância dada aos salários, a questão dos juros cede espaço, mas no fundo o descaminho apontado pelas autoridades monetárias é precisamente o mesmo. A CUT repudia a campanha de criminalização dos aumentos salariais movida por setores da mídia, do empresariado e do próprio governo, que têm se expressado em reiteradas declarações para que o movimento sindical seja mais moderado durante as campanhas salariais do segundo semestre. O Banco Central aponta a política de valorização do salário mínimo como produtora de maior inflação, ao reajustar "acima da produtividade". Segundo tais análises, os trabalhadores deveriam ganhar menos para não pressionar as taxas inflacionárias. Esta perversa e mal intencionada associação penaliza o trabalhador ao transformar o salário, que é vítima, em vilão.
Na nossa compreensão, não será com a contenção do mercado interno, com arrocho salarial e redução dos investimentos, que o Brasil irá se desenvolver. Como também a desoneração da folha de pagamentos, proposta pertencente ao ideário neoliberal que aponta para a redução de direitos trabalhistas e previdenciários. Neste momento, para nos contrapor ao ataque concentrado nos aumentos salariais, é preciso lembrar que há inúmeros fatores que pressionam, de fato, a inflação, como os lucros e a distribuição de dividendos, por ser expressão dos interesses do capital. O fato da estrutura tributária ser regressiva, punindo quem ganha menos, também causa inflação, pois os impostos incidem majoritariamente sobre o consumo e são repassados diretamente aos preços. A existência de setores oligopolizados, especialmente na indústria, faz com que a ausência de concorrência facilite o repasse para os preços de qualquer aumento nos custos. Da mesma forma, as altas nas tarifas públicas, muitas regidas por contratos indexados durante o período de privatização e desnacionalização, ajudam a ampliar os custos do setor produtivo e a pressionar a inflação.
No ritmo do crescimento econômico em meio à disputa dos projetos de desenvolvimento, a CUT defende a redução da taxa de juros permitindo maior investimento em infraestrutura e em políticas públicas que busquem a redução das desigualdades sociais, na nossa concepção a inflação deve ser combatida com medidas de incentivo à produção de alimentos e o câmbio ajustado com medidas defensivas, como elevação do IOF, cobrança de imposto de renda sobre o lucro dessas operações, etc.
Para, além disto, a CUT se posiciona contra a utilização de recursos do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) em operações de fusão de empresas do setor privado. É preciso destacar que não é papel do BNDES patrocinar negócios bilionários repetindo o que ocorreu com a crise da Varig e com outros processos de privatização no Brasil. O BNDES, financiado, em grande parte, com recursos do FAT - Fundo de Amparo ao Trabalhador, tem um papel fundamental que é ser um instrumento de financiamento de longo prazo para todos os segmentos da economia, especialmente para os setores com políticas realmente focadas nas dimensões social, regional e ambiental, em conformidade com a função pública do Banco e considerando as cláusulas e contrapartidas sociais na destinação dos financiamentos.
A CUT repudia, juntamente com a FUP os leilões do petróleo, assim como a iniciativa de privatização dos aeroportos da rede Infraero, seja em relação à atual proposta de privatização dos aeroportos de Viracopos, Cumbica e Brasília, ou a futuras iniciativas nesse sentido, por isso a luta contra a privatização dos aeroportos brasileiros e a entrega ao capital estrangeiro deste setor estratégico deve estar na agenda de mobilizações da CUT no próximo período, esta luta é para além dos trabalhadores/as do setor, deve envolver a sociedade brasileira, que será a grande prejudicada, pois sofrerá com as tarifas aumentadas e com a piora na qualidade dos serviços.
       Nesta conjuntura, é preciso disputar os rumos do desenvolvimento, a CUT protagonista da classe trabalhadora no cenário de disputa de projetos, convoca sua militância para um Dia Nacional de Mobilização da CUT, no dia 6 de julho de 2011, para que de Norte a Sul, paralisações, atividades de rua e todo tipo de manifestações no campo e na cidade, nos locais de trabalho, dêem visibilidade à CUT e as nossas propostas.
Na agenda de mobilização da CUT e Movimentos Sociais no próximo período deve constar a luta por: Mais e melhores empregos; Ganhos Reais e Cláusulas Sociais nas Campanhas Salariais; Redução da Jornada de Trabalho sem Redução de Salários; Ratificação da Convenção 189 da OIT, que trata do Trabalho Decente para as trabalhadoras domésticas; Fim do Fator Previdenciário; Igualdade de Oportunidades; Reforma Agrária; Luta pela produção de alimentos com soberania e segurança alimentar, e luta contra os agrotóxicos; Combate à Precarização e à Terceirização; Aprovação do Plano Nacional de Educação em 2011, com aplicação do Piso Nacional do Magistério por todos os governadores e prefeitos; Reforma Política com Democratização do Estado; Reforma Tributária, desonerando a classe trabalhadora, e defenderemos "Liberdade e Autonomia: por uma nova estrutura sindical", sendo que nos Estados, os debates preparatórios a nossa 13ª Plenária Nacional, abrem um importante espaço de reflexão e empenho, no sentido de garantir a necessária atualização do projeto político-organizativo fortalecendo a Central Única dos Trabalhadores e afirmando que "Somos Diferentes, Somos CUT". 
Somos diferentes das outras Centrais Sindicais e lutamos em todas as frentes, desde o local de trabalho junto aos trabalhadores/as na base, até a disputa no Legislativo, no Judiciário e no Executivo, no âmbito federal, Estadual e Municipal. Em agosto deste ano, na retomada dos trabalhos do Congresso Nacional, a CUT organizará uma grande ação em Brasília, e nos dias 16 e 17 de agosto de 2011 na Marcha das Margaridas afirmaremos que "Somos Fortes, Somos CUT".
Essa agenda de mobilizações tem que continuar!
A continuidade da nossa pauta inclui a luta contra qualquer tipo de criminalização ao movimento sindical e social, e denunciamos a violência contra os dirigentes sindicais e lideranças da cidade e do campo, exigindo a federalização da apuração desses crimes. Em particular, na região amazônica, exigimos a punição do assassinato de companheiros/as sindicalistas reafirmando que é necessário realizar a reforma agrária, com a atualização dos índices de produtividade, limites para a propriedade da terra, aprovação da PEC 438/2001 - que expropria terras e as destina à reforma agrária onde houver flagrante de trabalho escravo - e no fortalecimento da agricultura familiar, e para ampliar a nossa mobilização, a unidade CUTista em conjunto com a Via Campesina, Central dos Movimentos Populares (CMP) e Marcha Mundial de Mulheres (MMM), entre outros parceiros da Coordenação dos Movimentos Sociais (CMS), é estratégica para avançar com  "a defesa de um projeto nacional e popular de desenvolvimento com distribuição de renda e valorização do trabalho".
DIREÇÃO NACIONAL
CENTRAL ÚNICA DOS TRABALHADORES

QUINTINO SEVERO
SECRETÁRIO GERAL


Literatura ...BVB " A Biblioteca Varonil Bolsonaro."



A literatura não vai bem. Assim pensa Jair Bolsonaro, político fluminense, humanista de fôlego e intelectual influente nas rodas mais liberais da dissidência radical de extrema direita. “A sem-vergonhice vem de muito tempo”, ponderou o deputado, ao lado de seu fuzil de estimação. “Já nas peças de Sófocles a gente vê filho dando em cima de mãe, irmã desrespeitando a Lei e a Ordem e uma conversa mole de democracia que soa a socialismo. E por todos os lados, uma multidão de mestiços lúbricos desencaminhando a soldadesca. Eu decidi agir.” Depois de assumir, com sucesso, a redação dos novos kits escolares contra a homofobia, nos quais ensina a caridade e a tolerância – “casais homossexuais só devem ser discriminados quando os noivos forem do mesmo sexo” –, Bolsonaro lança-se agora numa ambiciosa empreitada editorial: reduzir a literatura universal a quinze títulos (“o mesmo número de balas da minha Glock”), os quais formarão a “A Biblioteca Varonil Bolsonaro”. Os volumes serão reescritos por renomados eruditos de modo a corrigir pequenas distorções do texto original. Adotando os melhores princípios do rigor acadêmico, da moralidade cristã e da moderna teoria eugênica, na BVB todos os homens serão brancos, todas as mulheres serão castas e Preta Gil será invariavelmente presa. The piauí Herald adianta os primeiros lançamentos.

A MoreninhaPor Paulo César Peréio

Na edição revista, Augusto não resiste aos avanços libidinosos de Carolina, a Moreninha do título, e morre de exaustão. “O livro é bom, mas faltou ao Joaquim Manoel de Macedo ser macho para dizer o que saltava aos olhos da sociedade do seu tempo, ou seja, que essas moreninhas são todas umas pitonisas do sexo.” Baseado nas evidências do romance, Bolsonaro pediu a prisão de Preta Gil.




Casa Grande & DependênciasPor Carlos Alberto Brilhante Ustra

“Senzala é um termo típico de intelectualzinho de esquerda, daqueles bem afetadinhos que chamam revolução militar de golpe”, observa Bolsonaro, em erudita nota introdutória à nova edição renomeada do clássico de Gilberto Freyre. “Dizem que Freyre era de direita, mas é óbvio que o homem tinha mais inclinação pela esquerda do que esse Chico Buarque. A historiografia mostra que as senzalas eram espaçosas e arejadas, com palha de boa qualidade no chão.” Bolsonaro destaca a importância dos capítulos que tratam do conúbio carnal entre brancos e negros. O livro se tornou peça-chave da ação criminal contra Preta Gil.



Lançamentos futuros

Guerra e Paz
Por Mike Tyson

Na versão encomendada a Tyson, as 900 páginas do clássico russo são reduzidas a 200. “Só interessa a parte da guerra. Paz é coisa de maconheiro”, explica o deputado, que publicará o livro com o título de Guerra e Mais Guerra. A edição oferecerá possibilidades de merchandising para anunciantes da indústria bélica. “‘Imaginem se o Príncipe Andrei souber que estive em poder dos [aviões Mirage, submarinos nucleares classe Scorpène, helicópteros Cougar] franceses!’, exclamou a princesa Maria Nikolayevna Bolkonski. “Que eu, a filha do Príncipe Nicolau Bolkonski, pedi ao General Rameau que me protegesse [com uma pistola Sig-Sauer P220 com corpo de polímero] e que aceitei o seu favor!’”

No coração das trevas
Por Nuno Leal Maia

Jair Bolsonaro aproveita apenas o título do clássico de Joseph Conrad. O livro inaugura a coleção de coffee table books assinada pela mãe do deputado, dona Jeruza Bolsonaro. Luxuoso e fartamente ilustrado, este primeiro volume é um convite para que o leitor viaje pelas soluções criativas de decoração que Preta Gil encontrou para suas residências.